Domingo, 30 de Dezembro de 2012

A sério?

“Por isso, e porque sou fiel às tradições, não quero, por enquanto, contribuir para contaminar a nossa passagem de ano com querelas inúteis ou reações a provocações mentirosas, por mais ampla que seja a cobertura de alguma imprensa ao estertor político de quem, tendo subido ao olimpo ajudado por tantos de nós, enfrenta, agora, a impossibilidade legal de se voltar a candidatar à presidência da Câmara Municipal nas eleições do próximo ano.

Tocado pela generosidade do Natal, limito-me a apelar aos Penafidelenses que o ajudemos a acabar o mandato com dignidade.” In Mário Magalhães, deputado da AR, em 29/12/2012.

 

Este recado dirigido a Alberto Santos está relacionado com uma notícia do VERDADEIRO OLHAR, onde o presidente da Câmara Municipal de Penafiel e os documentos que citamos desmentem o deputado. O texto está adequado à quadra festiva, mas o Jaquim que escreve os textos do deputado tem que começar a escrever coisas mais simples. Corre o risco de nem ele próprio os compreender.

 

Já agora, “estertor” é o momento que antecede a morte. Afinal, quem é o exânime nesta história?

 

Nota: “exânime” quer dizer moribundo. Foi só para me armar.

 

 

 

 

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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

Palermices

Há duas semanas, li isto no JN: “Foi o Estado que pagou as minhas mamas”. As “mamas” pagas pelo SNS são as de uma concorrente da Casa dos Segredos. No entanto, na semana passada, ficamos a saber que os administradores do Hospital de Penafiel querem que os utentes passem a pagar pelo estacionamento dos automóveis em que se deslocarem sempre que recorrerem àquele hospital.

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

O Nicolau que não é santo

Como é possível que Artur Baptista da Silva, o tal professor de economia de uma universidade americana que não existe e membro da ONU que a ONU nunca ouviu falar, tenha enganado os jornalistas do Expresso (desculpem, quero dizer o Nicolau Santos) e da SIC?

 

Só foi possível fazê-lo porque este economista, que nunca estudou economia, dizia exactamente aquilo que o jornalista queria ouvir. Artur Baptista da Silva desancava no Governo da mesma forma que os outros 50 economistas da moda fazem quando vão à televisão.

 

Se Nicolau Santos estivesse mesmo interessado em fazer jornalismo sério teria procurado saber um pouco mais sobre este jeitoso.

 

Nicolau Santos só não abala a credibilidade do Expresso porque este episódio serviu apenas para pôr a nu o jornalismo tendencioso deste subdirector.

 

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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Uma filha-da-putice

É triste saber que uma senhora que é avó de um amigo meu ficou desgostosa por um dos filhos e os netos não terem conseguido chegar a tempo para o almoço de Natal, porque não havia comboio. Não havia comboio porque havia greve.

 

Os trabalhadores da CP – mais uma vez – lembraram-se de fazer greve, desta vez, no dia de Natal, prejudicando as pessoas nas alturas em que elas mais precisam e terminaram a greve no dia seguinte.


Os trabalhadores da CP, que trabalham numa empresa falida e recebem o seu vencimento a tempo e horas, continuam empenhados em destruir a empresa. Por isso, parece-me urgente que a CP seja privatizada.

 

Quanto às greves no dia de Natal e de Ano Novo, só me vem à memória aquela expressão de um ex-autarca do Marco de Canavezes: é uma filha da putice!

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Sábado, 22 de Dezembro de 2012

Um Feliz Natal!

Porque já se sente o Natal, desejo que seja um Natal recheado de coisas boas, amigos, família, saúde, dinheiro, sorrisos, alegrias, notícias, muitas e boas notícias. E, já agora, uma mesa cheia de bacalhau e vinho. Um brinde a vocês, a nós e a todos os de quem gostamos! Um Santo Natal!

 

Um pequeno pormenor do pinheiro de Natal cá de casa.

Um pequeno pormenor do pinheiro de Natal cá de casa.

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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Obsceno

A cada dia que passa, mais me convenço que a diferença entre os governantes do PSD e do PS é nenhuma. Sempre que estão num lugar de chefia, esquecem tudo o que apregoam enquanto estão na oposição e tomam medidas que não lembram a ninguém.

 

Vem isto a propósito da notícia que hoje faz manchete neste jornal: o Hospital Padre Américo, em Penafiel, vai passar a cobrar tarifa de estacionamento. A proposta foi feita por Paulo Sérgio Barbosa, o vogal do Conselho de Administração que é presidente da secção de Paços de Ferreira do Partido Socialista e vereador na Câmara Municipal do mesmo concelho. O presidente do Concelho de Administração do hospital, José Luis Catarino, é também vereador socialista, mas na Câmara Municipal de Valongo. Ambos ocupam o lugar por nomeação do anterior Governo.

 

Como se não bastasse o elevado aumento das taxas moderadores decretado pelo actual Governo PSD/CDS-PP, os utentes das consultas externas ou do serviço de urgência do referido hospital público regional terão de pagar mais uma taxa pelo estacionamento do seu automóvel, caso o utilizem na sua deslocação.

 

Não se compreende nem se aceita que uma instituição pública de saúde se aproveite de um momento de fragilidade das pessoas, como é o caso da doença, para as forçar a pagar pelo estacionamento do seu veículo.

 

A situação é ainda mais grave quando as receitas da concessão do estacionamento não vão reverter em benefício dos utentes. De acordo com o contrato de concessão, as verbas assim arrecadadas não vão ser canalizadas para a criação de mais salas de atendimento, nem qualquer outro serviço médico, mas para que uma associação privada, a Casa do Pessoal, que é gerida pelo Director Clinico do hospital, consiga obter instalações próprias.

 

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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

Dois pesos e duas medidas

Antes de continuar a escrever o que quero escrever, importa fazer uma ressalva: não estou a defender o governante nem as suas políticas, estou apenas a constatar um facto.

 

Perante as notícias que davam conta da possibilidade de Burlesconi voltar a candidatar-se, desta vez contra Mario Monti, a imprensa portuguesa traçou um perfil de Mario Monti que faz dele um autêntico herói italiano, o homem que tomou as medidas necessárias para salvar a Itália do estado-de-sítio em que a deixou Burlesconi.

 

Afinal, o que fez Mario Monti nestes 13 meses de governo? Fez o que o Governo de Pedro Passos Coelho fez: aumentou os impostos, aumentou a idade mínima da reforma e flexibilizou os despedimentos.

 

Os resultados foram melhores do que em Portugal? Não. Neste 13 meses a Itália tem mais 700 mil desempregados, no final deste ano a recessão vai atingir os 2% e aumentou a dívida pública em 4%, sendo a segunda maior depois da Grécia. Ou seja, os resultados foram bem piores do que os de Portugal.

 

Então, como se explica que a Comunicação Social portuguesa trate Mario Monti com complacência e Passos Coelho com veementes ataques? A única explicação que encontro é o facto de Monti ter sucedido ao mostrengo do Berlusconi. Então, esqueceram-se que Passos Coelho sucedeu ao estafermo do Sócrates?

 

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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

É para apontar, se faz favor.

Estava a passar os olhos pelas notícias e de ontem (porque estive todo o dia fora) e descobri uma que ia passando de fininho.

 

Diz a agência Lusa que as Estradas de Portugal admitiram que a decisão de construir a A26, entre Sines e Beja, “foi um equívoco, porque não se justificava”.

 

Até aqui estava tudo muito bem, equívocos qualquer um pode ter, não fosse os senhores das Estradas de Portugal terem dado conta do “equívoco” quando já tinham estourado 35 milhões de euros em dois sublanços da tal A26 que agora não servem para nada.

 

Mais 35 milhões de euros dos nossos impostos deitados – literalmente – à estrada.

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Sábado, 15 de Dezembro de 2012

Planos furados

Ontem, às 22h: ao deitar-me, fartei-me de fazer planos para hoje de manhã e que se resumiam em dormir para aí até às 11h. 

Hoje, às 7h: "Pai, podes dar-me o pequeno almoço?" (Pedro esganado de fome)

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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

Totós

Eu sempre acreditei que a saída de Fernando Melo da Câmara de Valongo era vista pela coligação PSD/CDS-PP como um alívio e uma renovação da esperança de, em 2013, conseguirem manter o poder naquele concelho. Mas isso era o que eu pensava e não o que está a acontecer. Esta semana, o líder do CDS-PP decidiu revelar ao VERDADEIRO OLHAR a má relação que existe entre os dois partidos e, ainda que de forma indirecta, disse que o seu partido vai concorrer com listas próprias a todos os órgãos autárquicos. O líder do PSD e actual presidente da Câmara não escondeu esse mal-estar interno e acusou os centristas de fugirem à participação na coligação, desconsiderando o facto de o CDS-PP poder vir a ser seu adversário nas próximas autárquicas.

 

Ou os deuses estão loucos para aqueles lados ou os dois partidos não perceberam bem a realidade.

 

Primeiro: o CDS-PP deve estar a esquecer-se de que o seu partido tem uma expressão residual naquele concelho. Basta que nos lembremos de que, nas últimas eleições legislativas, o partido não conseguiu sequer indicar delegados a todas as assembleias de voto. Só por aqui se vê a expressão do CDS-PP em Valongo.

 

Segundo: O PSD está a esquecer-se de que ganhou por meia-dúzia de votos e que se, provavelmente, não tivesse tido a ajuda do CDS-PP, teria perdido as eleições. João Paulo Baltazar também não se pode esquecer de que a população ainda se recorda de todos os mandatos de Fernando Melo e dos atropelos então praticados. Também é conveniente que se lembre de que o PSD está no Governo da República e tem a popularidade em baixo, podendo haver represália dos eleitores nas próximas autárquicas. Outro factor a ter em conta é o facto da Coragem de Mudar estar muito próxima do PS e poder vir a integrar as listas daquele partido.

 

Por tudo isto, era cauteloso que cada um deles tivesse pesado bem cada declaração pública que fez.

 

Nesta altura, José Manuel Ribeiro, o candidato do PS, deve estar a bater palmas de alegria. Nunca a presidência da Câmara de Valongo lhe pareceu tão perto.

 

 

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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

É positivo: Brisa vai oferecer um ano de portagens grátis

Brisa oferece um ano de portagens a 40 automobilistas

 

Concessionária de auto-estradas assinala 40º aniversário com sorteio.

 

A Brisa vai lançar no próximo dia 20 de Dezembro um concurso para oferecer a 40 automobilistas um ano de portagens grátis nas auto-estradas da sua rede.   A empresa apresentou esta quarta-feira esta campanha, lançada no âmbito das comemorações dos seus 40 anos de existência.  

 

Para participar os utilizadores das auto-estradas deverão ser portadores da Via Verde, tendo ainda de se registar numa pagina criada para o efeito no site do grupo.

 

O concurso vai durar até 6 de Janeiro e destina-se a pessoas singulares com identificadores das classes 1, 2 e 5.   A par do concurso, a Brisa vai lançar uma campanha publicitária, avaliada em um milhão de euros.

 

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/brisa_oferece_um_ano_de_portagens_a_40_automobilistas.html

 

 

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Não cumpriram…outra vez

Já aqui disse que me custa aderir ao novo acordo ortográfico. Reconheço que poderia ter alguns benefícios no desenvolvimento da língua portuguesa, mas não tenho certeza se os benefícios serão superiores aos malefícios que trará à nossa língua.

 

Entre alguns dos argumentos que me deixaram receoso estava o facto de o Brasil nunca ter cumprido nenhum dos acordos anteriores. Recorde-se que avançamos para um novo acordo ortográfico sem que o Brasil tivesse cumprisse a parte que lhes cumpria relativa ao acordo de 1945.

 

Se já não chegava o incumprimento do de 1945, preparam-se agora para não cumprir o que entrou em vigor em 2012. Esta notícia, que dá conta da intenção do Brasil em adiar para 2016 a entrada em vigor do novo acordo ortográfico, deixa antever isso mesmo. A pressa em colocar em vigor o novo acordo ortográfico, sem acautelar que o Brasil o faria também, vai fazer com que sejamos nós, outra vez, a adaptarmo-nos aos brasileirismos.

 

No meio disto tudo, choca-me o silêncio total do Governo português.

 

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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

É positivo: Bancos proibidos de aumentar spread

Desde ontem, os bancos estão proibidos de aumentar o spread (margem de lucro) do crédito à habitação das famílias que queiram arrendar a casa ou cujo empréstimo seja renegociado por causa de divórcio.

 

Estas proibições resultaram de alterações legislativas debatidas no grupo de trabalho parlamentar criado este ano na Assembleia da República para rever as regras dos créditos à habitação, num momento em que cada vez mais famílias têm dificuldades a pagar a casa ao banco.

 

No entanto, estes impedimentos legais que os bancos têm de cumprir estão sujeitos a condições. A proibição de os bancos aumentarem os encargos com o crédito à habitação em caso de arrendamento da casa aplica-se caso haja mudança de local de trabalho de, pelo menos, 50 quilómetros ou se um dos membros do agregado familiar ficar no desemprego.

 

Os bancos não podem ainda aumentar os encargos na renegociação do contrato em caso de divórcio, separação ou morte de um dos cônjuges.

 

Aqui acresce outra condicionante. A instituição apenas não pode subir o spread se a pessoa que ficar como titular do empréstimo comprovar que a prestação representa uma taxa de esforço superior a 55% dos seus rendimentos ou 60% num agregado com dois ou mais dependentes.

 

Os bancos também só podem cessar o contrato de concessão de crédito à habitação se houver pelo menos três prestações não pagas.

 

Além disso, refere a lei, a aprovação de crédito, seja para habitação ou para outros, “deve atender ao perfil de risco da operação de crédito”. O objectivo desta alteração à lei será impedir que os bancos dêem melhores condições no acesso ao crédito aos clientes que comprem os seus próprios imóveis, que chegaram aos bancos através de execuções.

 

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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012

Era tudo à grande e à portuguesa

Somos um país pequenino mas de projectos megalómanos. Construímos dez estádios novinhos em folha – alguns deles a desfazerem-se por falta de manutenção – construímos auto-estradas onde não passam automóveis e até já estávamos prontinhos para construir uma linha do TGV.

 

Outra dessas megalomanias foi o autódromo do Algarve que, entretanto, está quase abandonado e praticamente falido. Esta notícia do Público mostra como se estourava dinheiro. Seis milhões, são quantos euros reclama o piloto Tiago Monteiro pela promessa que lhe fez José Sócrates.  

 

 

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Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2012

Quem o viveu não esquece

Há uns dias, um jornalista do Sol fez a seguinte pergunta a Danuta Walesa, a mulher do mais famoso sindicalista polaco, Lech Walesa: “Está neste momento em Portugal, um país onde um partido comunista, o PCP, representa pelo menos um décimo do eleitorado. O que gostaria de dizer aos apoiantes desse partido, tendo em conta a experiência que viveu na Polónia?” A senhora respondeu isto: “Diria que não compreendo sequer como se pode apoiar um partido comunista perante a experiência daquilo que aconteceu noutros países, perante o fracasso económico, o facto de não haver nada nas lojas e de haver todo o tipo de constrangimentos, as perseguições, as humilhações, a proibição da livre expressão e pensamento...”.

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Quarta-feira, 05 de Dezembro de 2012

Ora repita lá outra vez

Diz o Tony Carreira: “Não me parece de forma alguma justo que o povo português tenha que pagar os erros de todos os políticos que tiveram Portugal nas mãos nestes anos todos”. Estas foram as declarações do homem que cobrou às autarquias e políticos mais de um milhão e meio de euros em concertos. Assim de repente, lembro-me dele duas vezes em Paredes e outras duas em Penafiel. Esses concertos também foram (ou estão a ser) pagos pelo povo. O Tony pensa que foram pagos por quem? Pela Popota?

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Terça-feira, 04 de Dezembro de 2012

3 é mais que 308

A CP, a CARRIS e os STCP juntos têm uma dívida superior à soma da dívida dos 308 municípios portugueses. Em vez de se preocupar em pôr as contas destas – apenas – três empresas públicas em dia, o Governo insiste em cortes atrás de cortes nos 308 municípios, prejudicando milhões de pessoas, só para não ter que mexer nestas três que são dominadas pelos sindicatos do PCP.

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