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alinhamentos

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Qui | 15.05.14

O custo da salvação

fcrocha

Perto da minha casa, há uma rotunda que está totalmente preenchida com enormes cartazes de propaganda eleitoral. Todos passam a mesma mensagem: salvar o país. Confesso que este desejo dos partidos de salvar Portugal me assusta. É que sempre que esta gente nos tentou salvar, quase nos levou à falência. A história não deixa margem para dúvidas.

 

Esta foi a terceira vez que uma ou mais instituições internacionais nos emprestaram dinheiro para nos salvar da bancarrota. Para quem tem problemas de memória, importa sempre relembrar que quando José Sócrates decidiu, finalmente, pedir ajuda à troika, o país tinha dinheiro apenas para as despesas de uma semana, não incluindo, por exemplo, os vencimentos dos funcionários públicos. Hoje, embora nos tenha saído do “corpo”, o país parece ter dinheiro suficiente para fazer face às despesas de um ano, ou um pouco mais.

 

Mas voltando aos sustos dos desejos de salvar o país: nas outras duas vezes, depois do período de assistência financeira (um período em que quem nos emprestou dinheiro também vigiou as nossas contas), os Governos seguintes tornaram a engordar o Estado, tornando-o obeso, criaram uma dívida muito para além das nossas possibilidades, exerceram políticas despesistas e estrangularam a actividade das empresas que podiam e deviam criar riqueza. Para todas estas maleitas aplica-se sempre a mesma terapia: aumento de impostos. Tantos que não deve haver família nenhuma que não se tenha visto aflita.

 

Quando nos vêm dizer que nos querem libertar e que estamos a ser atacados na nossa liberdade, estão a enganar-nos. O que nos tira a liberdade é ter governantes que gastam para lá da conta, por nossa conta, e a seguir põe-nos a pagar a dívida que eles fizeram. Isso é que atenta contra a nossa liberdade.

 

Por isso, sempre que um político aparecesse em público a prometer o que quer que fosse que envolvesse um custo, seria um bom princípio tomarmos a liberdade de o questionar sobre a proveniência do dinheiro para cumprir a promessa. É que, se for para ficar a dever, quando chegar o momento de pagar, também lhe vai tocar a si, cara leitora, caro leitor.

 

 

  

Sobe

 

AMI Paredes

 

Esta semana ficámos a saber que foram assinados dois contratos de investimento entre a Câmara Municipal de Paredes, através da Agência Municipal para o Investimento (AMI), e duas empresas que vão investir cinco milhões de euros e criar, pelo menos, 150 novos postos de trabalho em Paredes. Numa altura tão difícil, este tipo de notícias ganha uma importância acrescida.

 

 

 

Desce

 

Isenção ideológica

 

Nas últimas duas semanas, um pequeno grupo de pessoas próximas do presidente da Câmara de Paços de Ferreira lançou um ataque difamatório contra o VERDADEIRO OLHAR. São precisamente as mesmas pessoas que, há uns meses, sempre que publicávamos alguma notícia desfavorável ao anterior executivo municipal, compravam uns milhares de exemplares e distribuíam-nos porta a porta. Por ser um sinal tão evidente de isenção, tive dúvidas sobre se esta nota deveria estar no “Sobe”.