Sexta-feira, 02 de Março de 2012

Fevereiro atípico

O mês de Fevereiro foi incaracterístico. Para além da chuva que teima em não cair, na região houve vários acontecimentos políticos que merecem ser olhados com alguma distância. Em Lousada, foi o mês em que Pedro Machado assumiu, ainda que não o tenha feito formalmente, que é candidato à Câmara Municipal. O vice-presidente, enviou uma carta à população, ilustrada por uma foto em pose de campanha, a atacar a oposição. Ora, se Pedro Machado não é o presidente da Câmara nem o presidente da comissão política, só o pode ter feito na qualidade de candidato socialista.

 

O segundo mês do ano também foi anómalo no concelho de Valongo. Fernando Melo assumiu publicamente que está cansado de ser presidente da Câmara. O PS tem já um candidato anunciado e intensificou a luta à coligação de direita. O PSD continua cada vez mais de mãos e pernas atadas por causa de Melo. Se João Paulo Baltazar quiser mesmo ser candidato à Câmara Municipal, terá que forçar a saída de Fernando Melo nos próximos dois meses. Se isto não acontecer, terá que se demarcar publicamente de Melo, renunciando aos pelouros que lhe foram confiados.

 

Estas irregularidades de Fevereiro também contagiaram Paredes. Celso Ferreira vem assumindo publicamente, cada vez mais, a sua discordância com o PSD nacional, tendo mesmo chegado a apelidar alguns dirigentes nacionais de incompetentes. Mas também foi o mês em que o autarca laranja apontou todas as baterias para a entrada na Área Metropolitana do Porto, ao ponto de divulgar uma conversa com o ministro Relvas que lhe terá prometido essa alteração.

 

Em Penafiel, a coligação PSD/CDS-PP não abre o jogo quanto ao sucessor de Alberto Santos. Isto está a provocar um nervoso miudinho nos socialistas que passaram o mês a emitir comunicados e a fazer conferências de imprensa sobre tudo o que os jornais iam noticiando.

 

Na Capital do Móvel, Pedro Pinto chegou a presidente dos autarcas sociais-democratas. Ou seja, o representante de todos os presidentes de câmara do PSD é aquele que gere uma das câmaras mais endividadas do país. Não está mal pensado. Pelos lados do PS, nota-se que Humberto de Brito acalmou o tom cáustico que o caracterizava, deixando perceber que não já não marcha na mesma bitola da comissão política do PS local.

 

Para Março, há uma certeza: estão a chegar as andorinhas.

alinhado por fcrocha às 11:00

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