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alinhamentos

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Sex | 25.03.11

Editorial de 25 de Março de 2011.

fcrocha

Já começou a chover. Não quero, de modo nenhum, estragar a festa aos social-democratas, agora que se prepara a campanha para eleger o novo salvador da pátria, Passos Coelho de seu nome. Mas não posso deixar de mencionar factos que, não tendo a mínima importância, teimam em pairar estupidamente sobre os meus pensamentos e que acho que o tal Passos Coelho deve pensar neles nos intervalos das suas muitas aparições da praxe:

Reforma da Segurança Social e revisão da idade da reforma – Será que o vai ter coragem para revelar aos portugueses a falência do actual sistema? Real dimensão do défice público – Ironia das ironias, quem disse que não eram necessárias as medidas de mais um PEC vai ter que as tomar.

Combate ao desemprego – Também vai crias 150 mil empregos? E os meninos da tal geração à rasca vão deixar de ser precários? Regionalização – Sim ou não? A primeira grande medida já conhecida, caso seja eleito, é a do aumento do IVA. Ora, se governar é cortar na despesa e aumentar os impostos, não precisamos de governo. O que eu gostava mesmo de saber é como é que se cria riqueza para pagar o que o país deve? Com a queda do Governo já se nota que alguma coisa vai mudar, pelo menos, depois destes dias de Primavera, já chove!

 

Pelo menos é mestre. Na campanha última campanha eleitoral para as eleições legislativas os socialistas prometeram muito aos portugueses. Os socialistas prometeram mais emprego, prometeram crescimento económico, capaz de aproximar Portugal da média europeia, prometeram não aumentar os impostos, prometeram mais educação, mais saúde, mais ambiente e mais cultura. Prometeram muito, prometeram quase tudo. Já nem me quero lembrar dos 300 mil idosos que iam sair da pobreza ou dos 150 mil jovens que iam ter um emprego. O PS fez das promessas a bandeira eleitoral. Agora que o Governo caiu, sobram muitas promessas por cumprir. O país está pior. Temos um país com mais impostos, mais desemprego, menos saúde, menos investimento e menos poder de compra. O homem pode não ser engenheiro, mas é um mestre.