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alinhamentos

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Sex | 18.02.11

Sem rumo

fcrocha

Esta semana, alguém com gosto para a provocação e para a sátira, colocou no gradeamento da antiga – ou futura – biblioteca municipal de Paredes um cartaz onde se lia: “Inauguração da Biblioteca Municipal dia - 30 de Fevereiro”. Se é certo que o cartaz não passou de uma brincadeira, o facto de a biblioteca estar fechada há vários anos é um assunto sério. Não se compreende como é que um município jovem, como o é Paredes, seja o único na região que não tem uma biblioteca pública. Se tivermos em conta que a Câmara Municipal fez obras de ampliação e modernização, obras essas que custaram muitos milhares de euros e que estão concluídas há vários anos, compreende-se ainda menos que a mesma esteja fechada. Não conheço nenhum dos factores de impasse à reabertura da biblioteca, da mesma forma que também não conheço em que condições se encontra, e onde está, o espólio da antiga biblioteca, mas não duvido que todos esses factores são imputáveis a uma política cultural desnorteada e totalmente desorientada. Uma estratégia cultural falhada – ou a falta dela – é responsável por esta lacuna.

 

A biblioteca é uma das muitas formas de acesso à cultura por parte do pequeno consumidor, por parte do comum dos cidadãos e dos jovens em particular. A cultura, tal como qualquer outra actividade, deve ser praticada, exercida e vivida por todos. Garantir o acesso a uma biblioteca é dar meios de crescimento, de formação e de pleno desenvolvimento do indivíduo.

 

Se em muitos concelhos de Portugal a carência de espaços e de material dificultam a instalação de uma biblioteca, não se compreende como é possível que em Paredes, onde há instalações e legado, a biblioteca continue fechada ao público sem previsão de abertura. A Câmara Municipal tem a responsabilidade pública de dar uma explicação para esta lamentável situação e, entretanto, solucioná-la.