Quarta-feira, 03 de Junho de 2015

Oferta e procura e Quem tem medo da monarquia?

Oferta e procura. Todos nós temos consciência de que a crise, para além do desemprego, fez com que o valor real dos salários baixasse. Nuns casos por necessidade de sustentabilidade das empresas, noutros por abuso das entidades patronais, aproveitando a falta de ofertas de emprego. Mas, em Lousada, está-se a assistir a um fenómeno inverso. Na semana passada noticiámos que uma empresa têxtil irá criar 300 novos postos de trabalho. Como há escassez de mão-de-obra, a empresa está a recrutar pessoas empregadas, oferecendo-lhes salários mais altos do que aqueles que recebem nas suas empresas, o que está a provocar alguma perturbação. Há notícias de empresários que, para não perderem os seus funcionários, decidiram aumentar um pouco os seus vencimentos. Beneficiaram, assim, da famosa lei da oferta e da procura!

 

Quem tem medo da monarquia? A agenda mediática continua a ser difícil de entender. Não se compreende como é que em ano de eleições legislativas, quando se decide verdadeiramente o poder executivo, se passa a vida a discutir quem será o “mestre-de-cerimónias” que havemos de eleger para o ano que vem. Na verdade, se lhe retirarmos o poder de destituir a Assembleia da Republica, a figura do Presidente da República é quase insignificante. Resume-se a uns vetos que podem ser ultrapassados caso exista uma maioria no Parlamento, a umas condecorações, inaugurações, representação do país e pouco mais. Parece-me que deveríamos questionar a utilidade de tal figura de Estado. Parece-me até que deveríamos considerar as vantagens de se alterar a Constituição da República Portuguesa de modo a permitir que se fizesse um referendo sobre a restauração da monarquia. Na sua actual redacção, a Constituição não permite que o povo se pronuncie sobre o assunto, o que, num regime que se diz de democracia, parece ser uma restrição profundamente antidemocrática. No entanto, temos suficiente liberdade para olhar para as monarquias europeias e verificar que, para além de terem custos bem mais modestos do que a nossa Presidência da República, têm uma maior estabilidade institucional. Se precisamos de uma figura que garanta o regular funcionamento das instituições, por que não podemos confiar esse poder a quem não precisa do apoio dos partidos e dos grupos de interesses para ser eleito de cinco em cinco anos?

alinhado por fcrocha às 20:01

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