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alinhamentos

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Qui | 01.09.11

Oportunismo

fcrocha

Daqui a três semanas começará no Tribunal de Paredes um julgamento inédito. Os herdeiros da senhora que doou o terreno do antigo Estádio das Laranjeiras exigem a devolução do mesmo. Porque é que isto parece insólito? Porque o terreno não foi doado há uns dias, foi oferecido em 1926, há 85 anos.


Os herdeiros defendem que o contrato de doação prevê a reversão do terreno caso este deixe de servir os fins desportivos do União de Paredes. Só que o terreno já não é deste clube há mais de 13 anos, altura em que foi penhorado e vendido em hasta pública por causa das dívidas contraídas pelo União de Paredes. Nesse momento, em 1998, o terreno foi comprado pela Nortecoope, por 75 mil euros. Para evitar que o clube da cidade de Paredes ficasse sem instalações desportivas, a Câmara de Paredes comprou o terreno à Nortecoope e desde aí – já lá vão 13 anos – o União de Paredes usou “à borla”instalações que não são suas.


Em 2008, a Câmara vendeu o terreno por mais de oito milhões de euros e aplicou o dinheiro na construção da Cidade Desportiva, a mesma que é usada pelo União de Paredes. Ou seja, o terreno esteve penhorado, foi vendido três vezes e agora é que os herdeiros se lembraram de pedir a devolução do mesmo! Alguém devia explicar aos herdeiros da senhora que se a Câmara Municipal não tivesse tido um comportamento que beneficiou o União de Paredes (o que nunca aconteceu com os outros clubes do concelho) já há 13 anos que o União não tinha onde treinar e jogar e, provavelmente, o clube já teria desaparecido.

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