Quarta-feira, 01 de Janeiro de 2014

Foi o ano do ódio

Dei comigo a pensar no que teria sido o pior que aconteceu no ano que terminou. Muitos poderão pensar que foi o desemprego, as falências, a estagnação do investimento público, a pobreza, a recessão económica ou os cortes nas pensões. No entanto, estou em crer que o pior de 2013 foi o rancor. Só o rancor pode explicar que, perante as dificuldades de muitos, alguns tentem proteger as suas benesses. Provavelmente, só por rancor um ex-Presidente da República poderia ter incitado publicamente à violência. Talvez tenha sido por rancor que alguns órgãos de comunicação social tenham passado um ano centrados nos factos negativos, até com um certo exagero, esquecendo-se dos positivos que também foram acontecendo. Pode estar no rancor a explicação para manifestações violentas provocadas por quem tem mais privilégios do que a maioria dos portugueses.

 

É certo que a situação em que vivemos justifica muitas vezes a repulsa e o desânimo. Mas quando deixamos que o rancor seja o denominador comum do nosso dia-a-dia, estamos a perder a oportunidade de procurar respostas e construir uma solução em sociedade. Quando a crise terminar, todos vão querer um país diferente, mais justo, solidário e equilibrado. Mas isso não acontecerá nem com um Governo nem com troikas. Só acontecerá se a maioria dos portugueses de fibra, talento, bom senso e convicções fortes for muito superior aos que se deixaram dominar pelo rancor. Este é o desafio da nossa vida e daqui a uns anos os mais novos perguntar-nos-ão de que lado estivemos na altura da grande crise: do lado do rancor ou do da solução?...

 

alinhado por fcrocha às 11:46
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