Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2015

Por lá e por cá

 

 

Por lá. O ano é novo, mas alguns dos temas já são velhos. Um desses temas que transitaram de ano é o “caso José Sócrates”. Os notáveis continuam a visitar o preso 44 na prisão, as declarações deles continuam a ser idênticas e Mário Soares continua a disparar em todos os sentidos. Parece até que ser dirigente socialista e não ir a Évora é como ir a Roma e não ver o Papa. Tal como no ano passado, continuaremos a ouvir todos os dias que Sócrates foi preso por ser político e que lhe roubaram a liberdade de movimentos, esquecendo-se que o ex-Primeiro-ministro está a ser investigado há mais de um ano e que sobre ele recaem suspeitas de actos ilícitos e não julgamentos políticos. No entanto, parece-me que no meio disto tudo estamos a esquecer-nos de discutir o mais importante: o que José Sócrates fez legalmente enquanto Primeiro-ministro. Se não analisarmos bem o que fez enquanto governante, corremos o risco de voltar a falir e ter outra troika cá, dentro de poucos anos.

 

Por cá. Politicamente, parece-me que vai ser um ano que nos devemos manter atentos.

Em Lousada, irá começar a ficar definido se Leonel Vieira consegue que o partido o proponha para uma terceira tentativa da conquista da presidência da Câmara Municipal ou se vai ser ultrapassado por Simão Ribeiro.

Em Paços de Ferreira, deverá ser o ano em que o PSD irá acordar do coma induzido em que tem vivido, certamente com uma nova liderança.

Por Paredes, será um ano complicado para o PSD, em que os potenciais candidatos vão querer afirmar-se. Será o ano em que Joaquim Neves e Manuel Fernando Rocha continuarão, num jogo surdo, a digladiar-se. Raquel Moreira da Silva vai querer mostrar que está viva e que é uma pretendente ao cargo. Celso Ferreira irá tentar que a escolha caia sobre a deputada Conceição Ruão. Granja da Fonseca irá assistir a tudo isto de camarote, à espera que “o menino” lhe caia nos braços.

Em Penafiel, será interessante seguir os partidos do poder e da oposição. No PSD, Mário Magalhães vai tentar flutuar, para não desaparecer de vez do mapa político, talvez através de uma candidatura à comissão politica local. No PS, será interessante perceber se André Ferreira sobreviverá como próximo candidato autárquico à vontade de Fernando Malheiro e Nuno Araújo.

Por Valongo, se até agora a oposição mais forte a José Manuel Ribeiro foi feita por Celestino Neves, do seu próprio partido, e pelo vereador da CDU, Adriano Ribeiro, neste novo ano deverá aparecer com mais visibilidade João Paulo Baltazar. O PSD parece unido em torno de uma recandidatura do ex-presidente da Câmara e Baltazar vai querer mostrar-se.

Como se vê, será um ano interessante para acompanhar aqui, no VERDADEIRO OLHAR. Um bom ano!

 

 

alinhado por fcrocha às 11:02

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