Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

O realismo das promessas.

As campanhas eleitorais são um tempo fértil para promessas. No entanto, com o passar dos anos, acredito sempre que a próxima campanha será mais realista e com menos promessas encantatórias. Eleição atrás de eleição, volto a enganar-me: a cada dia que passa há o anúncio de mais uma dádiva ou de um programa que vai colocar os portugueses entre os povos mais ricos da Europa.

 

Todos os dias, nos noticiários, assistimos ao mesmo discurso: eles tiram, nós vamos dar; nós vamos aumentar a reforma sem fazer falir a Segurança Social; nós vamos criar empregos, mesmo que isso dependa das empresas e não do Estado; nós vamos dar o que vos cortaram, mesmo que isso custe tanto como o esforço de dois anos de austeridade.

 

Quando alguém tem dúvidas, é tratado como um blasfemador e atacado de imediato como estando ao lado dos outros, mesmo que não se saiba quem. E Deus nos livre de lhes perguntarmos aonde vão arranjar dinheiro para dar, dar e voltar a dar: somos desmentidos na hora, o que perguntámos passa de pergunta a afirmação para poderem dizer que é completamente falso e, de caminho, nos apelidarem de reaccionários e de partidários do bota-abaixo.

 

Eu sei que a campanha eleitoral passa rapidamente e ninguém pára para reflectir sobre nada. Mas este discurso ilusório e, muitas vezes, irresponsável não contribui de modo algum para a participação dos cidadãos na vida política.

 

Há uns anos, houve um Primeiro-Ministro que ganhou as eleições criando um discurso optimista, prometendo tudo para todos. As pessoas gostaram dessa ilusão e votaram nele. Quando chegou ao final do seu mandato, as pessoas já não pensavam nas promessas: o que queriam era não perder o pouco que ainda lhes restava...

 

alinhado por fcrocha às 09:24
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