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Qui | 17.01.13

O exemplo que chega da Hungria

fcrocha

Há uns dias, li uma interessante entrevista a Viktor Orban, o primeiro-ministro da Hungria, na qual defende que se os países europeus não implementarem mudanças radicais, estão condenados a desaparecer. Orban, que tem sido criticado por muitos dirigentes europeus, afirma que Bruxelas não pode ser igual a Moscovo no tempo da URSS: “Em Bruxelas, tem que haver debate, e as nações têm que representar os seus interesses. Se há interesses comuns, pomo-nos de acordo. Se não há interesses comuns, não pode ser Bruxelas a ditar o que temos que fazer”. E acrescentou: “Sempre que há uma crise, Bruxelas impõe a mesma receita”. Viktor Orban explica que é possível fazer com que a crise não caia apenas sobre as pessoas. Por isso, e entre outras medidas, o seu Governo controla o preço da electricidade, da água e dos combustíveis. “Não permito que se aproveitem das pessoas”, justifica. Também baixou os impostos às pessoas com baixos rendimentos e aumentou os impostos aos bancos e às multinacionais que têm monopólio. O certo é que, em 2010, altura em que assumiu o Governo, a Hungria estava pior do que a Grécia e, hoje, apresenta uma recuperação admirável.