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Qui | 16.04.15

A religião como delito

fcrocha

 

 

Não raras vezes, temos assistido a vagas de indignação mundial, algumas das quais sobre assuntos de discutível importância. A maioria das vezes, essas vagas são impulsionadas pela comunicação social, que tem a capacidade de criar uma agenda mediática e dar visibilidade a alguns assuntos que, de outra forma, passariam despercebidos à maioria das pessoas. No entanto, alguns assuntos de gravidade extrema merecem, da parte da mesma comunicação social nacional e internacional, pouco mais do que umas notas de rodapé, uma insignificância, à primeira vista, incompreensível.

 

Um relatório recente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre trata de um destes casos, ao revelar que, dois mil anos depois da morte de Jesus Cristo, há milhares de pessoas a morrer em vários países, simplesmente porque cometeram o crime de seguirem o Seu exemplo e praticarem a sua Fé. Por essa razão apenas, há pessoas que estão a ser perseguidas, torturadas e executadas no Afeganistão, República Centro-Africana, Egipto, Irão, Iraque, Líbia, Maldivas, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria, Iémen, Mianmar (a antiga Birmânia), China, Eritreia, Coreia do Norte, Azerbaijão e o Usbequistão.

 

O último desses ataques foi feito a uma universidade, no Quénia, onde um grupo radical islâmico executou 150 estudantes católicos. Para perceberem a gravidade da perseguição religiosa, é importante que se saiba que os testemunhos dos sobreviventes relatam que os assassinos iam de divisão em divisão e perguntavam quem era muçulmano e cristão, executando de imediato os cristãos.

 

Ora, se a comunicação nacional e internacional tem força suficiente para dar visibilidade ao que selecciona, criando até ondas de indignação, este é um assunto que merece ser colocado na agenda mediática, uma vez que é muitas vezes dessa visibilidade que depende uma actuação efectiva dos políticos dos países ditos civilizados. E essa actuação é urgente.

 

 

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