Quinta-feira, 06 de Fevereiro de 2014

Continuamos com tiques de ricos

Reconheço que não percebo nada de arte. Sei que Miró é um surrealista, espanhol e pouco mais. Confesso até que, depois de ler nos jornais tudo o que se tem falado sobre este assunto e ver na televisão as declarações de inúmeros políticos e comentadores sobre a importância da obra do pintor, sinto que devo ser o único em Portugal que não entendo mesmo nada de arte surrealista. Na minha ignorância, o que vou percebendo é que isto se tornou uma arma de arremesso político. Eu não sei se as obras devem ou não ser vendidas. Mas sei que foram compradas por 34 milhões de euros por um banqueiro que está acusado de ter defraudado o país. Também sei que podem ser vendidas, pelo menos, por 40 milhões de euros. É certo que esses 40 milhões de euros são uma gota de água no oceano de dívidas do país, mas são menos 40 milhões de euros que todos os portugueses terão que pagar com os seus impostos. Mesmo não percebendo nada de arte, até eu gostava de ter uns quadros de um pintor famoso nas paredes lá de casa, mas são coisas de rico, incompatíveis com um país pobre.

alinhado por fcrocha às 09:54
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1 comentário:

Quando alguém tem uma dívida por liquidar e bens que pode vender para a liquidar, pelo menos em parte, deverá fazê-lo. Todavia, se estes bens forem valiosos e através deles possa auferir uma renda apreciável e que permita ir abatendo na dívida, será mais inteligente se fizer uma avaliação e explorar essa opção. Para além de manter os bens, com eles cumpre as responsabilidades financeiras formatando um plano específico. Para tal, é preciso ter audácia, perspicácia e algum sentido prático para serem encetadas as de marches necessárias para o conseguir.
Tratando-se de uma colecção do pintor espanhol Miró já com uma divulgação e aceitação internacional, e sendo Lisboa uma cidade recentemente classificada como uma "cidade cool ", porque não captar mais turismo oferecendo um roteiro artístico de valor diferenciado? Porque não cruzar com iniciativas internacionais na área? Porque não aprender com os melhores a rentabilizar um espólio artístico, desta envergadura, como fazem alguns países da Europa?
A colecção de Miró em vez de um problema financeiro ou uma arma de arremesso político, não poderá ser parte de uma solução, para alguns desequilíbrios noutras áreas?
Lucia Teves a 6 de Fevereiro de 2014 às 19:29

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