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alinhamentos

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Sab | 02.04.11

Editorial de 01 de Abril de 2011.

fcrocha

Propaganda. Gosto muito de ler o que os líderes dos dois maiores partidos vão dizendo por estes dias. Todavia, sobre soluções concretas para o país dizem pouco ou quase nada. Sobre medidas concretas, sobre um programa de governação, verdadeiramente, entendido com objectivos definidos e medidas propostas para os alcançar, aí, os dois maiores partidos nada ou quase nada adiantam. O PS preocupa-se em afirmar que foi o PSD que provocou a crise política. O PSD está interessado em nos dizer que vão ser necessários mais sacrifícios.

 

Mas eu compreendo esta atitude, se compreendo… enquanto tentam distrair os portugueses, não têm que explicar como vão governar caso vençam as eleições. Um não tem que explicar o que vai fazer de diferente do que fez durante seis anos, o outro não tem que explicar como é que vai conseguir governar diferente do partido do governo. Já chega de falar do acessório quando o fundamental fica por dizer.

 

Olhar para cima. Partilho consigo um pequeno texto da jornalista Aura Miguel sobre a situação do país. Subscrevo-o na totalidade. “A situação de Portugal é grave. Já o era há muito tempo, só que agora já não dá para fazer de conta. Resultado: se a tendência dos portugueses sempre foi carpir lamentações, imagine-se agora, com tantos motivos para pessimismo e desilusão!

 

Mas será que somos apenas o que estamos a viver agora ou nos definimos pelo estado de ânimo que nos domina?... É evidente que não, porque a nossa História tem mais de 800 anos, somos herdeiros de uma Nação com muita gente notável, com governantes de nobre carácter, que amaram Cristo e o seu povo e ainda hoje são elogiados pela humanidade com que regeram o destino dos portugueses.

 

Por isso, proponho-vos levantar o olhar, não para nos iludirmos, mas para ver coisas que o estado de ânimo ofusca, para viver com o realismo corajoso que o cristianismo nos propõe, com a comoção pelo destino de cada homem e mulher que é próprio da fé. Porque, afinal, se a fé não despertar a nossa razão, liberdade, afeição e todo o nosso eu – sobretudo, nas circunstâncias concretas em que nos encontramos – para que é que serve?”

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