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alinhamentos

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Sex | 25.01.13

Autárquicas

fcrocha

Autárquicas I. Avizinham-se as eleições autárquicas. As oposições começaram já a apresentar os candidatos, quem está no poder começa a usar essa faculdade para ter mais visibilidade. Este é um período particularmente difícil para o nosso jornal. Quem está no poder quer ver toda a sua actividade espelhada nas páginas do VERDADEIRO OLHAR, como se de uma caixa de ressonância se tratasse. Quando isso não acontece, lá se vai a (pouca) publicidade que vamos tendo. A oposição, por seu lado, entende que o jornal deve dar voz a tudo o que dizem e fazem. Quando isso não acontece, e como ainda não nos podem cortar nada, acusam-nos de fazermos fretes a quem está no poder a troco de publicidade. Foi assim no passado e, não tenho dúvidas, será assim até às autárquicas de Outubro.

 

Autárquicas II. Este ano, no VERDADEIRO OLHAR, trataremos as eleições autárquicas de forma diferente. Ao contrário do que aconteceu em 2009, não iremos às múltiplas conferências de imprensa de apresentação de candidatos às juntas de freguesia. Quando estiverem todos apresentados, informaremos os nossos leitores, de uma só vez, de quem são.

 

Autárquicas III. Em regra, as disputas eleitorais são uma competição de promessas, sem a mínima adesão à realidade. Isto é um princípio que não estamos dispostos a aceitar! Quem prometeu tem que cumprir! Por isso, nas próximas semanas, analisaremos o que foi prometido em 2005 e o que foi cumprido.

 

Autárquicas IV. Nesta fase em que os candidatos já começam a preparar as suas campanhas, é desejável que não prometam aos eleitores mais do que aquilo que, com a informação que têm ao seu alcance, sabem que podem concretizar. A todos é fácil prometer e imaginar outras realidades. Mas, neste tempo de dificuldade, é preciso que as propostas que vão ser feitas estejam em concordância com a realidade: trabalhar com o que têm, no tempo de que dispõem. Às vezes, os políticos esquecem-se de que os eleitores votam de quatro em quatro anos, não votam para uma geração. E não votam, sobretudo, para alimentar toda uma geração que não consegue sequer articular um projecto para quatro anos.