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alinhamentos

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Ter | 20.12.11

Educação

fcrocha

Embora não tenha muita idade, lembro-me que quando estudava na escola primária, as professoras da minha escola eram personalidades locais e que, a par do padre, eram os únicos com formação superior. Por conseguinte, as professoras eram influentes e veneradas, ouvidas muito para além do âmbito estrito da respectiva esfera.

Lembro-me que quando a minha mãe ia falar com a professora fazia-o respeitosamente, com a reverência devida a quem tinha a missão de dar ao filho o que não podia dar-me e que sabia que era importante – a formação escolar.

Hoje os professores são, em muitos casos, conhecidos como uns rapazes e raparigas que vivem nuns quartos alugados ao mês, que são de muito longe e só lá vão estar até conseguirem colocação numa escola mais a seu jeito.
 
Mas este aspecto exterior deteriorado é apenas uma das mudanças dos tempos, a pior é quando os encarregados de educação vão falar com os senhores professores, falam-lhes de alto, quando não com agressividade e arrogância.

Vem isto a propósito de quê?

Esta semana, estive à conversa sobre educação com dois amigos. Um contou-me que a mãe, que é professora há 30 anos, foi ameaçada por um aluno do 6º ano com uma faca. O outro, um jovem professor, contou-me que tem alunos com comportamentos pouco recomendáveis. Dizia-me ele que para os pais o professor era responsável por quase tudo o que acontecia à cria do progenitor: tem que o instruir devidamente, sem o traumatizar com contrariedades ou esforços e ainda ministrar-lhe a educação que em casa não se pode, porque nunca há tempo e aliás, mesmo que houvesse, é da responsabilidade do professor.

Se os pais já não têm respeito por quem educa os seus filhos, que educação vão ter os homens do futuro?

 


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