Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

alinhamentos

alinhamentos

Seg | 26.09.11

Esclarecimento do Opus Dei relativo a algumas notícias sobre um processo laboral em França

fcrocha

"O Opus Dei não foi citado para comparecer em tribunal", esclareceu Béatrice de La Coste, do gabinete de imprensa da Prelatura em França, a propósito de informações confusas sobre um processo judicial envolvendo dirigentes da Escola Hoteleira Dosnon.


19 de setembro de 2011
Béatrice de La Coste
Service d'information et communication de l'Opus Dei en France
Contact presse  Isabelle Muller 06 73 79 49 34

 

Trata-se de um processo judicial por questões relativas ao direito do trabalho. As partes no processo são CatherineTissier e duas responsáveis da "Ecole Hôtelière Dosnon (www.ecole-dosnon.com).

 


Dosnon é uma instituição privada com contrato de associação, dependente da Académie d’Amiens. A escola foi criada e é gerida pela “Association de Culture Universitaire et Technique” (ACUT) e confere diplomas reconhecidos pelo Estado.


A Escola hoteleira foi acusada por C. Tissier de encobrir sob a forma de "estágios profissionais" aquilo que considera ser um trabalho que deveria ser remunerado. A Escola opôs-se a esta versão dos factos e forneceu aos tribunais toda a documentação relativa ao caso.


No contexto da história de pessoal de C. Tissier, que na altura dos factos trabalhava em Dosnon e pertencia ao Opus Dei (até 2001), o seu advogado procurou envolver no processo, por todos os meios, a Prelatura do Opus Dei.


Concluídas as diligência exigidas, a Justiça francesa considerou não haver fundamento e, de facto, o Opus Dei não foi citado para comparecer perante os tribunais em nenhum momento, contrariamente ao que se difundiu nalguns meios. Ao longo deste tempo, a Prelatura colaborou com a justiça para responder a cada uma das suas perguntas e solicitações, em tudo quanto lhe dizia respeito.


Tendo em conta o eco que tiveram algumas alegações falsas e alheias ao processo, verbalizadas pelo advogado de acusação, desejo fazer alguns esclarecimentos.


Embora não partilhe a versão de C. Tissier quanto aos factos e à sua interpretação, antes de mais quero manifestar respeito pela sua pessoa e pelo sofrimento que manifesta nas suas intervenções públicas. Perante a dor de uma pessoa, não há lugar a outro sentimento que não seja de respeito e de desejo de ajudar.
Ao lado disto, simultaneamente, importa compreender que as acusações que referi, alheias ao caso judicial, geraram um evidente sofrimento em professoras e alunas da escola, porque difundiram falsidades que ferem numerosas pessoas concretas e também a reputação de um centro educativo.


Faço, em especial, um apelo ao advogado da queixosa para que, de futuro, deixe de agredir e de usar a dor de umas pessoas para gerar dor noutras. Neste sentido, expresso a minha proximidade e solidariedade às duas directoras da Escola que, desde 2002 até hoje, tiveram de suportar uma longa sucessão de acusações falsas já rejeitadas pela Justiça.

 


Na sua missão de evangelização, a Prelatura do Opus Dei presta assistência pastoral a centenas de milhares de pessoas e orientação cristã a numerosas instituições sociais e educativas em todo o mundo: escolas e institutos de capacitação profissional, hospitais, casas para a realização de retiros espirituais, universidades e outras instituições educativas como em França, desde 1970 à “Ecole Hôtelière Dosnon”.


Dosnon e a sua direcção, que depende da Associação ACUT, assumiram repetidamente a sua responsabilidade em todos os aspectos educativos, de gestão pessoal e de direcção da instituição.

 

As pessoas do Opus Dei que aí trabalham assumem também a sua responsabilidade pessoal, tal como o resto dos trabalhadores que não pertencem a esta instituição; tanto uns como outros procuram realizar do melhor modo possível a tarefa nem sempre fácil de ensinar, sensibilizando para o trabalho de cuidados à pessoa acrescido da dimensão técnica.


Ao informar sobre o caso, é preciso distinguir os factos que são objecto do processo judicial – uma questão, como já dissemos, relacionada com o direito do trabalho, e que é de interesse de todos que se resolva do melhor modo possível, para bem dos estudantes e dos trabalhadores – das outras questões.

 

Em concreto, o advogado da queixosa está a servir-se deste processo judicial para lançar acusações gratuitas sobre uma instituição católica, usando elementos repetidamente rejeitados pela Justiça.


É sabido, por exemplo, que convidou para as audiências públicas dos dias 22 e 23 os autores dos livros contra o Opus Dei para atrair os meios de comunicação para questões extra-judiciais: sobretudo, para os temas relacionados com o compromisso religioso anteriormente vivido por C. Tissier, dos quais faz agora uma leitura distorcida.


A insistência da acusação em equiparar uma instituição da Igreja católica com grupos sectários é dificilmente compreensível. No entanto, infelizmente, este expediente dá grande visibilidade à sua actuação, em detrimento do bom nome de muitas pessoas, e também do seu próprio nome ao usar estes meios equivocados.


Estou à disposição dos meios de comunicação que o desejarem para dar informações sobre o Opus Dei. As questões relativas ao processo judicial devem ser esclarecidas junto dos responsáveis da escola. Numa atitude de transparência informativa, seria muito grato apresentar – com a colaboração de todos – um quadro da situação o mais próximo possível da realidade.


Béatrice de La Coste