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alinhamentos

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Qua | 04.01.12

Descer à terra

fcrocha

Na última semana do ano, o país acompanhou, a par e passo, o assim chamado “drama” de uma família açoriana, que, depois de dez anos em situação clandestina no Canadá - e depois de muitos avisos para regularizar a situação -, acabou por ser repatriada para Portugal.
 
É uma história como tantas outras, que, no Canadá como em Portugal, acaba como tem que acabar, cumprindo-se a lei.
 
Os portugueses emigrados no Canadá tiveram dez anos para regularizar a sua situação. Nunca o fizeram, tentando subterfúgios como o do pedido de asilo, para o qual, obviamente, não há razões.
 
Na hora da expulsão, a comunicação social fez deste caso uma história de perseguição aos emigrantes portugueses. Só que, como, infelizmente, muitas vezes acontece, se esqueceu de olhar para as circunstâncias objectivas, como mandam as regras do jornalismo, e se preferiu seguir o caminho da emoção sem razão, que é mais fácil e até dá mais audiências.
 
O mais grave é que nesta história embarcou até o próprio Governo, que deve agir com mais prudência e responsabilidade para não sujeitar o país a vergonhas escusadas, como a de ser ignorado com um “mais tarde respondemos” às cartas do Ministério dos Negócios Estrangeiros a pedir clemência.
 
A cereja em cima do bolo é que o ministro que pede o impossível ao governo canadiano é o mesmo que anda há anos a pedir regras claras na política de imigração.
 
Espera-se que neste ano de 2012 Paulo Portas perca um pouco o deslumbramento com as funções governativas que ocupa e não se esqueça das políticas que defende.
 
Já agora, os portugueses agradeciam que o Dr. Paulo Portas não se esquecesse também que, neste Governo, é também parceiro de coligação e ministro de Estado. O seu contributo por estas bandas tem feito falta ao país.
 
Raquel Abecasis

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