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alinhamentos

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Qua | 04.12.13

Orgulhosamente português

fcrocha

 


Os meus filhos frequentam um clube juvenil no Porto que, duas ou três vezes por ano, organiza uns passeios na companhia dos respectivos pais. O último foi no passado domingo. Subimos à Torre dos Clérigos, no Porto, visitámos a Nossa Senhora de Vandoma na Catedral do Porto para ver um dos maiores sacrários do mundo em prata, atravessámos ao pé-coxinho o tabuleiro de cima da Ponte de D. Luís, visitámos o Mosteiro da Serra do Pilar e, entre outras aventuras, ainda tivemos direito a cruzar a todo o gás, de barco, o rio Douro, da Afurada até à outra margem, no famoso e velhinho “Flor do Gás”, que nos levou lá, sãos e salvos, por um euro.

 

Este passeio teve a particularidade de começar e terminar no mesmo local, não pelos seus monumentos, até porque não os tem, mas pelo seu significado, que foi a Rua da Restauração. Precisamente porque era dia 1 de Dezembro.

 

Embora já não seja feriado, esta é uma das datas fundamentais do nosso calendário: é o dia da Restauração da Independência, de liberdade colectiva nacional. Sem este dia, não seríamos um país livre, independente e soberano. Não seríamos portugueses.

 

Nesse domingo, em alguns noticiários televisivos, ouvi quem se atrevesse a comparar a situação que vivemos com a que se viveu entre 1580 e 1640. Na verdade, nós não fomos invadidos, nem estamos ocupados. A troika não nos invadiu, a troika está cá porque apelámos a que nos salvassem da falência para onde caminhávamos a passos largos.

 

 Efectivamente, os invasores de Portugal são os políticos que nos governaram até aqui e que quase nos fizeram falir a todos. Os culpados não são os que agora nos emprestam dinheiro para conseguirmos ultrapassar as dificuldades. Os culpados foram os maus e sucessivos maus Governos que elegemos com o nosso voto e, por isso, também somos responsáveis.

 

O 1.º de Dezembro é o dia certo para recordarmos a História do nosso país, nos lembrarmos de todos os reis que nos reinaram como país independente e de todos os Presidentes da Republica que nos presidiram, num total de quase 900 anos. É o dia de nos orgulharmos da nossa Pátria, da nossa Língua, da nossa liberdade nacional e da nossa identidade.

 

Por isso, em alturas menos fáceis como as que actualmente vivemos, é bom recordar o 1.º de Dezembro de 1640, para alimentar o nosso patriotismo e percebermos que noutras alturas de dificuldades fomos capazes de seguir em frente e com brio.

 

Por certo que cada um daqueles rapazitos do clube juvenil – e eu também – terminou o dia com mais confiança no futuro.