Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Seremos todos Charlie?

Seremos todos Charlie? Nos últimos dias, o ataque terrorista ao jornal “Charlie Hebdo” tem dominado as notícias internacionalmente. É certo que o jornal francês ultrapassou todos os limites do bom senso, não só contra o islamismo, mas também contra o cristianismo e outras religiões; no entanto, nada justifica o massacre ocorrido. Eu condeno o atentado porque sou a favor da tolerância e da liberdade de expressão, mas não sou “Charlie”, porque não me identifico com um jornal que vai contra os meus princípios, ao fazer chacota de todas as religiões e, com isso, não demonstrando respeito pela liberdade religiosa dos cidadãos.

 

A Nigéria não é “Charlie”? Na mesma semana em que morreram 17 pessoas em Paris, uma aldeia nigeriana foi exterminada pelos radicais islâmicos, o mesmo grupo que reivindica o atentado em Paris. Morreram quase três mil pessoas, quase todas crianças e idosos que não conseguiram fugir ao ataque. Um verdadeiro genocídio. Como se isto não bastasse, no fim-de-semana passado o mesmo grupo extremista usou meninas de dez anos como activistas suicidadas e matou mais 19 pessoas noutra cidade nigeriana. Em números redondos, em menos de um ano os islamitas radicais sequestraram 200 meninas e assassinaram 15 mil pessoas naquele país. Entretanto, o Exército da Nigéria pediu ajuda às Nações Unidas e ainda não recebeu resposta ao pedido. Se a Nigéria fosse num qualquer país europeu, certamente que teríamos todos os líderes mundiais a desfilar nas ruas, em sinal de solidariedade.

alinhado por fcrocha às 11:58

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