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alinhamentos

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Qui | 01.05.14

Políticos de aluguer

fcrocha

“Dentro ou fora do útero, um bebé não se dá, aluga ou vende”. A frase é de Eduardo Sá, um professor universitário, psicólogo clínico e psicanalista que investiga a gravidez e o feto e garante que não é indiferente o útero em que se cresce, nem, para uma mãe, ter um filho dentro de si.

 

Ora, vem isto o propósito da reactivação do processo político-legislativo sobre as barrigas de aluguer. Numa altura em que as famílias portuguesas sofrem gravemente com a crise, o PSD e o PS, que nunca chegam a consensos para a resolução dos graves problemas económicos do país, uniram-se e preparam-se para aprovar mais uma lei fracturante e destruidora da responsabilidade pessoal, sobre essas barrigas de aluguer.

 

Os políticos são uns seres habilidosos quando se trata de enganar os eleitores. Ora, quando foi para aprovar a liberalização do aborto trocaram-lhe o nome e chamaram-lhe “interrupção voluntária da gravidez. Agora, às barrigas de aluguer decidiram chamar-lhe “maternidade de substituição”. Uns verdadeiros artistas.

 

Mas, afinal, o que são as barrigas de aluguer, ou, como lhe chamam os políticos, a “maternidade de substituição”? É um processo de reprodução artificial em que uma mulher cede o seu útero para que nele seja implantado um óvulo já fecundado, comprometendo-se a gerar uma criança e a entregá-la, no dia do parto, ao casal com quem tinham feito um contrato. Ou seja, trata-se de um negócio de crianças, porque, mesmo que não haja dinheiro envolvido, é um contrato onde o objecto é uma criança.

 

Fiz uma pesquisa (aconselho-o a fazer o mesmo na Internet) sobre os efeitos que leis iguais a esta tiveram noutros países. Descobri que houve mulheres que na hora do parto se recusaram a entregar a criança, alegando que o filho era delas. Também vi vários casos em que, tendo o bebé nascido com alguma deficiência, o casal contratante se tinha recusado a aceitar o bebé, por “ter defeito”. Também encontrei vários casos em que, por dificuldades financeiras, várias mulheres se tornaram profissionais no aluguer da sua barriga.

 

Esta é mais uma das leis da “ideologia de género” que pretende desvincular a mulher daquilo que a torna única: a maternidade.

 

Não lhe sei dizer o que pode fazer para impedir estas aventuras de políticos de responsabilidade duvidosa, mas tente fazer alguma coisa. Pense e faça-o!

 

 

Sobe

 

Antonino de Sousa

 

Na mesma semana, ficamos a saber que a cidade de Penafiel vai acolher duas instituições de ensino superior: a CESPU transferiu para aquela cidade a licenciatura em Enfermagem e o Instituto Superior de Ciências Educativas de Felgueiras vai fixar-se lá. É o regresso do ensino superior a Penafiel a marcar o início de mandato de Antonino de Sousa.

 

 

Desce

 

M6N

 

O Movimento 6 de Novembro começou por ser um movimento cívico, constituído por pessoas dispostas a lutar contra o preço exorbitante da água em Paços de Ferreira. Na altura, o rosto do M6N era o actual presidente da Câmara Municipal. Agora que o mesmo Humberto Brito chegou ao poder, parece que o M6N está prestes a desaparecer ou a ser colocado em “coma induzido”, mesmo que o preço da água não se tenha alterado. Por isso, como se percebe pela entrevista que hoje publicamos, há quem afirme que o M6N foi apenas o “trampolim” para a carreira política do actual presidente da Câmara.

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