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alinhamentos

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Sex | 16.07.10

Fim de linha

fcrocha

Não há mastro.  Na semana passada, neste mesmo espaço, sustentei a necessidade da Câmara de Paredes clarificar, de uma vez por todas, se ia ou não construir o mastro. Esta semana, a Câmara esclareceu: não vai construir o mastro. Embora o devesse ter feito mais cedo, era absolutamente fundamental tomar esta posição para que não se desviem as atenções sobre o que de real se passa no concelho. Numa altura destas, seria absolutamente irresponsável avançar com a construção deste monumento. Para além disso, o recuo na intenção de construir o mastro tira uma bandeira à oposição e obriga-a a fazer apresentar propostas concretas. O concelho sai a ganhar.

 

Crises directivas I. Os três principais clubes de Paredes estão sem direcção. Os três clubes realizam sucessivas assembleias de sócios, sem que apareça quem queira assumir os destinos dos clubes. Uns mais que outros, todos estão afogados em dívidas. De todos, o União de Paredes é o que tem a situação mais complexa e menos compreensivel. O clube recebe mais dinheiro que todos os outros, não tem despesas com as instalações desportivas, pois usa as instalações municipais, e ainda tem a regalia de ter um contentor, mascarado de bar, em pleno Parque José Guilherme, onde as receitas resultam para o clube. Não se compreende o acumular sucessivo de dívidas.

 

Crises directivas II. Para resolver o problema destes clubes é necessário, antes de mais, que quem de direito deixe de ser indulgente com quem fez uma gestão danosa. Só responsabilizando os dirigentes que amontoaram dívidas é possível garantir novos dirigentes dispostos a fazer uma boa gestão. Para além disso, está mais que reconhecido que o concelho não tem condições para ter três clubes desta dimensão, cada um com o seu campo de futebol, o seu estádio, as suas instalações. A solução pode passar por cada um vender as suas instalações e partilharem as municipais. Não vale a pena continuar a fingir que somos ricos, quando não temos sequer dinheiro para mandar cantar um cego.