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alinhamentos

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Sex | 19.07.13

Ser político

fcrocha

Nos dias que correm, a palavra “político” parece estar algo desprestigiada, quer porque está associada a conflitos e a discussões sem sentido, quer porque aparece agregada a alguns escândalos financeiros. Talvez por isso, algumas pessoas, quando convidadas a integrar as listas para as eleições autárquicas do próximo dia 29 de Setembro, hesitem em aceitar o convite.

 

A propósito disto, lembrei-me do que disse há umas semanas o Papa Francisco numa das suas audiências gerais. O Papa lembrou que “o envolvimento da política é uma obrigação para um cristão”. E explicou porquê: “Os cristãos não podem fazer como Pilatos, lavar as mãos. Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum. […] Dir-me-ão: a política é demasiado suja. Mas é suja porque os cristãos não se implicaram com o espírito evangélico. É fácil atirar culpas… mas eu, que faço? Trabalhar para o bem comum é um dever de cristão”.

 

As palavras do Papa Francisco fazem cair por terra a tese dos que afirmam que a política não é para pessoas sérias. Hoje, mais do que nunca, a política precisa de pessoas que sejam movidas por um afã recto e nobre de melhorar a sociedade. A política precisa de pessoas dispostas a servir, pessoas que quando chegarem aos seus cargos sejam verdadeiros servidores de quem os elegeu. Fazem falta pessoas que tenham a humildade de se desprender dos próprios projectos e, mais do que ficarem presas ao que querem fazer, perguntem o que necessitam aqueles que os elegeram e em que os podem servir.

 

Parece-me conveniente eleger políticos que estejam mais disponíveis para ouvir os cidadãos comuns para perceberem onde decidir gastar o tempo e o dinheiro que lhes corresponde administrar. Em geral, diz-me a experiência que as pessoas, as famílias, querem coisas simples, mas concretas e muito importantes. As pessoas querem ter trabalho, segurança nas ruas e em casa, acesso à saúde, boa educação para os filhos e estabilidade.

 

Como afirmou o Papa Francisco, a política tomada como serviço público não é um trabalho sujo.

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