Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Será menino ou menina?!

Os manuais de educação sexual distribuídos pelas escolas públicas e produzidos pela Associação para o Planeamento da Família (APF) continuam a escandalizar muitos. Mas só se escandaliza quem não conhece esta afiliada da americana IPPF.

 

Mas afinal o que é a APF? Qual a posição das Associações para o Planeamento da Família sobre a educação sexual? Para que melhor se possa ajuizar, apresenta-se alguma informação, sobre esta questão, relativa à IPPF/APFs e os seus  ideólogos e materiais que distribuem.

 

Numa obra dirigida aos pais, aconselha-se: “... quando virmos as crianças (5-7 anos) acariciando os órgão genitais, basta dizer: ‘eu sei que isso sabe bem, mas é um modo privado de se sentir bem. Procuremos um lugar onde encontres a privacidade de que precisas”[1]. Em relação às dos 8-12 anos, recomendam: “as crianças nesta idade precisam de muita informação explícita [...]”[2] para serem educadas sobre sexo seguro. “Devemos ensinar os adolescentes como excitarem oralmente os órgãos genitais e a masturbarem-se mutuamente [...]”[3]; e que “as relações sexuais sem risco para as lésbicas compreendem: o uso de protecção dentária de borracha para a estimulação oro-vaginal e oro-anal [...], o uso de luvas cirúrgicas para meter os dedos na vagina ou no recto da companheira ... e todas as outras coisas maravilhosas que as lésbicas fazem”[4], pois “não esperamos que as pessoas se ajustem a um modelo determinado e que sejam heterossexuais, homossexuais ou bissexuais [...] seria aborrecido se as pessoas fossem todas semelhantes”[5]. Aliás, os que se opõem a tais práticas, assim como ao “incesto entre irmãos e irmãs e ao contacto sexual com animais[6] [...] são antiquados e desmancha prazeres”[7].

 

Como, evidentemente, a grande maioria dos pais não vai na cantiga, o êxito das APF’s reside ultimamente na capacidade de subtraírem os filhos ao seu controlo, de modo a podê-los manipular à vontade.

 

Como pode ver, o Estado paga uma quantia avultada, sem que tenha sido realizado concurso público, e entrega um assunto sobre educação dos jovens portugueses a essa tal de APF, permitindo que esta escreva o que bem lhe apetecer, mesmo que a informação não tenha rigor científico.

 

Em Portugal, a APF recebe todos os anos centenas de milhares de euros que saem do meu e do seu bolso. Infelizmente, esta relação marcadamente promíscua – entre a APF e os sucessivos governos – vem já de há vários anos. É necessário que façamos tudo o que está ao nosso alcance para colocar um ponto final nesta bizarra e ilícita situação.

 

Antes de terminar, ficam dois exemplos caricatos:

 

- Em 2004, o site do IPJ reproduzia informação da APF que dizia que «por um bebé nascer com um pénis, não faz dele uma pessoa masculina, nem por uma pessoa nascer com uma vagina, faz dela uma pessoa feminina». Ops! E agora? Você será homem ou mulher?

 

- No dia 5 de Outubro de 1998 o Presidente da República, Jorge Sampaio, condecorou, com a “Ordem de Mérito Público”, a Associação para o Planeamento da Família (APF).

 

Esta realidade é bastante dura, mas conhecê-la em toda a sua crueza é o primeiro passo para construir uma sociedade melhor. Não se esqueça que a acção oportuna pode ajudar a acabar com esta relação e, também, a sua indiferença pode retardar. Mexa-se!



[1] Kids and AIDS, A Guide For Parents, p. 10 Abril 1994. Publicado pela filial dos USA da IPPF. Citado in James W. Sedlak, opus cit., p. 44.

[2] Idem.

[3] Debra W. Haffner, Siecus Report, Setembro/Outubro 1988

 

[4] I ThinK I Might be A Lesbian...Now what Do I Do, Folheto distribuído a adolescentes pelo escritório da PPFA em Rocky Mountains, Arvada, Colorado.

[5] Sol Gordon and Roger Libby. Citado in Robert Marshall and Charles Donovan, opus cit., p. 103.

[6] 2I have known cases of farm boys who have had loving sexual relationship with an animal and who felt good about their behavior [...] Any of the farm animals may become a sexual object ¾ ponies, calves, sheep, pigs, even chickens or ducks. Dogs are also commonly used, but cats rarely.” In Wardell Pomeroy,  Boys and Sex, Delacorte Press, New York, 1981, pp. 171-172.

[7] Sobre Make it Happy, de Jane Cousins, in Valerie Riches - Foreword by Professor Sir Bryan Thwaites, MA, PhD, Sex and Social Engineering, Family and Youth Concern (The Responsible Society), 1986, p. 21.

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