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alinhamentos

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Seg | 06.01.14

As declarações de Mário Soares: a culpa é da família

fcrocha

Ontem, a propósito da morte de Eusébio, alguns jornalistas voltaram a ouvir a opinião de Mário Soares. Desta vez, entre outras coisas, o ex-Presidente da Republica disse (podem ouvir aqui) que sabia que Eusébio bebia muito whisky e que era um homem de pouca cultura.

 

Confesso que desta vez não tenho coragem para criticar o ex-Presidente da Republica, porque a culpa é da família.

 

Mário Soares devia ser poupado a entrevistas e intervenções públicas para as quais carece da lucidez que já não tem. Nem todos conseguem chegar aquela no seu perfeito juízo. Por isso, é uma obrigação da família tratar dos mais velhos. O filho João Soares, que pela sua experiência política sabe como funcionam alguns jornalistas, tinha a obrigação de preservar o pai deste tipo declarações infelizes.

Sex | 03.01.14

Como é que os intolerantes podem exigir tolerância?

fcrocha

 

O Parlamento Europeu discute por estes dias o relatório Lunacek, um instrumento do lobby gay que inclui um conjunto de teorias sobre uma política de tolerância com os chamados crimes de ódio, onde estão na primeira linha o que eles chamam de ataques homofóbicos.

 

No entanto, enquanto o Parlamento Europeu se entretém com estas teorias, nos últimos dias, aconteceram em várias cidades europeias episódios reais sobre o discurso do ódio e da intolerância. Os agressores foram aqueles que o relatório Lunacek diz serem as vítimas dos tais homofóbicos. Querem exemplos?

 

Enquanto se celebrava a missa de Natal na catedral de Colónia, na Alemanha, uma mulher foi nua até ao altar para interromper a celebração. No mesmo dia, 50 pessoas foram à meia-noite à paróquia de Sabadell interromper a Missa do Galo, gritando insultos contra as pessoas que assistiam à missa. A tudo isto podemos juntar o grupo de activistas “anti-homofóbicos” da associação Act Up Paris que atacou a sede da Fundação Jérôme Lejeune pela sua oposição ao casamento gay.

 

Afinal, quem são os intolerantes?

Qua | 01.01.14

Foi o ano do ódio

fcrocha

Dei comigo a pensar no que teria sido o pior que aconteceu no ano que terminou. Muitos poderão pensar que foi o desemprego, as falências, a estagnação do investimento público, a pobreza, a recessão económica ou os cortes nas pensões. No entanto, estou em crer que o pior de 2013 foi o rancor. Só o rancor pode explicar que, perante as dificuldades de muitos, alguns tentem proteger as suas benesses. Provavelmente, só por rancor um ex-Presidente da República poderia ter incitado publicamente à violência. Talvez tenha sido por rancor que alguns órgãos de comunicação social tenham passado um ano centrados nos factos negativos, até com um certo exagero, esquecendo-se dos positivos que também foram acontecendo. Pode estar no rancor a explicação para manifestações violentas provocadas por quem tem mais privilégios do que a maioria dos portugueses.

 

É certo que a situação em que vivemos justifica muitas vezes a repulsa e o desânimo. Mas quando deixamos que o rancor seja o denominador comum do nosso dia-a-dia, estamos a perder a oportunidade de procurar respostas e construir uma solução em sociedade. Quando a crise terminar, todos vão querer um país diferente, mais justo, solidário e equilibrado. Mas isso não acontecerá nem com um Governo nem com troikas. Só acontecerá se a maioria dos portugueses de fibra, talento, bom senso e convicções fortes for muito superior aos que se deixaram dominar pelo rancor. Este é o desafio da nossa vida e daqui a uns anos os mais novos perguntar-nos-ão de que lado estivemos na altura da grande crise: do lado do rancor ou do da solução?...

 

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