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Sex | 27.12.13

2013, um ano de mudanças

fcrocha

 

Mais um ano se passou. Este que agora termina foi de grandes mudanças políticas para a nossa região. Recordemos algumas que considero relevantes:

 

No princípio do ano que agora termina, o VERDADEIRO OLHAR elegeu João Paulo Baltazar como Personalidade do Ano. O ex-“número dois” de Fernando Melo tinha acabado de chegar à presidência da Câmara Municipal de Valongo, devido à renúncia do presidente eleito, e ia disposto a pôr ordem nas contas municipais. Consciente das dificuldades económicas que o município atravessava, aplicou um verdadeiro plano de austeridade, com resultados muito positivos: Valongo saiu da lista das câmaras mais endividadas, diminuiu o passivo de 25 milhões para 16 milhões de euros, fez a maior redução de funcionários municipais do país, anunciou que não ia construir o estádio que tinha sido prometido pelo seu antecessor e encerrou duas piscinas municipais por falta de verbas disponíveis para a sua manutenção – tudo isto em ano de eleições. Passados nove meses, perdeu as eleições.

 

Em Penafiel, perante a lei que limita o número de mandatos autárquicos, o PSD viveu momentos conturbados para encontrar um “sucessor” de Alberto Santos. A forte popularidade do ex-presidente do CDS-PP e “número dois” do executivo de coligação fez com que fosse o escolhido. Para se enganarem a si próprios (PSD), lá pediram a Antonino de Sousa que se desfiliasse do CDS-PP. Acabou por ser a escolha acertada, tendo sido a candidatura de direita com o melhor resultado autárquico do distrito.

 

Em Paredes, os socialistas voltaram, como é tradição, a gerar confusão na hora de escolher o candidato à Câmara. A primeira escolha foi Raquel Moreira da Silva, a ex-vereadora do PSD. Poucas semanas depois foi apresentado um outro candidato, Elias Barros, que acabou por desistir da candidatura sem explicar os motivos dessa decisão. O candidato final acabou por ser Alexandre Almeida, que ficou a umas escassas dezenas de votos de conseguir a vitória. No entanto, apesar do mérito do candidato, que o teve, parece-me que o resultado se deveu mais a demérito de Celso Ferreira, uma vez que, durante quatro anos, tanto quanto podemos perceber, os seus projectos foram mais bem divulgados a nível nacional e internacional do que local. Além disso, durante a campanha eleitoral, o PSD subestimou o candidato socialista. O resultado eleitoral deverá servir, então, de guia à acção da Câmara nos próximos tempos.

 

Em Maio, as notícias davam conta de que nem tudo ia bem no reino da Capital do Móvel. A capa da edição de 10 de Maio do VERDADEIRO OLHAR dava conta de que, no prazo médio de pagamento a fornecedores, Paços de Ferreira aparecia no fim da lista, com uma demora média de uns exagerados 1284 dias. Em Julho, o anuário financeiro das autarquias revelava que a dívida municipal deste concelho ultrapassava os mil euros por habitante. Tudo isto – a que se juntou uma campanha eleitoral cheia de promessas por parte do candidato socialista – fez cair por terra aquele que era o autarca-modelo do PSD nacional.

 

Na verdade, o único concelho onde aconteceu uma mudança dentro da continuidade foi em Lousada. Ao final de 24 anos, Jorge Magalhães foi substituído pelo seu “número dois”. Uma mudança tranquila.

 

Passado este ano de campanha eleitoral e eleições, os autarcas vão ser confrontados com um novo ano que trará menos dinheiro, quer do Estado, quer dos munícipes, o que obrigará a uma gestão mais rigorosa dos dinheiros públicos. Oxalá que em 2014 cada um destes presidentes de Câmara saiba gerir de acordo com aquilo que são as verdadeiras necessidades da população.

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