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Qui | 24.10.13

Família: Uma vantagem competitiva

fcrocha

 

Esta semana tive oportunidade de ler um artigo escrito pelo economista e banqueiro Ettore Gotti Tedeschi e publicado na revista italiana “Formiche”, sobre a decadência das economias europeias.

 

No início do artigo, o economista defende que a natalidade, ou a falta dela, está na origem da actual crise económica. Tedeschi afirma que há mais de 20 anos que tenta explicar que, sem o aumento da taxa de natalidade, o PIB só cresce se o consumo individual crescer. Ora, como a taxa de natalidade não aumenta e as economias têm que se manter activas, foi-se criando na população europeia uma cultura de consumismo, com conceitos materialistas de satisfação, em vez de uma autêntica satisfação espiritual e intelectual.

 

Para o economista italiano, a taxa de natalidade desceu de tal forma que nem o crescimento do consumo chega para compensar a queda do PIB. Por isso, defende, como o PIB não cresce e aumentam os custos com a saúde e pensões, aumenta, consequentemente, a dívida. A forma que os Governos encontraram para abrandar o crescimento da dívida foi aumentar os impostos, reduzindo o poder de compra e, por esse meio, o consumo e o investimento.

 

Na opinião de Tedeschi, tudo isto nos levou à situação em que nos encontramos presentemente, uma vez que, para manter o poder de compra dos consumidores, se transferiu a produção para países subdesenvolvidos, aumentando o desemprego na Europa.

 

Dando como exemplo as notícias que davam conta de um retrocesso de quase 27 anos no poder de compra das famílias italianas, o economista diz que, na verdade, foram 27 anos de crescimento enganoso, durante o qual se substituiu o crescimento populacional equilibrado pela ilusão insana de que não ter filhos tornaria as famílias mais ricas. No entanto, a natureza tem-se encarregado de mostrar que, sem filhos, não há forma de sustentar uma sociedade.

 

Num artigo extenso, Ettore Gotti Tedeschi conclui que o crescimento das famílias produz incentivos competitivos saudáveis na educação e formação individual das crianças, em benefício da sociedade. Para ele, o valor das famílias é tal que haveria de estar inscrita na Bolsa de Valores, pelo valor económico que traz à sociedade.