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Qui | 13.08.15

As chamas do lucro e Sabem fazer o quê?

fcrocha

As chamas do lucro. O país está de novo a arder mas, apesar das condições climatéricas e o desordenamento florestal serem propícios aos incêndios, sabemos que por trás da maioria dos fogos está uma mão criminosa. O que a move? Será que a motivação de tanta destruição é o lucro? Será que vamos ter, em breve, Portugal de novo em cinzas apenas devido à eterna ganância gerada pelo vil metal?

 Há uns tempos o jornalista José Gomes Ferreira escreveu um artigo intitulado “A indústria dos incêndios” onde garante que “há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada”. Um artigo corajoso, que põe o dedo numa ferida sobre a qual poucos querem falar, onde são apresentadas várias questões incómodas sobre a realidade dos incêndios, ao que se segue uma série de propostas do que o Estado podia – e devia – fazer.

Há várias questões sem resposta, uma delas é Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é totalmente concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países da orla mediterrânica? Porque é que os testemunhos populares sobre o inicio de incêndios em várias frentes após uma passagem de aeronaves continuam sem investigação, após tantos anos de ocorrências? Outro dos dados conhecidos esta semana é que mais de 80 por cento dos fogos florestais começaram de noite. Ou há alguém a pegar fogo à mata ou o luar de Agosto está tórrido.


Sabem fazer o quê? “Se um partido não sabe fazer cartazes, sabe fazer o quê?”, perguntava-me um dia destes um amigo. Os cartazes podem não ter assim muita importância, mas é importante que um partido a sério, que quer ser poder, saiba fazer cartazes e, acima de tudo, que não se baralhe todo na forma de comunicar.

O PS tem sido uma desgraça completa no que toca a cartazes. Já não vou falar naquele cartaz que parece tirado de um anúncio do “Reino de Deus”. Colocar um cartaz com uma senhora desempregada há cinco anos, precisamente quando o mesmo PS era Governo, é muito mau. Que a senhora da foto não tenha dado autorização para que usassem a sua imagem é péssimo. Que a senhora que aparece como desempregada na verdade seja funcionária de uma junta de Lisboa liderada pelo PS é pouco sério.

A culpa não é do publicitário brasileiro que faz campanhas para o PS desde o tempo de António Guterres. A culpa é de quem lidera o PS. Para fazer cartazes é preciso ter ideias para o país. Compreendo que numa altura em que as exportações aumentam, o desemprego baixa e o país já não está na bancarrota, seja difícil ter ideias melhores.

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