Quinta-feira, 19 de Março de 2015

Os novos mártires

 

Já escrevi neste mesmo espaço sobre a perseguição aos cristãos que vivem em alguns países do Médio Oriente e as verdadeiras atrocidades que são cometidas contra aquelas pessoas. Esta semana, voltou a acontecer no Paquistão, onde um duplo atentado a dia igrejas causou um banho de sangue.

 

Não se compreende como é que a comunidade internacional, de forma negligente, não reage a esta perseguição religiosa em forma de genocídio que se está a estender a aquela região.

 

Por isso, partilho consigo um texto da jornalista Raquel Abecasis que é ilustrativo do que se está a passar.

 

“Não sei o que podemos fazer para acabar com esta tragédia, mas sei que cada um de nós pode fazer uma coisa: não ser indiferente, rezar, pensar, preocupar-se.

 

Mais um dia, mais um banho de sangue cristão derramado em duas igrejas paquistanesas. O duplo atentado em Lahore, a segunda cidade do Paquistão, provocou pelo menos mais 14 mortos e 78 feridos.

 

A poucas horas de avião, há homens e mulheres para quem ter fé é uma questão de vida ou de morte e o sacrifício das suas vidas não pode, nem deve, ser-nos indiferente.

 

Num mundo globalizado em que, mais do que negócios e conhecimento, devíamos globalizar uma civilização, há seres humanos a serem mortos com requintes de barbárie por causa da religião que professam ou porque representam uma cultura em que todos os seres humanos são iguais.

 

Se isto não é suficiente para nos inquietar e para fazer soar todas as campainhas no nosso mundo confortável, não sei o que será. Enquanto andamos preocupados com a nossa crise, o mundo está a ruir aqui muito perto e um dia os nossos netos vão perguntar-nos: como foi isto possível?

 

Não sei o que podemos fazer para acabar com esta tragédia, mas sei que cada um de nós pode fazer uma coisa: não ser indiferente, rezar, pensar, preocupar-se.

 

Sempre que entrar numa igreja, passear na rua sem medo de ser raptado e morto ou estiver livremente em locais onde todos, homens e mulheres, são iguais, lembre-se que do outro lado da fronteira há pessoas iguais a nós, com nome e apelido, que são mortas por coisas que para nós são tão simples.

 

É o mínimo que podemos fazer para merecer o sangue destes mártires que seguramente já conquistaram o seu lugar no paraíso.”

 

alinhado por fcrocha às 10:41
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