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alinhamentos

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Sex | 12.10.12

Ser sério não chega

fcrocha

Ser sério não chega I. Na semana passada, fui assistir a uma sessão da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira. Pela terceira vez, ouvi o presidente daquela Câmara a justificar a dívida do município dizendo que o dinheiro não está no bolso dele. Para além disso, Pedro Pinto insistiu novamente no argumento de que a sua Câmara recebe menos dinheiro do Estado do que outras autarquias com o mesmo número de habitantes. Por isso, disse, não pode privar os seus cidadãos de ter os mesmos equipamentos que as populações de outros municípios.

 

Ser sério não chega II. Não acredito que Pedro Pinto não seja sério, da mesma forma que a oposição também acredita que ele é um homem honesto. Por isso não me parece que haja necessidade de, frequentemente, reafirmar que o dinheiro não foi parar aos seus bolsos. Mas, ao afirmar que recebe menos do que outros municípios e que contrai dívida para dar à população as mesmas oportunidades que as populações vizinhas, Pedro Pinto está a revelar uma de duas coisas: incompetência ou populismo.

 

Ser sério não chega III. Se eu tiver um vencimento de mil euros por mês e o meu vizinho da frente ganhar 10 mil, eu posso ter o mesmo nível de vida que ele? Como o vizinho que ganha dez vezes mais do que eu leva os seus filhos mensalmente à Disneyland, será prudente endividar-me para fazer o mesmo? Fazer despesa, sabendo que não tem receitas para fazer face às dívidas que está a gerar, é falta de cuidado; usar o mesmo argumento que usa Alberto João Jardim na Madeira é incompetência ou populismo.

 

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