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alinhamentos

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Ter | 18.02.14

Os autarcas na era da transparência

fcrocha

 

 

Vivemos uma época em que cada vez mais se impõe transparência nas decisões políticas. Se isto é válido para todos os governantes, é muito mais para os autarcas, devido às suas políticas de proximidade. A transparência não é uma escolha que os autarcas vão poder fazer, é uma realidade que acontecerá independentemente da vontade de cada presidente de Câmara.

 

O aspecto mais complicado desta nova realidade é que os presidentes de Câmara vão perder o controlo da informação que circula dentro da autarquia e da que sai para as páginas dos jornais. Isso trará um aspecto positivo: quanto menos controlada for a informação, mais credibilidade terá no público. Mas também trará um aspecto negativo: se a informação sair descontextualizada provocará um desvanecimento na reputação dos autarcas.

 

Isto leva-me a uma questão: fará sentido manter gabinetes de comunicação que fazem pouco mais do que enviar uns press releases? Por muito impacto que esses press releases tenham nos meios de comunicação social, essa terá que deixar de ser a unidade de medida do trabalho do gabinete de comunicação. O trabalho terá que ser medido pelo impacto que teve no comportamento das pessoas. É necessário que os gabinetes de comunicação passem a produzir boas histórias. Mais do que factos, as pessoas gostam de histórias que lhe digam alguma coisa. Cada medida tomada, certamente, produzirá uma história que exemplificará e justificará a decisão. História essa que tem que ser contada ao público.

 

Mais cedo ou mais tarde as pessoas vão descobrir como é que é gerido o município. Se tiver sido gerido sem transparência, tudo se vai desmoronar. Se a gestão tiver sido transparente e explicada, as pessoas compreenderão cada decisão tomada, mesmo perante o ruído das oposições.

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