Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015

Idosos, promessas e birras

Idosos protegidos por lei. Há uns dias, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que prevê criminalizar o abandono dos mais velhos. É verdade que há cada vez mais idosos maltratados e abandonados nos hospitais. Mas que raio de sociedade é esta em que é necessário passar a letra de lei que um filho não pode abandonar os pais? Que sociedade é esta em que é necessário fazer uma lei idêntica à que se fez para prevenir o abandono de animais para se aplicar aos mais velhos?

 

Promessas a que preço? Desde que iniciou a sua campanha, António Costa já nos prometeu a redução da TSU para empregadores e trabalhadores, o fim da sobretaxa do IRS, o complemento solidário para trabalhadores de menores rendimentos, as alterações ao RSI, alterações ao complemento solidário para idosos e ao abono de família e a eliminação dos cortes nos salários. Tudo somado, vai-nos custar (a si e a mim) qualquer coisa como 5 mil milhões de euros. Como se isso já não bastasse, António Costa começou por prometer a criação de 207 mil postos de trabalho, que depois passou de promessa a compromisso e de compromisso a estimativa.

 

Duas notas breves sobre este assunto: a primeira é que, à excepção dos países africanos subdesenvolvidos, somos o único país do mundo onde um partido promete criar postos de trabalho; a segunda é que, em tempos, houve um outro candidato do mesmo partido que ganhou as eleições prometendo criar 150 mil novos postos de trabalho. O resultado dessa e de outras promessas chegou em 2011, com a falência do país.

 

Birra. Há poucos dias, recebemos uma notificação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) a advertir o VERDADEIRO OLHAR relativamente à cobertura jornalística feita nas últimas eleições autárquicas, com entrevistas apenas aos líderes dos partidos ou coligações que tinham assento nos executivos municipais. Entende a CNE entende que devíamos ter entrevistado todos os partidos concorrentes. No entanto, a mesma CNE autoriza as televisões e os jornais nacionais a fazerem cobertura jornalística e a organizarem debates apenas com os partidos ou coligações com assento na Assembleia da República.

A propósito de debates, não se compreende a birra da coligação de direita. Como a coligação estará representada pelo seu líder, Pedro Passos Coelho, parece-me não fazer qualquer sentido a presença de Paulo Portas nesses debates. Tem razão o PS quando afirma que a presença de dois membros da coligação seria colocar as outras forças políticas em desvantagem.

alinhado por fcrocha às 13:02

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