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alinhamentos

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Qua | 31.10.18

É proibido resmungar!

fcrocha

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Este monge, que fotografei enquanto caminhava pelo jardim do convento, faz parte da Ordem Beneditina, a mais antiga ordem religiosa de clausura monástica. Entre as regras de São Bento há a Regra 34 que devia ser aplicada por todos nós e que diz: “É proibido resmungar!” Não é proibido discutir ou discordar. É proibido resmungar! Só resmunga quem não quer encontrar soluções.

Ter | 30.10.18

Mãos essenciais

fcrocha

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Assim como os olhos, as mãos podem ser expressivas. Estas mãos que fotografei são acolhedoras, são solidárias, são bondosas, são contemplativas e são essenciais para fazerem um produto extraordinário. Amanhã mostro-vos o que fazem estas mãos.

Seg | 29.10.18

Época pré-ebook

fcrocha

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Talvez por ter nascido na época pré-ebook, gosto muito do livro-objecto. Os livros têm um cheiro característico e a magia de se tornarem em âncoras da memória. Quantas vezes pego num livro que já li e recordo-me do momento em que o comprei ou do local onde o li. Os livros, para além de conterem histórias no seu interior, também são parte da história enquanto objecto. Quantas dezenas de milhar de histórias haverá nesta cave?

Qua | 17.10.18

Um ano de política autárquica: as oposições

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Já passou um ano desde as últimas eleições autárquicas. Por esta altura, poder e oposição costumam fazer balanços. No entanto, à excepção de um ou outro executivo, não houve avaliações tornadas públicas sobre o trabalho de um ano dos partidos no poder ou na oposição. Por isso, justificava-se plenamente que fornecêssemos aos nossos leitores elementos de análise sobre este último ano autárquico. Esta semana, ocupamo-nos das oposições.

Lousada é, provavelmente, o concelho onde a oposição está mais bem organizada e com um objectivo muito bem definido. A chegada de Simão Ribeiro à liderança do PSD local deixa antever que estará a preparar o seu caminho rumo às próximas eleições. O PSD tem a maioria das juntas de freguesia e percebeu que, embora o PS tenha vencido as eleições, conseguiu-o com um resultado um pouco magro para conquistar um segundo mandato. A boa articulação entre Leonel Vieira, os restantes vereadores e Simão Ribeiro poderão obrigar o PS a mexer-se.

Paços de Ferreira tem aquela que deve ser a oposição mais encrespada da região. O PSD mantém na vereação um registo bastante agressivo, perdendo-se muitas vezes com o acessório em vez do essencial. No entanto, é, na região, a única que vai fazendo algumas propostas. Se na vereação o PSD se mantém bem vivo, o mesmo não parece acontecer fora da Câmara Municipal. O PSD de Paços de Ferreira teve o pior resultado eleitoral regional. Embora tenha trocado de líder, a verdade é que na prática não se renovou, pois o presidente do partido é o mesmo candidato que saiu derrotado. Nestes próximos três anos, Joaquim Pinto, caso queira recandidatar-se, terá que se esforçar muito mesmo para convencer a população a votar nele.

Em Paredes, o PSD parece uma espécie de doente bipolar: vota de uma forma na Câmara Municipal e de forma oposta na Assembleia Municipal. Na Câmara, os vereadores do PSD fazem oposição defendendo o legado de 24 anos em que o partido esteve no poder. Na Comissão Política, o PSD faz oposição tentando descolar do passado, numa espécie de “não foi nada connosco”. O exemplo mais flagrante foi a última conferência de imprensa do actual presidente, em que acusou o anterior executivo de irregularidades, supostamente graves, e o PSD não reagiu. Fez de conta que não viu, não ouviu, nem leu. Ou o partido tem um candidato muito forte para as próximas eleições, ou, a Alexandre Almeida, para vencer, bastar-lhe-á anunciar que será candidato.

Desaire idêntico ao de Paredes é o que acontece em Valongo. Durante um ano, o partido quase não fez oposição, com intervenções nas reuniões de Câmara que deixaram muito a desejar. O PSD de Valongo, para além de ter a difícil tarefa de fazer oposição a um PS com maioria absoluta, tem ainda a árdua empreitada de passar a falar a uma só voz e acabar com as facções interessadas na sua promoção pessoal. Só depois disso tratado é que poderá pensar em fazer oposição ao PS.

Penafiel é o único concelho onde os socialistas são oposição e, provavelmente, são os que mais trabalho dão a quem está no poder. Têm conseguido capitalizar mediaticamente alguns assuntos menos abonatórios para o concelho, apesar de terem pela frente o executivo mais atento e que melhor responde aos ataques da oposição. O maior problema do PS de Penafiel é a sua dupla liderança. Na Câmara Municipal, é liderado por André Ferreira, um socialista mais moderado e perto do centro, e na comissão concelhia do partido, por Nuno Araújo, um socialista mais próximo da ala esquerda do PS. É por de mais evidente que os dois ambicionam chegar à presidência da Câmara Municipal, embora com estratégias diferentes.

Ter | 02.10.18

A santificação diária pelo trabalho

fcrocha

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Faz hoje 90 anos que S. Josemaria Escrivá fundou o Opus Dei. No próximo sábado, dia 6 de Outubro, faz 16 anos que fui a Roma assistir à canonização de S. Josemaria. Na altura, o Papa S. João Paulo II referiu-se a ele como sendo “o santo do quotidiano”, na seguinte consideração: “S. Josemaria foi escolhido pelo Senhor para anunciar a chamada universal à santidade e para indicar que as actividades comuns que fazem parte da vida de todos os dias são caminho de santificação. Poder-se-ia dizer que foi o santo do quotidiano”.

Por vezes, os meus amigos, que sabem que sou da Obra, questionam-me sobre o que é o Opus Dei. Resumidamente, digo-lhes que o Opus Dei me ajuda a encontrar Cristo no trabalho, santificando-o. Mas também me ajuda a encontrar Deus nas minhas actividades do dia-a-dia, seja na família, seja nas conversas com amigos.

Em regra, surge sempre uma segunda pergunta: o que é santificar o trabalho? Aos meus amigos, dou-lhes exemplos concretos, mas a si, caro leitor, deixo-lhe a resposta que, certa vez, o Beato Álvaro del Portillo, primeiro sucessor de S. Josemaria, deu a esta questão:

“A primeira condição para santificar e para se santificar no trabalho é realizá-lo bem, com perfeição humana (…). Apresenta-se a ocasião de nos examinarmos a fundo e com valentia: realizo o meu trabalho com consciência, espremendo as horas para que rendam mais, sem nada conceder à preguiça? Tenho desejo de melhorar todos os dias a minha preparação profissional? Cuido dos detalhes para terminar bem as minhas tarefas diárias? Abraço a Cruz com amor — as contrariedades, as dificuldades, o cansaço do trabalho — com que tropeço nas minhas ocupações quotidianas? Se te comportas assim, meu filho, asseguro-te que já começaste a santificar o trabalho e a santificar-te por meio do trabalho.”

Ou seja, para santificar o meu trabalho não faço nada de extraordinário. Apenas me esforço por fazê-lo bem feito e ofereço isso a Deus. Ser do Opus Dei é continuar a fazer o que fazia antes, mas consciente da presença de Deus.

Por isso, este 90.º aniversário da fundação do Opus Dei é, para mim, um dia de alegria. Ontem, o Prelado recordava-nos que, embora 90 anos possa ser uma idade um pouco avançada para uma pessoa, para uma instituição da Igreja Católica é apenas um início.