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alinhamentos

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Qua | 28.11.12

Figurinha triste

fcrocha

O deputado do CDS-PP, João Almeida, disse na sua declaração de voto do Orçamento que "não é um bom Orçamento" e diz que só votou a favor "pelas implicações que teria a sua não provação". Que figurinha mais triste. Se o Orçamento não é bom, votava contra, como fez o seu colega Rui Barreto.

 

João Almeida não teve coragem para assumir as consequências internas partidárias que teria se votasse contra e por isso escudou-se nesta declaração patética. Votar a favor de uma coisa que se diz ser contra é não se dar ao respeito, é não ter espinha dorsal. Provou que é mais um no meio de tantos outros palermas.

Ter | 27.11.12

Supervisão ou protecção?

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Que a supervisão não seja capaz de perceber que quase todas as gasolineiras praticam o mesmo preço, até dou de barato. Mas que seja uma entidade privada a explicar-nos que as gasolineiras nos enganam quando vendem gasóleo aditivado que, afinal, é igual ao normal e que a única diferença está mesmo no preço, isso já não compreendo. Não era suposto que supervisão tivesse o objectivo de defender o consumidor e incentivar as boas práticas?

Seg | 26.11.12

São o meu exemplo

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Os meus pais fazem hoje quarenta anos de casados. É a eles que lhes devo a vida. Quarenta anos é uma longa vida em qualquer casamento, especialmente nos dias que correm. Tiveram três filhos (eu sou o mais velho) e quatro netos (por enquanto). Conseguiram atravessar tempos difíceis e fáceis, sem nunca quebrar. São um verdadeiro exemplo para mim e para os meus irmãos.

Dom | 25.11.12

Tontarias

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Raquel Moreira da Silva deu uma entrevista confrangedora da sua cabotina decrepitude política. A vereadora paredense quer ser líder política. Mas fica-se pelo desejo. Falta-lhe o maquiavelismo imaginoso dos que o são de verdade. Quando chegar a hora que julga pertencer-lhe, serão outras mãos mais ágeis e sabidas a segurar as rédeas do poder.

Qua | 21.11.12

E ninguém reparou nisto?

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Eu percebo que a qualidade de vida urbana seja uma preocupação dos autarcas e, talvez por isso, se tenham feito tantas obras na cidade de Paredes. Mas, se já me custou compreender a utilidade daquela ciclovia que serve para tudo, menos para circular de bicicleta, custa-me muito mais compreender que da Estação da CP até à Rotunda 25 de Abril (perto de 2km) não haja uma única passadeira para peões. Não é por nada, é por tudo! É porque a Avenida da República e a Rua 1 de Dezembro atravessam o centro da cidade. É porque, todos os dias, centenas de pessoas são obrigadas a atravessar a rua sem passeira. Se os automobilistas já com passadeira nos davam umas corridas, imagine-se sem passadeira.

Qua | 14.11.12

Não gostei!

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Provavelmente, não serei o único a pensar que o vídeo do Prof. Marcelo é um disparate de todo o tamanho. Mas eu explico os meus motivos.

 

Primeiro: o vídeo é mau. Não me venham dizer que aquilo é de amadores. Aquilo sendo feito por amadores ou profissionais está mal feito.

 

Segundo: o vídeo está cheio de asneiras. Por exemplo: a taxa de analfabetismo em 1974 era de 25% e não de 33%; É mentira que não tenhamos recebido dinheiro do plano Marshall. É certo que recebemos menos que a Alemanha, mas nós não fomos destruídos pela guerra. No entanto, eles receberam menos do que a Inglaterra e a França e estão numa situação económica muito mais favorável; Também não é verdade que tenhamos o melhor parque automóvel da Europa (o Prof. Marcelo tem que começar a ir a lugares frequentados por pessoas normais); A idade de reforma dos alemães também é de 67 anos; Dizer que em 2005 os alemães ultrapassaram o limite do défice e nós não reclamamos, é patético. Ora, desde 2001 que nós andamos a ultrapassar esse limite. Íamos reclamar de quê?

 

Terceiro: a única coisa que é verdade é que instalamos a maior rede de abastecimento de carros eléctricos da Europa, mesmo que em Portugal não existam praticamente carros eléctricos. Então, e vamos contar isso aos alemães?!

 

Não sou um defensor dos alemães, mas custa-me muito ver o meu país a passar uma imagem de coitadinho.

 

 

Sab | 10.11.12

Não esquecer

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O Facebook é tão dado a lembrar grandes factos históricos (se forem de esquerda são verdadeiros actos heróicos) e esqueceu-se de relembrar os 23 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Eu compreendo, porque o 9 de Novembro de 1989 representa o início do colapso soviético e o fim do mito da sociedade igualitária proposta pelo comunismo.  Mas caramba, pelo menos podiam ter lembrado a efeméride, nem que fosse em memória dos 50 milhões (os relatos históricos afirmam que foram mais de 100 milhões, mas eu para não levar porrada dos comunistas passei para metade) que morreram vítimas de purgas, gulags, perseguições e fome.

 

 

Sex | 09.11.12

Alimentar a memória

fcrocha

Confesso que estou chocado com ataque descabido a Isabel Jonet que se propagou nas redes sociais.

 

Tive oportunidade de ver a reportagem que gerou esta confusão (uma das vantagens da Zon Iris). No fundo, o que a senhora disse foi que os portugueses viveram (e ainda vivem) acima das possibilidades. É normal que tenhamos que fazer opções e que essas opções passem por ir ao dentista em vez de ir a um concerto rock. Isabel Jonet não ofendeu ninguém, falou apenas da realidade, chamando a atenção para a grave situação em que se encontra o país.

 

De um momento para o outro, apagou-se da memória colectiva o trabalho que Isabel Jonet desenvolveu à frente do Banco Alimentar durante 20 anos. Por certo que as mais de 300 mil pessoas que diariamente precisam do Banco Alimentar não se esquecerão.

 

 

Qua | 07.11.12

Em extinção

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A taxa de natalidade em Portugal atingiu o número mais baixo dos últimos 60 anos. Nascem quase metade das crianças necessárias para garantir a sustentabilidade do país. A este ritmo, os portugueses vão-se extinguir mais depressa do que o lince ibérico.

Ter | 06.11.12

Um olho no burro, outro no cigano

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O presidente do banco central grego, George Propovopoulos, decidiu baixar o seu vencimento em 30 por cento como sinal de solidariedade com o povo do seu país. Recorde-se que o senhor já em 2009 tinha reduzido o seu vencimento em 20 por cento, sobrando-lhe agora qualquer coisa como 7.716 euros por mês.

 

É verdade que isto não resolve os problemas financeiros da Grécia, mas é um sinal de solidariedade e ânimo para o povo grego.

 

Por cá, o actual governado do Banco de Portugal ganha 17.500 euros mensais. Para se ter uma noção da realidade, digo-vos que, por ano, são 70 mil euros a mais do que ganha o presidente da Reserva Federal Americana. Às tantas, para facilitar a compreensão destes números, é prudente lembrar que o Banco de Portugal não tem qualquer influência na política monetária nacional e que a população portuguesa é tanta como a do estado do Michigan.

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