Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

O papel das empresas municipais

Se há sector da sociedade que quase não sentiu a crise, foi o sector empresarial do Estado. Numa altura em que desapareceram milhares de empresas, o país continua com empresa públicas a mais, gestores públicos a mais, remunerações aos gestores públicos a mais, envidamento das empresas públicas a mais.

 

Entre 2008 e 2010, as empresas públicas não pararam de crescer. Numa altura em que a economia portuguesa já entrava em recessão, as empresas públicas continuavam a nascer como cogumelos. Com o aparecimento das empresas públicas eram nomeados mais gestores públicos. Em 2010, quando o número do desemprego crescia de forma galopante, a única profissão que parecia prosperar era a de gestor público: cresceu quase 12 por cento num ano. Gastam-se, anualmente, mais de 40 milhões de euros em remunerações com gestores de empresas públicas que, na sua maioria, acumulam prejuízos avultados.

 

Não se pode falar de empresas públicas sem falar das empresas municipais. Em 2011, o Governo não fazia ideia de quantas existiam nem em que situação financeira se encontravam. Hoje sabe-se que eram mais de 600, com um grau excessivo de endividamento e com duplicação de funções, muitas delas transformadas num expediente para o endividamento e para a colocação de pessoas. No total, essas empresas fizeram dívidas num valor superior a 3 mil milhões de euros e dão emprego a mais de 14 mil pessoas.

 

Com assinatura do Memorando de Entendimento com as instâncias europeias e FMI (troika), o país comprometeu-se a extinguir as empresas municipais que se entendessem não serem necessárias e que apresentassem uma situação financeira de autêntica falência. O certo é que, na nossa região, são várias as empresas que se encontram nesta situação e, três anos depois do compromisso assumido com a troika, nada foi feito.

 

Não se compreende a resistência das autarquias a cumprirem a lei relativamente às empresas municipais, que deverão ser uma ferramenta idónea à melhor realização do interesse público local e nunca um modo, mais ou menos hábil, de tornear as regras e procedimentos legais.

 

Vale a pena, por isso, tornar esta discussão pública.

 

 

Sobe

Câmara Municipal de Paredes

 

Naquele que é um dos concelhos mais jovens do país, os jovens vão ser chamados a dizer o que querem que o concelho faça por eles e para eles. O Município de Paredes apresentou um programa que permitirá aos jovens participar na criação da agenda para a juventude e desenvolver alguns dos projectos apresentados pelo Município ou apresentar novas ideias de iniciativas que gostariam de ver acontecer no concelho. O objectivo é responsabilizar os mais jovens e ajudá-los a criar oportunidades de emprego.

 

Desce

Acidentes de trabalho

 

Todos os anos ocorrem mais de 200 mil acidentes de trabalho que vitimam mortalmente cerca de 200 pessoas. Esta semana noticiamos mais um com uma vítima mortal. Os acidentes de trabalho, na maior parte das vezes, acontecem por culpa das empresas que não obedecem às normas de segurança e não procedem preventivamente. Em regra, causam resultados dolorosos para as famílias e para as empresas. Por isso, parece-me necessário que as entidades empregadoras assegurem que se cumpre a legislação e invistam em medidas de segurança.

 

 

alinhado por fcrocha às 09:45
Domingo, 01 de Julho de 2012

Curso para todos, emp...

Toda a gente fala em tirar um curso. Os pais querem, à força toda, que o filho tire um curso. Que seja doutor. Os filhos...

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

O NOSSO MAL É SONO - ...

O nosso mal é sono. Chega-se a casa tarde; tarde se janta; tarde se arruma a cozinha; tarde se liga a tv; tarde se resmu...

alinhado por fcrocha às 09:30
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