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alinhamentos

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Seg | 21.10.13

Tempo de cooperação

fcrocha

Por estes dias tomam posse os novos presidentes das Câmaras Municipais da região. À excepção de Paredes, onde Celso Ferreira cumprirá um terceiro mandato, todos os outros municípios passarão a ser governados por novos autarcas. Autarcas novos para uma região com características sociais idênticas e que partilham dos mesmos problemas.

 

Se é certo que existem vários exemplos de associativismo intermunicipal, não é menos verdade que, com raras excepções, esse associativismo serviu apenas para a partilha de cargos políticos em entidades supramunicipais, sem quaisquer benefícios para a população. Na prática, há vários anos que a generalidade dos autarcas da região continua interessada em resolver os problemas do seu município, sem perceber que os seus problemas são os mesmos que afectam o concelho do lado, desvalorizando as práticas de cooperação intermunicipal.

 

Todos estes cinco concelhos têm extensas fronteiras territoriais comuns, características comuns, com fortes ligações entre as suas populações, sendo que há um fluxo diário de pessoas nos percursos para o emprego, para as zonas comerciais ou para estudar. No entanto, parece não existirem políticas municipais comuns que tenham em conta esta corrente. A título de exemplo, lembro-me de que em Paredes, Paços de Ferreira e Penafiel foram construídas grandes estradas municipais, mas nenhuma delas teve em conta a ligação entre estes concelhos.

 

Numa altura em que há pouco dinheiro para fazer muitas coisas, faz todo o sentido que exista uma maior cooperação entre os autarcas da região. Uma cooperação que fomente a complementaridade. Essa complementaridade poderá servir para contrabalançar as carências de um município com as vantagens de outro, aproveitando-se a riqueza de cada um deles para evitar a duplicação de custos, tornando mais rentáveis e mais sustentáveis os serviços que cada um possa prestar. Isto pode ser posto em prática numa rede de transportes públicos, que não existe, nos serviços de água e saneamento, na promoção do turismo, ou nas infra-estruturas desportivas, para dar alguns exemplos.

 

Os tempos de crise são também tempos de oportunidades. Esta pode ser uma verdadeira oportunidade para uma cooperação intermunicipal que promova o desenvolvimento territorial, económico e social de uma das regiões do país mais fustigadas pela crise económica.

 

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