Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

Editorial: Fazer muito com pouco

 

Fazer muito com pouco. Os arquitectos paredenses Henrique Marques e Rui Dinis juntaram-se em 2007 e criaram a Spaceworkers, um pequeno gabinete de arquitectura. Um ano depois, começam a adquirir notoriedade, ao ganharem o concurso para a criação do stand da Rota do Românico. Mais tarde, foram escolhidos para levarem a cabo os projectos da Cidade Desportiva e da Fábrica do Design, em Paredes. Entretanto, a Spaceworkers foi crescendo e projectando a sua imagem, ao ganhar algumas menções honrosas em concursos e na semana passada conseguiu-o internacionalmente, ao ver um dos seus projectos, a Casa de Sambade, vencer o prémio internacional de arquitectura Building of The Year 2015. O Henrique Marques e o Rui Dinis são, assim, a prova de que é possível fazer muito com pouco. Começaram por trocar uns ficheiros e comprar uns computadores, juntaram-lhe muito trabalho e mestria e o resultado está à vista de todos.

 

É bom, mas sabe a pouco. Esta semana também ficámos a saber que o número de desempregados diminuiu na região. Comparativamente com Dezembro de 2013, há menos 678 desempregados em Lousada, 1.208 em Paços de Ferreira, 1.471 em Paredes, 948 em Penafiel e 1.380 em Valongo. No total, há quase 5.700 novos empregos. É certo que estes números estão longe dos de criação de postos de trabalho que os presidentes de câmara foram anunciando com regularidade, mas não deixa de ser uma boa notícia para toda a região.

 

Afinal, era possível fazer melhor. Confesso que há cada vez mais assuntos na política nacional que me deixam confuso. Um deles é o do Aeroporto de Lisboa. Até há pouco tempo, ouvimos vários governantes e fazedores de opinião a defenderem a necessidade de construir um novo aeroporto. À direita e à esquerda, não chegavam a um acordo quando à sua localização, mas todos estavam certos de que era necessário construir um novo porque o actual Aeroporto da Portela já não tem capacidade para receber mais pessoas. Ora, esta semana, ficámos a saber que a ANA, a entidade que rege os aeroportos, propõe que se encerre uma das pistas daquele aeroporto como forma de reduzir os custos. Entretanto, o aeroporto continua a bater recordes de passageiros. Parece-me que, à semelhança do que vai acontecendo no país, o problema do aeroporto do Lisboa não é o espaço, mas a forma como é gerido.

 

alinhado por fcrocha às 10:25

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