Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

alinhamentos

alinhamentos

Qua | 23.06.10

Sexo seguro

fcrocha

No post “VERÃO, PAIXÃO E SEXO… MUITO SEXO!” pus em dúvida o uso do preservativo como método eficaz no combate à SIDA. Por isso, recebi vários e-mails de “protesto”. Alguns afirmaram que não me fundamento em argumentos sólidos para considerar o preservativo como um erro no uso contra a SIDA.

 

Para além de não ser verdade, pois no referido post explico o porquê da minha posição relativamente a este assunto, descrevo de seguida alguns, poucos, dos muitos motivos que me levam a ter uma posição contra o uso do preservativo.

 

Um dos e-mails que recebi dizia que “quando usado de maneira correcta e consistente, o preservativo dá uma boa protecção anti-concepcional”. De facto o preservativo é eficaz para evitar a gravidez, mas mesmo só a gravidez e mesmo essa...  Vejamos:

 

• No passado dia 23 de Junho de 2005, a ONU revelou que o esforço massivo para parar a expansão do HIV/SIDA através do uso do preservativo foi um fracasso;

 

• Em Fevereiro de 2006, a Cruz Vermelha Mexicana, através do seu presidente Dr. José Barroso Chavéz, revelou que o uso do preservativo no combate à SIDA era ineficaz e propôs a abstinência e a fidelidade como os únicos caminhos seguros para evitar o contágio, criticando a campanha do governo lançada para combater a doença a partir da distribuição de preservativos;

 

• O preservativo quando usado para evitar a gravidez, tem uma falha 15 a 25%. Se tivermos em conta que o espermatozóide humano é 450 vezes maior que o vírus HIV, a sua falha é muitíssimo maior no que se refere à prevenção da SIDA;

 

• A fissura do látex (poro), de que é feito o preservativo, é de 50 (nos de melhor qualidade) a 500 vezes (nos mais comercializados) maior que o tamanho do vírus HIV (in Organização Mundial de Saúde);

 

• A revista científica “Social Science and Medicine” publicou no final do ano passado um estudo sobre o uso do preservativo que conclui da seguinte forma: “Presta um mau serviço à população quem estimula a crença de que o preservativo evitará a transmissão sexual do HIV. O preservativo não elimina o risco de transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco.”;

 

• Em 2006, o governo Americano investiu 500 milhões de dólares numa campanha chamada “Quem ama sabe esperar”, que tem como objectivo dar a conhecer estes estudos e incentivar a abstinência sexual entre os jovens como o única forma eficaz e segura de prevenir o contágio com o HIV.

 

Embora sejam poucos os argumentos descritos, poderiam ser muitos mais, chega-se à conclusão de que é irresponsável, cientificamente, dizer que o preservativo garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao sexo livre, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar e, consequentemente, provoca o risco de contágio com o HIV.

 

É preocupante, muito preocupante que existam associações, financiadas com o dinheiro de todos nós, a promoverem de forma enganosa e irresponsável o uso do preservativo, criando em muitos jovens a ilusão do “sexo seguro”.

 

Não tenho a intenção de impedir o combate à SIDA, apenas não aceito é que se faça caridade à custa da verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade.

1 comentário

Comentar post