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alinhamentos

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Dom | 25.09.11

País de acomodados.

fcrocha

Fala-se muito de crise, de desemprego e de precariedade, mas a verdade é que também há quem precise de pessoas para trabalhar e não as encontre. Há uns dias, um concurso para 12 vagas de emprego na Câmara Municipal do Entroncamento, para trabalhar na área da limpeza, ficou deserto porque ninguém concorreu. O presidente da câmara recorreu ao Centro de Emprego local e os desempregados que apareceram não quiseram o emprego. Também há pouco tempo, uma fábrica de confecções de Paços de Ferreira, devido ao aumento das encomendas, teve necessidade de contratar 50 costureiras. Colocou um anúncio, recorreu ao Centro de Emprego, fez mais de 300 entrevistas e conseguiu admitir apenas dez funcionárias. Aqui no Jornal, há duas semanas que tentamos contratar uma pessoa para trabalhar na área do secretariado. Recebemos centenas de currículos, fizemos dezenas de entrevistas, tivemos outras tantas que não apareceram, nem deram qualquer explicação, e não conseguimos contratar ninguém. Resultado: acabamos por entregar esse trabalho a uma empresa de outsourcing.

 

O que tinham estes três exemplos em comum? O facto de o vencimento ser pouco mais que o salário mínimo nacional. Ou seja, o país vive na ilusão que todos terão acesso a um emprego prestigiado e bem pago. Este é o fruto de anos e anos em que se vendeu a ideia de que o Estado cuida de tudo e de todos, sem nos estimular à responsabilidade individual.

 

A verdade é que em Portugal há milhares de ofertas de emprego espalhadas por todo o país. A questão é que não há quem queira trabalhar. Ainda há muitas pessoas agarradas à crença de que algo lhes vai “cair de cima” de um momento para outro. E este “cair de cima” é um emprego junto à porta, a ganhar muito e a trabalhar pouco. Como diz o povo: Fia-te na Virgem e não corras!

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