Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

Em 2017 voltam a falar do assunto

 

Em 2008, noticiámos aqui no VERDADEIRO OLHAR que a Câmara Municipal de Paredes já tinha uma solução para a comunidade cigana instalada no centro da cidade de Paredes, solução essa que seria transmitida em primeira mão ao Presidente da República, que, por essa altura, visitou o concelho.

 

Os ciganos que se instalaram em Paredes há quase 30 anos vivem neste momento amontoados em barracas, mais ou menos improvisadas com tábuas de madeira a fazer de paredes e chapas a servirem de telhas. O crescimento abrupto, nos últimos anos, da população ali instalada obrigou algumas famílias a uma engenharia cada vez mais arrojada e são visíveis barracas com dois andares. No entanto, as condições de segurança e de higiene continuam como há 30 anos: invisíveis.

 

São precárias as condições de sobrevivência das mais de 120 pessoas que moram no acampamento localizado em plena cidade de Paredes. Desde logo, caminhos de terra batida entre dezenas de barracos de madeira e chapa. Casas de banho não existem, até porque a água vem, ao balde, da fonte pública situada à entrada do acampamento ou de uma mina que existe no local e que é desinfectada, regularmente, pelos próprios ciganos com anti-séptico. Já a luz existe, mas retirada de forma ilegal dos postos da EDP mais próximos. Foi esta a forma que encontraram para poderem ligar os electrodomésticos.

 

Desde o tempo de Granja de Fonseca que assistimos a mais recuos do que avanços nas negociações para encontrar um local digno para instalar estas famílias. Nunca foi possível encontrar uma solução para um problema que marcou os últimos anos da vida política e social da cidade. A última solução foi apresentada, ainda no mandato anterior, por Celso Ferreira. No entanto, acabou por não sair do papel, aparentemente, porque todos querem resolver o problema dos ciganos, desde que não os tenham à porta da sua casa. A solução apresentada por Celso Ferreira passava pela construção de uma pequena “aldeia cigana” na freguesia da Madalena, a poucos quilómetros do centro da cidade, o que poderia ter sido, senão uma solução, pelo menos uma melhoria das condições de vida e de segurança dos habitantes relativamente ao actual acampamento. Na altura, o Partido Socialista e o CDS-PP, que juntamente com um vereador do PSD tinham a maioria no executivo municipal, opuseram-se fortemente e acabaram por inviabilizar o projecto.

 

Até hoje, nem autarquia nem oposição voltaram a falar do assunto. Possivelmente, só nas próximas autárquicas se voltarão a lembrar deles e estarão, novamente, dispostos a ajudar aquelas 120 pessoas.

 

alinhado por fcrocha às 11:49

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