Sábado, 31 de Março de 2012

Tudo ao pote

Depois dos herdeiros da família que doou os terrenos ao União de Paredes a pedirem a restituição dos terrenos, apareceu agora o empreiteiro que urbanizou aquela zona a pedir a devolução de parte do terreno onde está o campo sintético. Os primeiros argumentam uma cláusula de reversão, o segundo alega que pagou quatro mil euros de impostos e que os terrenos eram para “as crianças usufruírem”. Provavelmente, o empreiteiro esqueceu-se de enumerar as contrapartidas que recebeu por ter doado o terreno. Por exemplo, deve-se ter esquecido de dizer que aquele terreno oferecido foi incluído na capacidade construtiva daquela zona e, provavelmente, será por isso que aquela zona tem prédios uns em cima dos outros. Ainda sobre estes prédios, em 2005 assisti a uma conferência de imprensa do ex-vereador Fernando Perpétua em que este exibia um envelope para entregar na Polícia Judiciária. O invólucro continha, segundo o ex-vereador, documentos referentes ao processo legalização e construção daquela zona habitacional. O envelope deve-se ter perdido no percurso entre Paredes e as instalações da PJ, mas ainda gostava de saber o que estava lá dentro.

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Sábado, 31 de Março de 2012

Gato escondido com rabo de fora.

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, tal e qual como todas as empresas públicas, têm que obrigatoriamente publicar o relatório das suas contas. Para além disso, é obrigado pela força da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos a disponibiliza-lo, no prazo de dez, sempre que algumas entidades, entre elas está a Comunicação Social, o requererem. Vem isto a propósito porque há quase um ano que a administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa impede o nosso jornal de ter acesso às contas de 2010. Estamos no final de Março de 2012 e, até hoje, o hospital não publicou as contas de 2010. A administração do centro hospitalar gere uma empresa pública, por isso, tem que dar contas da forma como administra o dinheiro e o património público. Se a gestão foi a melhor, não tem porque esconder as contas, se a gestão foi má não é ocultando os documentos que resolverá o problema. É preciso que os bens públicos estejam a salvo de apetites de incompetência e de irresponsabilidade.

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Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Os destaques da edição de 30 de Março de 2012

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Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Errou no alvo

A Greve Geral da CGPT foi um fracasso. Foi uma greve que mobilizou apenas alguns serviços e empreses públicas. O sindicado do PCP, ao paralisar a área dos transportes, tentou impedir os trabalhadores de livremente trabalharem.

 

Não fosse a politica ter cometido o erro de se envolver nos confrontos, esta Greve Geral teria passado despercebida à maioria dos portugueses.

 

De facto, a polícia errou, mas apenas no alvo. A polícia devia ter carregado nos piquetes de greve que tentaram obrigar alguns trabalhadores a fazer greve à força. Devia ter usado de bastão, por exemplo, nos ferroviários que impediram os comboios de partir na Estação de São Bento, no Porto.

 

Os comunistas podem fazer as greves que bem entenderem, mas não podem impedir os colegas que não fazem greve de, livremente, trabalharem.

 

A CGTP não consegue disfarçar os tiques ditatoriais comunistas.

 

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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Os destaques da edição de 23 de Março de 2012

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Terça-feira, 20 de Março de 2012

Prova dos nove

Por Raquel Abecasis

É hora de alterar contratos, privilégios e subsídios que sorvem diariamente os recursos do país para servir um pequeno grupo que gravita em torno do poder político.

A hora da verdade está a chegar para o Governo de Passos Coelho. Até aqui, goste-se ou não, o roteiro da “troika” tem sido cumprido à risca, com consequências evidentes para a maioria dos portugueses, que tiveram que mudar de hábitos e de vida.

Agora, é a hora de mudar o essencial, ou seja, de alterar contratos, privilégios e subsídios, que sorvem diariamente os recursos do país para servir um pequeno grupo que gravita em torno do poder político.

Se não mexer nisto, o Governo não reforma nada no país nem altera a substância do que é a despesa do Estado. Logo, a crise e a austeridade que agora sofremos não têm verdadeiramente nenhuma utilidade, porque, no fim, tudo volta a ficar na mesma.

Para já, os sinais que chegam do Governo não são os melhores: os processos de privatização em curso não são completamente transparentes e os casos recentes da Lusoponte e da substituição do secretário de Estado da Energia levantam as maiores dúvidas sobre a real determinação do Governo em tocar nos interesses instalados.

Sinais à parte, a verdade é que os prazos estabelecidos no memorando da “troika” são claros e estão quase a ser atingidos e, se o Governo persistir em dizer que faz sem, na verdade, nada fazer, rapidamente se acaba o teatrinho do bom aluno e, por ter medo de enfrentar o poder de alguns, o Governo arrisca-se a hipotecar o futuro de todo um país.

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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Os destaques da edição de 16 de Março de 2012

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Terça-feira, 13 de Março de 2012

A regra do palpite

Por: JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Esta crise dura dez anos", "Portugal sairá do euro", "este ano o desemprego chega aos 16%". Os nossos jornais estão cheios de previsões destas, todas certas e seguras. Todas levantam a mesma questão: como é que sabem? Quando especialistas e organizações respeitadas têm dúvidas e repetem que a situação é nebulosa, quando os seus números indicativos são ultrapassados pela realidade, o que dá aos amadores tanta convicção? E porque razão insistem os jornais na recolha de palpites destes, de origens mais variadas, como se fosse um contributo válido?

A previsão económica é uma tarefa muito difícil e complexa, mas segue alguns princípios simples, infelizmente descurados. O primeiro é que a vida das empresas e dos negócios individuais é muito incerta. A única garantia económica é a falta dela. O segundo é que, apesar disso, as séries agregadas mostram forte persistência.

Esta aparente contradição é paralela à vida natural. No campo os animais e plantas, como os projectos no mercado, suportam existências atribuladas, imprevisíveis, muitas vezes efémeras. Mas isso não impede a paisagem selvagem de permanecer semelhante a si mesma ao longo dos anos. Uma falência é tão traumática como a queda de uma árvore e uma crise tão devastadora como um fogo florestal. Mas economia e natureza sempre renascem.

É nessa persistência natural das séries agregadas que se baseiam todos os modelos científicos de previsão económica. A estatística só capta o previsível mas felizmente, ao ritmo trimestral e anual, as variáveis económicas revelam elevada inércia. Além disso há choques sucessivos e continua a ser impossível antecipar com certeza fogos, secas e cheias. Assim as estimativas de especialistas, captando só a inércia latente, nunca acertam, mas raramente falham muito.

Esta incapacidade preditiva cria muita troça entre os leigos, que a tomam como fraqueza científica. Ciência séria é a Física, pois se sabe com mais rigor os efeitos da queda de um tijolo que a da bolsa, se compreende melhor rotação de planetas que flutuações de preços. Mas não será normal que em assuntos simples, como tijolos ou planetas, haja respostas rigorosas? É nas coisas difíceis que surge a incerteza. O médico também classifica a doença sem antecipar súbitos agravamentos ou melhorias.

Embora no complexo mundo económico as certezas sejam poucas, é fácil ver como são tolos muitos dos palpites mediáticos. O quadro económico de um país não é antecipável a cinco anos, quanto mais a dez. A permanência no euro depende menos da situação económica que da vontade política, onde não há inércia que nos valha. Dado que o desemprego disparou nos últimos meses, é mais provável que pare ou desça do que continue.

Para compreender este último ponto é preciso dividir as variáveis económicas em dois grupos. Algumas, como desemprego e inflação, flutuam com o ciclo, enquanto outras, como salários ou produto, crescem com a tendência. Nas variáveis cíclicas há, não trajecto persistente, mas retorno à média, que só choques muito fortes alteram.

A previsão económica é tarefa difícil. Por isso muitos preferem o palpite. Quanto a estes, o melhor seria evitá-los. Mas a haver, também existe uma regra simples: dizer sempre que vai correr mal. Isso não falha, primeiro porque as pessoas acreditam, e depois porque, se errar, já ninguém se lembra. Pelo contrário, quem faz antevisão optimista não só não é credível, mas todos vão censurar impiedosamente ao falhar.

Vê-se bem que os nossos comentadores seguem religiosamente esta regra, na imprensa como nas conversas de café. Em qualquer situação, dominam os cenários negros. Quando as coisas correm bem, diz-se ser sol de pouca dura. Quando há crise, isso não só era inevitável, mas acabará pior do que se julga.

O que surpreende aqui é que, depois de decretarem as piores catástrofes, os analistas dêem uma garfada, desliguem a televisão ou vão para a cama, como se afinal o tal horror não viesse e tudo fosse regressar ao normal. E na economia, como na floresta, em geral regressa.

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Sábado, 10 de Março de 2012

O preço certo

Sou daqueles que tem a satisfação de não ser obrigado a ver televisão todos os dias e a todas as horas. Eu compreendo que haja pessoas que são obrigadas a ver televisão, porque são doentes, ou vivem sozinhas, ou porque mesmo casadas já não têm nada para falar um com o outro. Por sorte, há hora dos programas de horário nobre estou a estudar, por isso estou desobrigado desse frete. Mas há um programa que eu gostava de ver: O Preço Certo. Gostava de saber o preço certo de algumas coisas que não compreendo. Gostava de saber quanto custa ao município de Valongo ter Fernando Melo a ter o aborrecimento de ainda ser presidente da câmara. Também gostava de saber quanto custa a cada lousadense o buraco financeiro da empresa que gere as piscinas e que aumenta a cada ano que passa. Também gostava de saber o preço certo dos assessores dos vereadores da Câmara de Penafiel, mesmo daqueles que passam dias sem pôr os pés no trabalho. Também gostava de saber quanto custa ao município de Paredes um motorista para um vereador, com direito a o ir buscar e levar a casa. Em Paços de Ferreira não preciso de ver o Preço Certo para saber quanto custa cada litro de água servido pela AGS.

 


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Sexta-feira, 09 de Março de 2012

Paridade

A lei da paridade na política fez com que um terço dos candidatos a cargos políticos seja preenchido por mulheres. Ou seja, hoje, não sabemos se as deputadas que estão na Assembleia da Republica estão por talento ou porque era necessário um nome de uma mulher preencher o lugar. Da mesma forma, não sabemos se as vereadoras das várias câmaras municipais foram eleitas pelas suas competências ou porque dava jeito para preencher as quotas. Depois deste feito na política, a União Europeia está a ensaiar que esta patetice das quotas seja imposta nos conselhos de administração das empresas. Nas empresas onde a única mulher é a senhora da limpeza, lá haverá um lugar para ela no conselho de administração.

 

A paridade é uma ilusão. Esta ideia de que as profissões apetecíveis devem ter o mesmo número de homens e mulheres é uma tolice. Ora, se a paridade subentende que homens e mulheres têm a mesma capacidade e gosto para exercer as mesmas funções, porque não se criam quotas para a construção civil ou para guardas-nocturnos? Os homens e as mulheres são diferentes e, por isso, mais importante do que insistir na paridade forçada, é dar igualdade de oportunidade a ambos. As mulheres devem ocupar todos os cargos, mas por mérito e não por imposição.

 


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Sexta-feira, 02 de Março de 2012

Fevereiro atípico

O mês de Fevereiro foi incaracterístico. Para além da chuva que teima em não cair, na região houve vários acontecimentos políticos que merecem ser olhados com alguma distância. Em Lousada, foi o mês em que Pedro Machado assumiu, ainda que não o tenha feito formalmente, que é candidato à Câmara Municipal. O vice-presidente, enviou uma carta à população, ilustrada por uma foto em pose de campanha, a atacar a oposição. Ora, se Pedro Machado não é o presidente da Câmara nem o presidente da comissão política, só o pode ter feito na qualidade de candidato socialista.

 

O segundo mês do ano também foi anómalo no concelho de Valongo. Fernando Melo assumiu publicamente que está cansado de ser presidente da Câmara. O PS tem já um candidato anunciado e intensificou a luta à coligação de direita. O PSD continua cada vez mais de mãos e pernas atadas por causa de Melo. Se João Paulo Baltazar quiser mesmo ser candidato à Câmara Municipal, terá que forçar a saída de Fernando Melo nos próximos dois meses. Se isto não acontecer, terá que se demarcar publicamente de Melo, renunciando aos pelouros que lhe foram confiados.

 

Estas irregularidades de Fevereiro também contagiaram Paredes. Celso Ferreira vem assumindo publicamente, cada vez mais, a sua discordância com o PSD nacional, tendo mesmo chegado a apelidar alguns dirigentes nacionais de incompetentes. Mas também foi o mês em que o autarca laranja apontou todas as baterias para a entrada na Área Metropolitana do Porto, ao ponto de divulgar uma conversa com o ministro Relvas que lhe terá prometido essa alteração.

 

Em Penafiel, a coligação PSD/CDS-PP não abre o jogo quanto ao sucessor de Alberto Santos. Isto está a provocar um nervoso miudinho nos socialistas que passaram o mês a emitir comunicados e a fazer conferências de imprensa sobre tudo o que os jornais iam noticiando.

 

Na Capital do Móvel, Pedro Pinto chegou a presidente dos autarcas sociais-democratas. Ou seja, o representante de todos os presidentes de câmara do PSD é aquele que gere uma das câmaras mais endividadas do país. Não está mal pensado. Pelos lados do PS, nota-se que Humberto de Brito acalmou o tom cáustico que o caracterizava, deixando perceber que não já não marcha na mesma bitola da comissão política do PS local.

 

Para Março, há uma certeza: estão a chegar as andorinhas.

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Quinta-feira, 01 de Março de 2012

Dois pesos e duas medidas

Achei esta foto que mostra a mentira dos sindicatos comunistas e atesta a falta de imparcialidade dos meios de comunicação social nacionais.

 

A CGTP diz que juntou 300 mil pessoas no Terreiro do Paço e quase todos os órgãos de comunicação social difundiram com títulos exuberantes, sem questionar a veracidade dos números. O Jornal de Noticias, que fotografou a manifestação a partir do ar, desconfia dos números dos sindicatos.

 

Veja as duas fotografias. Em cima, a foto da manifestação da CGTP, a tal que a comunicação social diz ter juntado 300 mil pessoas. Em baixo, a missa campal no mesmo local, celebrada pelo Papa Bento XVI, em Maio de 2010, com a praça totalmente cheia e que a mesma comunicação social diz ter reunido 80 mil pessoas.

 

Foto do blog http://o-povo.blogspot.com
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