Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Será que Josep Blatter referia-se a este Cristiano Ronaldo?

Não sou dado a depoimentos exagerados sobre algumas personalidades. Mas, desta vez, depois de ouvir as declarações do presidente da FIFA sobre Cristiano Ronaldo, decidi escrever isto.

 

Tenho quase 40 anos e não vi jogar o grande Eusébio (pena minha!). Mas vi jogar Figo, Chalana, Fernando Gomes, Rui Costa ou Jaime Pacheco. No entanto, não me recordo de um outro jogador português tão conhecido de forma planetária como o é Cristiano Ronaldo. Mesmo com o senhor da FIFA a admitir que não gosta de Ronaldo, há seis anos consecutivos que na disputa pelo título de melhor jogador do mundo o nome de Cristiano Ronaldo se encontra entre os finalistas.

 

Cristiano Ronaldo não pode ser criticado? Claro que pode ser criticado. É vaidoso? Eu também sou. Às vezes joga mal? Joga, mas mesmo assim no pior dele supera o melhor de quase todos. O que não se pode ignorar é que um jogador como Cristiano Ronaldo não nasce em todas as gerações. Pode-se não gostar do temperamento, mas não se pode omitir o talento profissional.

 

Será que Josep Blatter referia-se ao Cristiano Ronaldo que aparece neste vídeo?

 

alinhado por fcrocha às 19:29
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Uma questão de educação.

 

Eu não tenho saudades do passado, costumo pensar no futuro e pouco no que ficou para trás. Mas, mesmo assim, recordo-me de que, no passado, me ensinaram a tratar com respeito os meus pais, os meus professores, os mais velhos, os superiores hierárquicos e os governantes. Fiquei com a ideia de que, no passado, isto fazia parte da educação.

 

Vem isto a propósito dos insultos públicos que são feitos aos governantes e maciçamente divulgados pelas televisões e jornais nacionais. O mais estranho disto tudo é que este tipo de conversas, próprio de quem já não tem vergonha, não é feita por desgraçados que não tiveram pai nem mãe. Não, é por uns sujeitos engravatados que já tiveram responsabilidades governativas, supostamente pessoas educadas.

 

Também não me refiro às polémicas declarações do Dr. Mário Soares. Porque, neste caso, a culpa não é dele, é do filho dele. O Dr. Mário Soares tem quase 89 anos e, infelizmente, nem todos têm a felicidade de chegar a essa idade com a consciência de tudo o que dizem. A culpa é do filho, porque é obrigação de um filho olhar por um pai na velhice. Neste caso, não o deixando exposto aos jornalistas que não têm respeito por ele nem pelo cargo de Presidente da Republica que já exerceu.

 

Refiro-me, por exemplo, à entrevista que José Sócrates deu ao “Expresso”, na qual atribuiu predicados pejorativos a tudo e a todos, menos a ele próprio, claro está! Usou do calão mais rude que já se viu em jornais ditos de referência. Disse que um dos seus opositores é “um merdas”, que toda a direita é “uma cambada de filhos da mãe” e que um ministro alemão é “um canalha”. Toda a entrevista está polvilhada com expressões como “gajos”, “tipos”, “pulhas”, só para dar alguns exemplos.

 

Não se estará a ultrapassar uma fronteira perigosa? É que, quando os adversários políticos deixam de ser os que têm ideias distintas das nossas, passamos a ter como medida o ódio pessoal. Não se pode permitir que, em nome dos pequenos interesses pessoais, se ultrapassem os limites do debate democrático.

 

Voltando ao início deste texto, no passado, isto resumia-se à falta de chá que deviam ter tomado em pequeninos.

alinhado por fcrocha às 09:31
Terça-feira, 29 de Outubro de 2013

Era assim no passado

Eu não tenho saudades do passado, costumo pensar no futuro e pouco no que ficou para trás. Mas mesmo assim, recordo-me que no passado me ensinaram a tratar com respeito os meus pais, os mais velhos, os superiores hierárquicos e os governantes. Fiquei com ideia que no passado isto fazia parte da educação.

 

Seja como for, tenho assistido na televisão a insultos públicos a governantes, como se fossem conversas de barbeiro. E quem tem estas manifestações de pouca educação não são uns desgraçados que não tiveram pai nem mãe. Não, são uns tipos engravatados que já tiveram responsabilidades governativas e umas mulheres com madeixas, supostamente, tudo pessoas educadas. Não me venham dizer que é da escola. É da falta de chá que deviam ter tomado em pequeninos. Pelo menos, era assim no passado.

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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

Diga lá outra vez

Rui Silva, o cabeça-de-lista do CDS-PP de Paredes à Assembleia Municipal comentou o resultado eleitoral obtido pelo PSD local desta forma: “Penso que este foi um cartão alaranjado a tender para o vermelho”. Sim, o resultado do PSD foi pior do que o esperado e não perderam a Câmara Municipal por uma unha negra. Mas deixa ver se percebi bem o que quis dizer o líder dos populares: O CDS-PP de Paredes conseguiu o pior resultado de sempre em eleições autárquicas (pouco mais de 3%), não elegeu um único candidato para as assembleias de freguesia, perdeu um dos dois deputados municipais, ficou atrás da CDU e o “cartão alaranjado a tender para o vermelho” foi para o PSD que ganhou com maioria absoluta?

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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Família: Uma vantagem competitiva

 

Esta semana tive oportunidade de ler um artigo escrito pelo economista e banqueiro Ettore Gotti Tedeschi e publicado na revista italiana “Formiche”, sobre a decadência das economias europeias.

 

No início do artigo, o economista defende que a natalidade, ou a falta dela, está na origem da actual crise económica. Tedeschi afirma que há mais de 20 anos que tenta explicar que, sem o aumento da taxa de natalidade, o PIB só cresce se o consumo individual crescer. Ora, como a taxa de natalidade não aumenta e as economias têm que se manter activas, foi-se criando na população europeia uma cultura de consumismo, com conceitos materialistas de satisfação, em vez de uma autêntica satisfação espiritual e intelectual.

 

Para o economista italiano, a taxa de natalidade desceu de tal forma que nem o crescimento do consumo chega para compensar a queda do PIB. Por isso, defende, como o PIB não cresce e aumentam os custos com a saúde e pensões, aumenta, consequentemente, a dívida. A forma que os Governos encontraram para abrandar o crescimento da dívida foi aumentar os impostos, reduzindo o poder de compra e, por esse meio, o consumo e o investimento.

 

Na opinião de Tedeschi, tudo isto nos levou à situação em que nos encontramos presentemente, uma vez que, para manter o poder de compra dos consumidores, se transferiu a produção para países subdesenvolvidos, aumentando o desemprego na Europa.

 

Dando como exemplo as notícias que davam conta de um retrocesso de quase 27 anos no poder de compra das famílias italianas, o economista diz que, na verdade, foram 27 anos de crescimento enganoso, durante o qual se substituiu o crescimento populacional equilibrado pela ilusão insana de que não ter filhos tornaria as famílias mais ricas. No entanto, a natureza tem-se encarregado de mostrar que, sem filhos, não há forma de sustentar uma sociedade.

 

Num artigo extenso, Ettore Gotti Tedeschi conclui que o crescimento das famílias produz incentivos competitivos saudáveis na educação e formação individual das crianças, em benefício da sociedade. Para ele, o valor das famílias é tal que haveria de estar inscrita na Bolsa de Valores, pelo valor económico que traz à sociedade.

 

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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013

A falha é do filho

 

As polémicas declarações do Dr. Mário Soares têm gerado reacções para todos os gostos. Porque entendo que um ex-Presidente da República deve ser tratado com dignidade, recuso-me a alinhar no insulto ao senhor.

 

No entanto, deve-se ter em conta que o Dr. Mário Soares tem 88 anos, 10 meses, duas semanas e um dia de idade. Nem todos têm a felicidade de chegar a esta idade no seu perfeito juízo.

 

Também deve ser tido em conta, como me recordou um amigo, que é obrigação de um filho tratar do pai na velhice. A culpa destas declarações não é do Dr. Mário Soares, é do filho que nunca o deveria ter deixado o pai exposto aos jornalistas, sabendo ele que estes não têm o mínimo de consideração e respeito pela condição em que se encontra o Dr. Mário Soares, nem pelo facto de ele ser um ex-Presidente da República.

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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

Tempo de cooperação

Por estes dias tomam posse os novos presidentes das Câmaras Municipais da região. À excepção de Paredes, onde Celso Ferreira cumprirá um terceiro mandato, todos os outros municípios passarão a ser governados por novos autarcas. Autarcas novos para uma região com características sociais idênticas e que partilham dos mesmos problemas.

 

Se é certo que existem vários exemplos de associativismo intermunicipal, não é menos verdade que, com raras excepções, esse associativismo serviu apenas para a partilha de cargos políticos em entidades supramunicipais, sem quaisquer benefícios para a população. Na prática, há vários anos que a generalidade dos autarcas da região continua interessada em resolver os problemas do seu município, sem perceber que os seus problemas são os mesmos que afectam o concelho do lado, desvalorizando as práticas de cooperação intermunicipal.

 

Todos estes cinco concelhos têm extensas fronteiras territoriais comuns, características comuns, com fortes ligações entre as suas populações, sendo que há um fluxo diário de pessoas nos percursos para o emprego, para as zonas comerciais ou para estudar. No entanto, parece não existirem políticas municipais comuns que tenham em conta esta corrente. A título de exemplo, lembro-me de que em Paredes, Paços de Ferreira e Penafiel foram construídas grandes estradas municipais, mas nenhuma delas teve em conta a ligação entre estes concelhos.

 

Numa altura em que há pouco dinheiro para fazer muitas coisas, faz todo o sentido que exista uma maior cooperação entre os autarcas da região. Uma cooperação que fomente a complementaridade. Essa complementaridade poderá servir para contrabalançar as carências de um município com as vantagens de outro, aproveitando-se a riqueza de cada um deles para evitar a duplicação de custos, tornando mais rentáveis e mais sustentáveis os serviços que cada um possa prestar. Isto pode ser posto em prática numa rede de transportes públicos, que não existe, nos serviços de água e saneamento, na promoção do turismo, ou nas infra-estruturas desportivas, para dar alguns exemplos.

 

Os tempos de crise são também tempos de oportunidades. Esta pode ser uma verdadeira oportunidade para uma cooperação intermunicipal que promova o desenvolvimento territorial, económico e social de uma das regiões do país mais fustigadas pela crise económica.

 

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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

Nem sempre acerto

Às vezes, a pressa em querer comentar sem fazer uma leitura cuidada e atenta dos documentos que nos chegam à mão dá origem a erros.

Hoje fui eu que errei ao escrever o post desta manhã. Peço desculpa!

alinhado por fcrocha às 13:23
Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

Observar: Ideais para um domingo chuvoso

No sábado, fui com o meu filho mais velho à Fábrica de Biscoitos Paupério buscar o que nos escasseava para um domingo chuvoso. É certo que destes já não sobra nenhum, mas deixo-vos a foto para que possam certificar que tinham uma aparência apetecível.

 

 

alinhado por fcrocha às 18:47
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

Há gente confusa

Há coisas que me deixam confuso. Há dois anos, o Governo teve uma entrada de leão na RTP. Ia decido a acabar com o serviço público de televisão, tudo porque a televisão do Estado, diziam, tinha canais a mais, funcionários a mais, despesa a mais e receita a menos. Ora, o mesmo Governo de há dois anos decidiu agora que vai criar mais quatro canais na RTP (sim, quatro!). Como eu gostava de entender o que vai na cabecinha de quem nos governa…

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Quarta-feira, 09 de Outubro de 2013

Masoquismo

Confesso: ontem, tentei ver o telejornal. As histórias continuam as mesmas de há dois anos: é preciso acabar com a austeridade, as pessoas sofrem com os cortes, tudo é inconstitucional, os sindicatos continuam a fazer greves, a oposição diz que não é por aí, mas não diz por onde é. Eu compreendo tudo isto, só não compreendo o que não compreendia há dois anos: onde é que vamos desencantar os €8.000.000.000 (não, não me enganei nos zeros) que precisamos que nos emprestem todos os anos. Onde?

Dez minutos depois, desliguei a televisão e optei por acompanhar Charles Dickens nas suas aventuras pickwickianas.

alinhado por fcrocha às 10:01
Terça-feira, 08 de Outubro de 2013

É censura

 

No passado domingo, dia 5 de Outubro, um grupo de pessoas organizou uma “Caminhada pela Vida”. Esta iniciativa juntou aproximadamente duas mil pessoas que desfilaram entre a Rotunda do Marquês do Pombal e a Praça do Rossio, em Lisboa.

 

No mesmo dia também aconteceram outras duas manifestações públicas:

 

- Uma do movimento Que Se Lixe a Troika, que juntou 20 pessoa na Praça do Município e teve direito a longas reportagens nas televisões;

- A outra juntou cem pessoas que homenagearam os bombeiros, também com direito a extensas reportagens televisivas;

 

Relativamente à “Caminhada pela Vida”, nem uma imagem nas televisões. O melhor que se conseguiu foi uma nota da Lusa que dizia que estavam 500 pessoas nessa caminhada.

 

Será isto censura? Claro que é! Manifestações pacíficas de pessoas que defendem a vida e a família colidem com a agenda mediática das televisões.

alinhado por fcrocha às 09:41
Sexta-feira, 04 de Outubro de 2013

Tempo de fazer contas

O leitor deve ter percebido facilmente que, desde que foram conhecidos os candidatos às eleições autárquicas, deixei de escrever sobre assuntos relacionados com a política local – não porque não houvesse muito para dizer, mas por entender que, pesados os prós e os contras, beneficiaria o nosso trabalho jornalístico. Quanto à cobertura destas eleições, limitámo-nos à apresentação de cada um dos principais candidatos, a uma sondagem e a uma extensa entrevista. Tratámos todos os candidatos de forma equitativa. Por isso, agora que as eleições já lá vão, é tempo de olhar para os resultados eleitorais e tentar compreendê-los. É certo que houve um voto de protesto ao Governo de direita, mas isso, por si só, não chega para explicar os resultados da noite do passado domingo. Vamos a cada um dos concelhos.

 

Lousada. Tal como aconteceu em 2009, duas semanas antes das eleições publicámos uma sondagem. A sondagem feita pelo GEMEO-IPAM revelava uma vantagem de pouco mais de cinco por cento para a coligação PSD/CDS-PP, enquanto 37% dos inquiridos se mostravam indecisos. A noite eleitoral mostrou que uma grande parte desses indecisos optou por votar no PS.

 

Interessa compreender o que terá levado os indecisos a votarem no PS. A resposta parece-me óbvia: a enxurrada de promessas feitas por Leonel Vieira. A cada semana que passava, Leonel Vieira acrescentava mais promessas, até chegar ao ponto de prometer vacinas gratuitas. Ninguém acredita em quem promete tudo, quando o Governo corta quase tudo porque o país não tem dinheiro. Na entrevista que fiz a ambos, Pedro Machado mostrou-se muito mais bem preparado, sem necessidade de recorrer ao ataque pessoal, ao contrário do seu adversário. Leonel Vieira desperdiçou a oportunidade que não volta a ter.

 

Paços de Ferreira. Foi surpresa da noite… para alguns. Ao contrário do que sucedeu nos outros concelhos, não publicámos uma sondagem para este concelho. Isto não quer dizer que não a tenhamos feito. Fizemos duas: uma na primeira semana de Setembro e outra na passada segunda-feira. A primeira revelava uma vantagem de quase 14% para o PSD, mas também dizia que quase metade dos inquiridos se recusava a responder. Optámos por encomendar uma segunda sondagem para a última semana da campanha. Essa revelou que o PS estava prestes a ganhar as eleições, estando apenas a pouco mais de 4% do PSD, com a tendência de voto dos indecisos a cair no PS. Como a diferença entre os dois candidatos era inferior à margem de erro da sondagem, optámos por não a publicar.

 

Neste concelho, o grande derrotado da noite foi Pedro Pinto. O presidente dos autarcas do PSD perdeu na sua própria terra. E não foi apenas por culpa do Governo: Humberto de Brito soube explorar até ao limite as dificuldades financeiras do município e o elevado preço da água. Num concelho tradicionalmente “laranja”, a empatia e a notoriedade conseguidas por Humberto de Brito fizeram os eleitores esquecer-se da cor partidária.

 

Paredes. O resultado ia matando de susto os vencedores e os vencidos: por um lado, o PSD estava à espera de uma vitória esmagadora – as duas sondagens revelavam isso mesmo –; por outro, o PS estava à espera de saber por quantos ia perder. O resultado final apanhou todos de surpresa, mas parece reflectir mais demérito do PSD do que propriamente mérito do PS, pois apesar de o PSD ter perdido quase 11 mil votos, o PS subiu pouco mais de 5 mil.

Acredito que os eleitores quiseram penalizar o Governo, mas isso não chega para explicar tudo. Numa grande parte das freguesias, os eleitores votaram PSD para a Junta e PS para a Câmara, ou seja, quiseram penalizar o presidente da Câmara. Mesmo assim, as poucas dezenas de votos de vantagem foram suficientes para conseguir fazer um terceiro mandato com maioria absoluta. Paredes passou a ser o único município da região gerido pelo PSD.

 

Penafiel. Foi a vitória mais expressiva da região. Antonino de Sousa conseguiu resistir à tempestade que varreu a direita e garantiu uma vitória confortável para a coligação PSD-CDS-PP. A última das três sondagens revelava que o candidato do PS iria recuperar bastantes votos, mas não os suficientes para vencer a Câmara, o que, de facto, aconteceu. Mesmo sem ganhar as eleições, André Ferreira também é um vencedor: conseguiu um aumento significativo de votos e tirar um vereador à coligação de direita, o que lhe pode dar esperança para uma candidatura em 2017.

 

Valongo. A cinco dias das eleições, os dois candidatos estavam separados por uns escassos 4,7% de diferença, com vantagem para o PSD. No entanto, no mais urbano dos concelhos da nossa região, 50% de abstenção alteraram o resultado final. Para a história ficará que, em apenas um ano e meio de presidência, João Paulo Baltazar fechou duas piscinas por falta de dotação orçamental para as manter, recusou fazer um estádio prometido por Fernando Melo e tirou o concelho de Valongo da lista dos mais endividados do país. E perdeu as eleições.

 

Sondagens. Nos últimos dias, temos sido acusados de responsabilidade na não-coincidência dos resultados das sondagens com os resultados eleitorais, como se o VERDADEIRO OLHAR alguma vez tivesse feito sondagens. As sondagens que publicámos foram feitas por uma universidade prestigiada e o trabalho foi certificado pela ERC. Além disso, sondagens são apenas intenções de voto no momento em que são manifestadas e recolhidas – não são resultados eleitorais. Se assim fosse, as eleições não seriam necessárias. Já agora, importa referir que não foram as sondagens feitas para o VERDADEIRO OLHAR que falharam, foram 97% das sondagens registadas na ERC até à última semana de eleições. A título de exemplo, uma semana antes das eleições, quase todos os jornais nacionais publicaram sondagens que  davam como certa a vitória de Luís Filipe Menezes no Porto, o qual, é bom recordar, veio a ficar num bem diferente terceiro lugar.

 

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Terça-feira, 01 de Outubro de 2013

Falar com verdade

Ontem, o Partido Socialista de Paredes emitiu uma nota de imprensa onde acusava o PSD de ter “roubado” 180 votos aos socialistas. No mesmo comunicado lê-se que “a soma dos votos de todos os partidos à Câmara Municipal (acrescidos de Brancos e Nulos), constante do edital da mesa 2 [na freguesia de Gandra] que foi entregue ao PS, é inferior em 180 votos ao valor total dos votantes registados naquela mesa; Acresce que nesta mesa o PS para a Assembleia Municipal teve 224 votos, enquanto para a Câmara Municipal apenas foram registados 30 votos.”

 

Se isto que o socialista Alexandre Almeida afirmou fosse verdade, haveria aqui mais do que motivos para lançar dúvidas sobre o resultado eleitoral. Mas eu escrevi “se fosse verdade”, porque não é.

 

Na verdade, o edital eleitoral, que pode ver na imagem que anexo, é esclarecedor. Quem teve 30 votos foi o CDS-PP. O PS obteve 224 votos para a Câmara Municipal e 214 para a Assembleia Municipal. Até porque se fosse verdade o que o PS afirma, o PSD teria ganho as eleições por 253 votos e não por 73, como realmente aconteceu.

 

Entretanto, hoje de manhã, o Tribunal Judicial de Paredes indeferiu o pedido de Alexandre Almeida. Para o Tribunal, não existe qualquer fundamento para haver uma recontagem dos votos.

 

Compreendo que seja decepcionante perder as eleições por tão poucos votos, mas isso não é motivo para manchar uma campanha, que até tinha corrido com alguma dignidade, com acusações de roubo.

 

O slogan desta campanha socialista era “Fazer com verdade”. Mas, antes de fazer o que quer que seja, é necessário “falar com verdade”.

 

 

alinhado por fcrocha às 10:16
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