Quinta-feira, 04 de Setembro de 2014

Editorial: Alinhamentos

Apreensões educativas e imprecisões. Na semana passada, algumas pessoas da freguesia de Parada de Todeia, Paredes, foram notícia nacional por se terem manifestado em frente à Direcção Regional de Educação do Norte, em protesto contra o encerramento da sua escola primária. No entanto, quanto à acção das forças políticas locais neste processo, há dois aspectos que podem confundir o cidadão comum. O primeiro é a presença na manifestação do líder do Partido Socialista, partido da oposição que tinha aprovado a actual Carta Educativa concelhia, que previa o encerramento daquela escola (aparentemente, a oposição, como não tem que governar, pode adoptar quaisquer métodos de actuação, incluindo a contradição com o que defendeu em momentos anteriores). O segundo é o silêncio da Câmara Municipal de Paredes na defesa da Carta Educativa. Depois desta manifestação e de tudo o que, a propósito, foi publicado na comunicação social, não deveria a Câmara Municipal ter defendido a que classifica como sendo a melhor Carta Educativa do país e ter corrigido, com delicadeza, algumas imprecisões cometidas pelos pais das crianças quanto às condições que a actual escola apresenta? Vejamos: o alegado “recinto polidesportivo” não passa, na verdade, de um velho ringue de futebol de salão, ao ar livre, que não permite a prática desportiva em dias de chuva; o alegado “aquecimento central” não passa de um radiador eléctrico colocado atrás da mesa do professor que, quando muito, serve para aquecer uma sala com dez metros quadros na Primavera; a alegada “biblioteca” resume-se a um exíguo conjunto de livros; a alegada “cantina” é uma sala anexa ao edifício principal, com uma passagem sem cobertura para os dias de chuva; por fim, os “vários quilómetros de distância” a que fica a nova escola são apenas dois. Por tudo isto, não se compreende o silêncio da Câmara Municipal. Talvez não fosse mau convidar os pais das crianças envolvidas e a comunicação social a visitar as duas escolas, para que as condições reais de uma e de outra pudessem falar por si e acalmar as apreensões, que não são mais do que naturais em qualquer mudança.

 

Penafiel atraente. Quem passou pela cidade de Penafiel nestes últimos dias ficou impressionado com a quantidade de pessoas que circulavam pela cidade. Em pleno mês de Agosto, parece que todos os caminhos da região iam dar a Penafiel. A responsabilidade por esta atracção de pessoas foi a AGRIVAL. Passados 35 anos sobre a primeira edição, a AGRIVAL continua a acrescer: 140 mil visitantes e 350 expositores que ocupam mais de 25 mil metros quadros de área de exposição. A importância da AGRIVAL também se mede pelo interesse dos políticos em aparecerem na feira. A edição deste ano teve a visita do primeiro-ministro, quatro secretários de Estado e do líder do Partido Socialista. Ao contrário das outras feiras/exposições da região que desapareceram ou definham a cada ano que passa, a AGRIVAL continua sempre nova, a crescer e a ser, cada vez mais, o factor agregador de toda a região.

alinhado por fcrocha às 10:06
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