Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Alinhamentos: Inadequado, Desenquadrado e Desajustado

 

Inadequado. Será que os fins justificam os meios? A resposta a esta questão depende dos fins que pretendemos alcançar, sempre sem esquecer os meios utilizados para alcançar esses fins. O objectivo até pode ser o mais honroso, mas se usamos meios menos bons e menos nobres, então o fim não justiça os meios. Vem isto a propósito do facto de 12 generosas voluntárias da Cruz Vermelha de Vilela que, inspiradas no calendário do Bombeiros Voluntários de Setúbal, decidiram usar a sua sensualidade num calendário a que chamaram “Projecto sensualidade solidária”. Angariar fundos para a Cruz Vermelha Portuguesa é um fim muito nobre. Fazê-lo usando imagens sensuais das suas voluntárias é um meio que em nada dignifica a instituição e coisifica aquelas mulheres. Certamente que há outras formas de ajudar a instituição.

 

Desenquadrado. No passado sábado, ao final da tarde, passei no centro da cidade de Porto. Junto ao edifício da Câmara Municipal havia muito entusiasmo, com muitas pessoas na rua, apesar do frio que se fazia sentir. O motivo era animação de rua por causa do Natal que se aproxima. É certo que há muitas luzes nas ruas, grandes árvores de Natal, muitos pais-Natal, mas não há um único Presépio. Não há uma única alusão ao aniversariante do dia 25 de Dezembro. Celebrar a festa com esta grandiosidade, omitindo o verdadeiro motivo da celebração parece-me despropositado.  

 

Desajustado. A TAP tem 12 sindicatos. Um por cada quatro aviões que a companhia área possui. Só por aqui se percebe o quanto é instrumentalizada e dominada pelos sindicatos. Os funcionários desta empresa pública decidiram agendar uma greve para os dias em que mais pessoas precisam do serviço que prestam. Não ponho em causa o direito à greve. Mas esta greve prova bem a ideia estalinista que aqueles sindicatos têm sobre as empresas públicas e o quanto não é compatível com um regime democrático. A TAP é daquelas empresas que os sindicatos ajudam alegremente a destruir, fazendo greves “a torto e a direito”, usando e abusando da empresa como se fossem donos da mesma, prejudicando os utentes. A TAP já sobreviveu a várias crises, a vários governos, mas dificilmente sobreviverá aos poder dos sindicatos.

 

alinhado por fcrocha às 14:58

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