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Ter | 05.04.11

Dieta estival

fcrocha

Ontem, em entrevista à RTP, o José Sócrates voltou a insistir que não pedirá ajuda financeira internacional. Mas se Portugal não consegue pagar a quem deve e não produz sequer o suficiente para o seu próprio sustento, o que fazer?

 

Para agravar a situação, também ontem, os juros da divida pública ultrapassaram os nove por cento. Para quem não compreende muito bem qual a diferença entre esta taxa e os sete por cento admitidos por Teixeira dos Santos, é qualquer coisa como três milhões de euros nos próximos cinco anos.

 

A quando da demissão do Governo o Wall Street Journal escrevia que Portugal “necessita de reformas, não de austeridade”. De facto, sem reformas, sem mudanças nos hábitos consumistas do Estados, não há plano de austeridade que funcione. Antes de pôr o país a pão e água é necessário tratar de encontrar políticas que promovam a produção nacional.

 

Insistir em planos de austeridade assentes em cortes e mais impostos que apenas atingem os contribuintes, não mudando os hábitos consumistas do Estado, é o mesmo que fazer curas de emagrecimento de verão. Tomam-se uns comprimidos que não deixam o corpo absorver a gordura e, no dia em que pararmos de tomar os comprimidos, vamos voltar a engordar como vacas holandesas.

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