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alinhamentos

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Seg | 26.12.11

Hipocondríacos

fcrocha

Chegamos ao final deste ano em estado de alarme geral. Os noticiários televisivos, que cada vez duram mais tempo, são dedicados na sua quase totalidade a notícias catastróficas. De repente, parece que o nosso país está em estado de sítio e não há nada de bom que nos possa acontecer. Vivemos na cultura do medo, que nos desassossega por tudo e por nada. Por exemplo, agora mesmo enquanto escrevo este texto, está a ser anunciado que estão dois distritos em alerta amarelo, por causa do frio. No fim do mês de Dezembro as televisões gastam tempo a alertar-nos para o frio? Mas não estamos a meio do Inverno? No Inverno não faz frio? Estranho era se tivéssemos uma vaga de calor. Bem, mas se não é o frio é uma peste qualquer num animal de consumo doméstico. Já tivemos todo o tipo de epidemias, desde as vacas que eram loucas, passando pelos suínos até às aves que apanharam um resfriado. Bem, se a dos porcos ia matar quase toda a gente, a gripe das aves ia exterminar tudo que era humano à face da Terra. Digo-vos uma coisa, chegar à véspera de Natal e não terem inventado uma doença para o bacalhau é muita sorte!

Vem tudo isto a propósito do Natal. Há uns anos, ouvia-se com frequência a expressão “estamos nas mãos de Deus”, uma expressão antiga e piedosa que vale a pena voltar a usar na linguagem corrente e que nos dá um toque de esperança e optimismo. É verdade que a cultura envolvente esquece ou esconde a presença de Deus, mas pormo-nos nas mãos de Deus é o melhor que nos pode acontecer nestes dias difíceis, mas não impossíveis de ultrapassar. De facto, sem Deus este país é mesmo perigoso.

Oxalá que o Menino-Deus que vai nascer no Domingo nos faça ignorar este estado permanente de alarmismo e nos dê ânimo para fazermos uma vida diferente, uma vida de esperança. Desejo-lhe um Santo Natal!

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