Quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Antes que seja tarde

Trabalho em part-time até um ano após licença parental pago a 100 por cento, redução no IMI e nas tarifas de água, lixo e saneamento e criação do passe familiar nos transportes públicos, são algumas das propostas apresentadas nesta terça-feira pelo Primeiro-Ministro para incentivar o aumento da taxa de natalidade em Portugal.

 

Parece que, finalmente, o Governo percebeu que sem pessoas não há país, não há recuperação económica e não há sustentabilidade.

 

Com a taxa de natalidade a atingir números preocupantes, a crise económica não pode ser uma desculpa para se deixar de apoiar a maternidade, principalmente quando o Estado gasta milhões de euros a financiar o aborto gratuito (mais de 20 mil abortos por ano) a pedido e deixa desamparadas as mulheres que querem ser mães.

 

Só com políticas efectivas de incentivo à natalidade, de conciliação entre a vida familiar e laboral, de apoio à família e à maternidade é podemos superar esta crise económica e recuperar o bem-estar que todos ansiamos. O dinheiro que se gasta na família não é um custo, é um investimento.

 

Recordo-me que há uns meses, o jornal Público relatava que o ensino básico perdeu mais de 13 mil alunos, só no último ano lectivo. Isto quer dizer que, independentemente das políticas aplicadas, não há alunos para, pelo menos, 750 professores, que seguem directamente para o desemprego. Se não há alunos, não são precisos professores. Como não dá para criar alunos por decreto-lei e a taxa de natalidade continua a cair a pique, para o ano haverá menos alunos e, consequentemente, menos professores a dar aulas. No ano seguinte será pior e no outro ainda pior, assim sucessivamente. Isto só prova aquilo que a maioria dos economistas sérios diz: não há nenhum país europeu que tenha crescido sem que tivesse aumentado a taxa de natalidade. Não há economia sem pessoas.

 

A taxa de natalidade em Portugal atingiu o número mais baixo dos últimos 60 anos. Nascem quase metade das crianças necessárias para garantir a sustentabilidade do país. A este ritmo, os portugueses vão-se extinguir mais depressa do que o lince ibérico.

alinhado por fcrocha às 09:34

mais sobre mim

Julho 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
19
20
21
22
23
25
26
27
28

pesquisar

 

comentários recentes

  • Concordo plenamente com as criticas aqui apresenta...
  • Já não erraram tudo!
  • Aconselho a leitura deste texto.https://www.facebo...
  • Devo dizer que concordo com o artigo, excepto a qu...
  • Pense apenas em duas coisas: 1ª todos falam da TAP...