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alinhamentos

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Sex | 14.06.13

Nem tudo o que é legal é legítimo

fcrocha

Na próxima semana, milhares de alunos do 12.º ano podem ficar sem fazer exames porque os professores vão fazer uma greve, precisamente no dia dos exames nacionais.

 

Os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação não se entenderam: o Governo quer que os professores passem a trabalhar 40 horas por semana, tal como vai acontecer com os restantes funcionários públicos e como já acontece há muito com os funcionários do sector privado. Mas os sindicatos dos professores querem manter as 35 horas. O Governo quer aplicar a estes o regime da mobilidade que aplicou a todos os funcionários públicos. Mas os professores querem ficar isentos.

 

Por que é que os sindicatos e o Ministério da Educação não se entenderam? Porque os sindicatos exigem o impossível: ser a excepção dos funcionários públicos. Para além disso, os sindicatos dos professores nunca tiveram a intenção de negociar o que quer que fosse com o Ministério da Educação, pois quem quer negociar não agenda uma greve antes das negociações começarem. Sim, esta greve não foi marcada porque as negociações falharam, foi marcada com muita antecedência. Alguns dos sindicatos já a preparavam desde Abril.

 

O que choca em tudo isto é que os sindicatos aparecem agora a limpar as mãos e a dizer que os efeitos e os prejuízos que a greve terá nos alunos e nas suas famílias é responsabilidade do Governo. Dizem eles que bastava mudar o dia dos exames, como se isso fosse possível sem prejudicar o calendário de acesso ao ensino superior e depois de eles terem agendado greve para os restantes dias da semana.

 

O direito à greve é legítimo e por isso é que elas são legais. Mas fazer greve exigindo o impossível e agendar greves antes das negociações começarem é pura má-fé. Esta greve tem como único objectivo forçar a demissão do Governo, mesmo que para isso se utilizem os alunos e as suas famílias como arma de arremesso. Por isso, esta greve até pode ser legal, mas está muito longe de ser legítima.

Nem tudo o que é legal é legítimo. Na próxima semana, milhares de alunos do 12.º ano podem ficar sem fazer exames porque os professores vão fazer uma greve, precisamente no dia dos exames nacionais.

 

Os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação não se entenderam: o Governo quer que os professores passem a trabalhar 40 horas por semana, tal como vai acontecer com os restantes funcionários públicos e como já acontece há muito com os funcionários do sector privado. Mas os sindicatos dos professores querem manter as 35 horas. O Governo quer aplicar a estes o regime da mobilidade que aplicou a todos os funcionários públicos. Mas os professores querem ficar isentos.

 

Por que é que os sindicatos e o Ministério da Educação não se entenderam? Porque os sindicatos exigem o impossível: ser a excepção dos funcionários públicos. Para além disso, os sindicatos dos professores nunca tiveram a intenção de negociar o que quer que fosse com o Ministério da Educação, pois quem quer negociar não agenda uma greve antes das negociações começarem. Sim, esta greve não foi marcada porque as negociações falharam, foi marcada com muita antecedência. Alguns dos sindicatos já a preparavam desde Abril.

 

O que choca em tudo isto é que os sindicatos aparecem agora a limpar as mãos e a dizer que os efeitos e os prejuízos que a greve terá nos alunos e nas suas famílias é responsabilidade do Governo. Dizem eles que bastava mudar o dia dos exames, como se isso fosse possível sem prejudicar o calendário de acesso ao ensino superior e depois de eles terem agendado greve para os restantes dias da semana.

 

O direito à greve é legítimo e por isso é que elas são legais. Mas fazer greve exigindo o impossível e agendar greves antes das negociações começarem é pura má-fé. Esta greve tem como único objectivo forçar a demissão do Governo, mesmo que para isso se utilizem os alunos e as suas famílias como arma de arremesso. Por isso, esta greve até pode ser legal, mas está muito longe de ser legítima.