Quinta-feira, 31 de Julho de 2014

SALVEM OS CRISTÃOS IRAQUIANOS!

“Ou te convertes ao islão ou morres”. Como não se convertem, morrem aos milhares em Mosul, no Iraque. Convido-vos a assinar esta petição a pedir à ONU e à Liga Árabe que assegurem a paz.

 

Se tiverem coragem vejam este vídeo filmado por radicais islâmicos onde exibem o que fazem aos cristãos de Mosul. O vídeo não é aconselhável a pessoas sensíveis.

 

alinhado por fcrocha às 16:15
Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Para Teixeira dos Santos 20% é menos que 2%

Em Maio de 2012, quando o buraco do BPN já ia em 4 mil milhões de euros, o ex-Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, foi à Comissão de Inquérito Parlamentar justificar a privatização do BPN dizendo que “a falência do BPN teria levado a economia a afundar no mínimo quatro por cento” e que “mesmo conhecendo todos os factos, teria continuado a defender a nacionalização” por causa do “risco sistémico”.

 

Esta semana, o mesmo Teixeira dos Santos afirmou ao Jornal de Negócios que “o BES tem que ser caso isolado com solução estritamente privada” porque “não há risco de contágio para o sector financeiro no seu conjunto”.

 

Vamos trocar isto por miúdos: Para Teixeira dos Santos o BPN, que tinha uma cota de mercado de 2%, contagiava o sector financeiro; com o BES, que é uma instituição bancária 10 vezes maior, já não há o tal risco sistémico.

 

Agora, começa a ficar ainda mais claro que, em 2008, Teixeira dos Santos e Vitor Constâncio enganaram os portugueses ao justificar a nacionalização com o risco sistémico, colocando os contribuintes a pagar os danos do BPN.  

alinhado por fcrocha às 09:19
Terça-feira, 29 de Julho de 2014

Improviso

Não era suposto o Zé Pedro ter aparecido na foto… muito menos num voo.

 

alinhado por fcrocha às 15:34
Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Tantos desempregados para tão pouca mão-de-obra

Há umas semanas, fui cortar o cabelo e o barbeiro contou-me que andava aflito à procura de um funcionário para a barbearia. A páginas tantas, pediu-me para colocar um anúncio no jornal, um que fosse bem visível, pois estava com muito trabalho e precisava urgentemente de um colaborador. Na semana seguinte à publicação do anúncio, o dono da barbearia pediu nova publicação do anúncio, já que ninguém tinha respondido ao primeiro.

 

Quase todas as semanas publicamos uma lista de ofertas de emprego disponibilizadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Penafiel e de Valongo. No total, são mais de meia centena. Há uns dias, a designer do VERDADEIRO OLHAR chamou-me a atenção para o facto de a maioria das ofertas ser repetida da semana anterior. Pensei que era um lapso e entrei em contacto com o responsável de comunicação do IEFP para dar conta do erro e fiquei a saber que não era um erro: ninguém respondia às ofertas de emprego que, para além de publicadas no nosso jornal, estavam também anunciadas em dezenas de sítios da Internet que divulgam ofertas de emprego.

 

Esta semana, encontrei um casal amigo que já não via há uns cinco anos. Fiquei a saber que têm uma fábrica de confecções. Quando perguntei se o negócio corria bem, queixaram-se de que não encontram pessoas suficientes para operar as máquinas de costura. Pediram ajuda ao centro de emprego de Penafiel, que lhes enviou os contactos de 23 candidatas inscritas. Dessas, 19 não se deram ao trabalho de aparecer, uma outra não podia porque ia de férias agora, outra não disse que não sabia trabalhar naquelas máquinas, outra disse que estava doente. Concluindo, das 23 candidatas, ficaram duas a trabalhar.

 

Podia continuar a preencher o espaço deste editorial com mais histórias destas. Há muitas, imensas! A história de que a nossa população activa está, em geral, mais qualificada, que se habituou a um padrão de vida mais elevado e que, por isso, oferece resistência à aceitação de trabalhos menos qualificados e menos remunerados não será uma visão simplificadora e deturpada da realidade? Será suficiente para explicar que entre mais de meio milhão de desempregados não exista um barbeiro ou 10 costureiras?

 

Alguma coisa está errada nisto tudo. É difícil de compreender como é que, ao mesmo tempo, há tantos desempregados e tanta falta de mão-de-obra. Da mesma forma que é difícil de compreender que desempregados inscritos nos centros de emprego faltem à entrevista de emprego sem qualquer justificação e continuem a receber o subsídio de desemprego.

alinhado por fcrocha às 09:57
Sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Fazer negócios a sério

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), numa tentativa para atrair mais visitantes à 43ª Capital do Móvel, optou por enxovalhar (em tom de brincadeira, como diz a AEPF) o maior produtor de mobiliário do mundo. Em vez de elevar o que de melhor se faz em Paços de Ferreira (e fazem-se coisas muito boas e bonitas!), a AEPF decidiu escrever uma carta ao dono da IKEA a convidá-lo a visitar a feira para que veja “móveis a sério”. Ou seja, convidaram o maior produtor de mobiliário do mundo, com maior centro de design do mundo, a vir a Paços de Ferreira aprender a fazer móveis.

Na verdade, eu acredito que o objectivo da AEPF é outro: com 43 feiras realizadas, em que cada uma tem menos expositores e visitantes do que a anterior, o que eles querem mesmo é que o senhor Ingvar venha a Paços de Ferreira ensinar a fazer negócios a sério.

Já agora: não foram estes senhores que há uns anos lutaram para que a IKEA instalasse uma fábrica naquele concelho e que, neste momento, dá emprego a 1300 pessoas?

alinhado por fcrocha às 12:02
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Antes que seja tarde

Trabalho em part-time até um ano após licença parental pago a 100 por cento, redução no IMI e nas tarifas de água, lixo e saneamento e criação do passe familiar nos transportes públicos, são algumas das propostas apresentadas nesta terça-feira pelo Primeiro-Ministro para incentivar o aumento da taxa de natalidade em Portugal.

 

Parece que, finalmente, o Governo percebeu que sem pessoas não há país, não há recuperação económica e não há sustentabilidade.

 

Com a taxa de natalidade a atingir números preocupantes, a crise económica não pode ser uma desculpa para se deixar de apoiar a maternidade, principalmente quando o Estado gasta milhões de euros a financiar o aborto gratuito (mais de 20 mil abortos por ano) a pedido e deixa desamparadas as mulheres que querem ser mães.

 

Só com políticas efectivas de incentivo à natalidade, de conciliação entre a vida familiar e laboral, de apoio à família e à maternidade é podemos superar esta crise económica e recuperar o bem-estar que todos ansiamos. O dinheiro que se gasta na família não é um custo, é um investimento.

 

Recordo-me que há uns meses, o jornal Público relatava que o ensino básico perdeu mais de 13 mil alunos, só no último ano lectivo. Isto quer dizer que, independentemente das políticas aplicadas, não há alunos para, pelo menos, 750 professores, que seguem directamente para o desemprego. Se não há alunos, não são precisos professores. Como não dá para criar alunos por decreto-lei e a taxa de natalidade continua a cair a pique, para o ano haverá menos alunos e, consequentemente, menos professores a dar aulas. No ano seguinte será pior e no outro ainda pior, assim sucessivamente. Isto só prova aquilo que a maioria dos economistas sérios diz: não há nenhum país europeu que tenha crescido sem que tivesse aumentado a taxa de natalidade. Não há economia sem pessoas.

 

A taxa de natalidade em Portugal atingiu o número mais baixo dos últimos 60 anos. Nascem quase metade das crianças necessárias para garantir a sustentabilidade do país. A este ritmo, os portugueses vão-se extinguir mais depressa do que o lince ibérico.

alinhado por fcrocha às 09:34
Quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Os velhos que poderemos ser

Um destes dias, uma amiga minha foi levar a mãe ao hospital e assistiu àquilo que lhe pareceu ser mais um caso de um idoso abandonado pela família no Serviço de Urgência. A propósito disto, lembrei-me de que, mais ao menos por esta altura, os jornais escrevem sempre que há “idosos abandonados nas férias”. Na verdade, como não dá muito resultado meter os mais velhos em malas, sejam de viagem ou do carro, levam-se ao hospital e faz-se de conta que não se deu pela falta deles quando se volta a casa. Depois de terminar o mundial de futebol, e enquanto decorre o aquecimento para a inevitável época de incêndios, os idosos abandonados pela família serão novamente boa notícia para jornais e canais de televisão.

 

Como de costume, vão ouvir uns senhores que sabem muitas coisas e que, na linha de outras declarações, poderão justificar este fenómeno sazonal com a crise económica: “Coitadinhas, as pessoas pobres estão sem capacidade financeira para tratar dos seus idosos”.

 

Só poderá dar uma tal explicação quem nunca foi pobre, nunca conviveu com pessoas pobres, nem faz ideia alguma do que é ser pobre. Associar a pobreza à falta de carácter é tanto uma simplificação excessiva como um desconhecimento geral de como as pessoas funcionam, pelo menos por cá. O pico de abandono de idosos em hospitais dá-se no Verão, quando as famílias vão a banhos para um daqueles locais onde têm que se usar uma pulseira cuja cor dá acesso à ração correspondente ao que pagaram à agência de viagens. Ou seja, os tais pobres que abandonam os idosos são os que têm dinheiro para passar férias fora de casa.

 

Lembro-me de que quando frequentei o antigo ciclo preparatório, o meu professor da disciplina de Religião e Moral, o Padre Franklim, contou-me a seguinte história: um dia, um filho conduziu o seu velho pai até ao cimo de um monte, para que ali esperasse pela morte, que, no seu entender, não tardaria. Deixou-lhe algo para comer e uma manta para se proteger das intempéries. Ao despedir-se, o pai rasgou uma parte da manta e ofereceu-a ao filho, com esta advertência: “Leva-a, porque um dia vais precisar dela, quando o teu filho te trouxer, também, para o cimo do monte”. O professor concluiu a história dizendo que o filho, com aquela lição, tão simples como convincente, pegou no pai e levou-o de volta para o seu lar, onde o tratou com todo o amor.

 

O abandono dos idosos não é um problema económico: é um problema de carácter, de educação, de amor.

alinhado por fcrocha às 14:54
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Quinta-feira, 03 de Julho de 2014

Amarrados pela “heroína”

Todos os Governos, sejam de direita ou de esquerda, têm uma tendência natural para fazer com que o número de pessoas dependentes do Estado aumente o mais possível. Os subsídios do Estado, mesmo para as empresas, têm um efeito parecido com o da heroína. A maioria das pessoas, depois de estar amarrada, permanece amarrada a essa dependência e nem se apercebe disso. Mesmo algumas empresas, como é o caso das de comunicação social, interiorizam que têm direito a esses subsídios. Isto acontece porque os Governos também são, eles próprios, dependentes – não dos subsídios, mas do poder. Para aumentar o poder, têm que aumentar cada vez mais os subsídios. Na maioria das vezes nem interessa se o país tem ou não capacidade para os conceder, mas continua a contrair empréstimos, a endividar o país, para manter a “heroína” a funcionar. Parece ser um círculo vicioso que se tornou autónomo.

 

Esta semana, o ministro Poiares Maduro anunciou seis novas formas de subsidiação para a comunicação social local e regional. Embora aparentemente seja uma coisa boa, não passa disso mesmo: aparência. Subsidiar empresas privadas é, para além de instituir o sistema de dependência a que me referi, uma forma de deturpar a concorrência natural entre empresas num mercado.

 

Na semana passada, celebrámos o nosso sétimo aniversário. Na altura em que foi fundado o VERDADEIRO OLHAR, existiam vários semanários nesta região. Todos beneficiaram de subsídios, fosse através do porte pago ou de outras formas de subsidiação estatal. À medida que os subsídios foram terminando, foram desaparecendo, um a um.

 

Outro exemplo mais recente é o caso dos subsídios atribuídos a órgãos de comunicação social locais pela associação intermunicipal Ader-Sousa, através de um qualquer programa europeu para o desenvolvimento rural. Em alguns casos, os subsídios chegaram a cerca de duas centenas de milhares de euros, mas não conheço uma dessas empresas que tenha criado um posto de trabalho para um jornalista e algumas delas até já desapareceram de circulação.

 

Se o Governo quer mesmo ajudar a comunicação social local e regional, basta que faça cumprir a lei: que feche os jornais que não cumprem a periodicidade de publicação anunciada e aqueles que nem sequer têm jornalistas; que obrigue os jornais a certificarem a sua tiragem; que impeça os jornais de publicarem publi-reportagens como se fossem notícias.

 

Se o Governo fizer cumprir a lei, estará a ajudar verdadeiramente as empresas de comunicação social sem, com isso, interferir na concorrência normal e saudável do mercado.

alinhado por fcrocha às 14:48

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