Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Editorial de 25 de Março de 2011.

Já começou a chover. Não quero, de modo nenhum, estragar a festa aos social-democratas, agora que se prepara a campanha para eleger o novo salvador da pátria, Passos Coelho de seu nome. Mas não posso deixar de mencionar factos que, não tendo a mínima importância, teimam em pairar estupidamente sobre os meus pensamentos e que acho que o tal Passos Coelho deve pensar neles nos intervalos das suas muitas aparições da praxe:

Reforma da Segurança Social e revisão da idade da reforma – Será que o vai ter coragem para revelar aos portugueses a falência do actual sistema? Real dimensão do défice público – Ironia das ironias, quem disse que não eram necessárias as medidas de mais um PEC vai ter que as tomar.

Combate ao desemprego – Também vai crias 150 mil empregos? E os meninos da tal geração à rasca vão deixar de ser precários? Regionalização – Sim ou não? A primeira grande medida já conhecida, caso seja eleito, é a do aumento do IVA. Ora, se governar é cortar na despesa e aumentar os impostos, não precisamos de governo. O que eu gostava mesmo de saber é como é que se cria riqueza para pagar o que o país deve? Com a queda do Governo já se nota que alguma coisa vai mudar, pelo menos, depois destes dias de Primavera, já chove!

 

Pelo menos é mestre. Na campanha última campanha eleitoral para as eleições legislativas os socialistas prometeram muito aos portugueses. Os socialistas prometeram mais emprego, prometeram crescimento económico, capaz de aproximar Portugal da média europeia, prometeram não aumentar os impostos, prometeram mais educação, mais saúde, mais ambiente e mais cultura. Prometeram muito, prometeram quase tudo. Já nem me quero lembrar dos 300 mil idosos que iam sair da pobreza ou dos 150 mil jovens que iam ter um emprego. O PS fez das promessas a bandeira eleitoral. Agora que o Governo caiu, sobram muitas promessas por cumprir. O país está pior. Temos um país com mais impostos, mais desemprego, menos saúde, menos investimento e menos poder de compra. O homem pode não ser engenheiro, mas é um mestre.

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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Eu, padre, casado me confesso.

Anda por aí um burburinho dos diabos, à conta de uma declaração de uma centena e meia de teólogos alemães que, há falta de um tema mais original, decidiram questionar o celibato sacerdotal. É, juntamente com o famigerado sacerdócio feminino, uma insistente proposta de alguns grupos de católicos pouco ortodoxos que, se me permitem a charada ecuménica, de tão reivindicativos dir-se-ia que são protestantes.

 

Não obstante alguns contornos mais caricatos, a questão é séria e merece alguma reflexão. Depois de uma etapa fundacional em que, à imagem de Cristo, os apóstolos e outros, como São Paulo, se mantiveram célibes “pelo reino dos Céus”, vieram tempos em que os presbíteros podiam ser casados. Contudo, tendo em conta os resultados dessa primitiva experiência, entendeu-se preferível retomar a tradição evangélica, repondo o celibato sacerdotal na Igreja Católica latina. Portanto, um eventual regresso à anterior situação representaria, em termos históricos, um retrocesso, ainda que disfarçado de revolucionária novidade e, o que é pior, um afastamento em relação ao exemplo de Cristo, que é o modelo e a razão do sacerdócio eclesial.

 

Há, sobre esta matéria, um duplo equívoco, que importa esclarecer.

 

O primeiro decorre da suposição de que só há amor quando há uma vida sexual activa e, portanto, a imposição do celibato implica a frustração emocional do padre que, entregue à sua própria solidão, fica assim mais exposto às fraquezas da humana condição. Já São Paulo advertira: mais vale casar-se do que abrasar-se. É certo. Porém, o sacerdote não é um homem sem amor, muito embora a sua realização afectiva não tenha expressão sexual. Um presbítero que não ame, que não esteja apaixonado, é certamente um ser vulnerável e fragilizado, não por ser padre, mas precisamente por o não saber ser.

 

Com efeito, o ministério sacerdotal não se reduz a uma função burocrática, em cujo caso o celibato não faria sentido, mas antes se realiza naquele “amor maior” de que Jesus Cristo é o perfeito exemplo. E é bom recordar que o Verbo encarnado não é apenas Deus perfeito, mas também perfeito homem, pelo que a sua circunstância celibatária não só não foi óbice como condição para essa plena realização da sua natureza humana.

 

Outro lapso é supor que os padres da Igreja Católica são solteiros, o que manifestamente não corresponde à realidade. Saulo de Tarso, quando disserta sobre a grandeza do sacramento do matrimónio, refere-o a Cristo e à sua Igreja, por entender que esta aliança é de natureza nupcial. Por isso, o sacerdote católico, configurado com Cristo pela graça da sua ordenação, “casa” com a Igreja, que é a sua esposa, não apenas mística mas também real e existencial, na medida em que lhe exige uma entrega exclusiva e total.

 

Há tempos ouvi na rádio uma conhecida balada, em que se repetia um refrão que é aplicável ao celibato sacerdotal: “eu não sou de ninguém, eu sou de todo o mundo e todo o mundo me quer bem”. Nem mais: para ser de todos e para todos é preciso não ser de ninguém em particular. É o que também me dizia um amigo quando, dando-me as Boas Festas, desejava felicidades para a minha família que, acrescentava com inspirada eloquência, “somos todos nós”.

 

Mas há mais. Os inimigos do celibato sacerdotal obrigatório são muito mais generosos do que se pensa pois, não satisfeitos com dar uma mulher aos padres, querem dar-lhes duas: a esposa e … a sogra!

 

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Carta aos empresários

Esta é uma carta aberta aos gestores das grandes empresas portuguesas. Começo por pedir desculpa pelo atrevimento. Os empresários estão habituados a que lhes escrevam para lhes ralhar, pretendendo ensiná-los, ou para os elogiar, querendo seduzi-los. Não presumo dar lições ou influenciar ninguém. Tenho o maior respeito por quem dirige empresas, em especial grandes, tarefa das mais difíceis e influentes. Pretendo apenas, motivado pela situação nacional, dizer uma coisa simples.

 

A crise tem solução, e ela passa por vós. Não passa pelo Governo, não passa pelo Orçamento, passa pelas empresas. Todas as empresas. Escrevo apenas aos gestores das grandes, não porque sejam os mais importantes, mas porque são os que ainda não ajustaram. As pequenas estão adaptadas. Muitas desapareceram, outras renasceram, todas evoluíram. Não tinham alternativa. As grandes têm e, sendo maiores, naturalmente demoram mais tempo. Pior de tudo, desconfiam da sua importância.

 

A vossa influência económica é menor do que vós achais e a vossa influência política é menor do que nós achamos. Mas em ambos os casos é significativa. Um dos maiores problemas nacionais é os nossos empresários não compreenderem a sua própria importância. Décadas de tutela política sob o condicionamento corporativo, seguidas de décadas de retórica esquerdista demonizadora dos capitalistas têm efeito. Parece que a culpa e o mérito de tudo é do Governo. Somos um país paternalista, que passa a vida a falar do árbitro sem chutar à baliza.Até há 20 anos as empresas estavam obcecadas com a política. Hoje, na Europa, as coisas melhoraram, mas as forças económicas ainda têm influência diminutas no aparelho social. Somos um dos países desenvolvidos onde a opinião empresarial é menos activa e respeitada. Dela depende a solução da crise.

 

Mesmo na vertente financeira. O nosso problema hoje é reduzir o défice externo em cerca de nove pontos percentuais (pp) do PIB. É bom lembrar que nos dois programas anteriores do FMI, em Maio de 1978 e Outubro de 1983, foi preciso cortar 7,3 pp no primeiro e 12,0 no segundo. Mas, durante esse esforço, o contributo das contas públicas foi sempre negativo, agravando-se 1,7 pp e 1,8 pp, respectivamente. O que significa que, mesmo com o FMI, o Estado só complicou e foi o sector privado que suportou todo o trabalho, ajustando uns brutais 9,6 pp do PIB na primeira vez e 14,2 na segunda.

 

Agora, mesmo que o Orçamento ajude alguma coisa, a maior factura da austeridade caberá a famílias e empresas. Isso é já bem claro. Em 2010, o défice externo foi quase igual ao orçamental, significando que o sector privado está equilibrado. Só falta compensarmos aquilo que o Estado não consegue fazer. Além disso, como também se está a ver, o suposto rigor das contas públicas acaba sempre pago por nós.

 

Mas, como vós sabeis bem, o problema estrutural de Portugal não é financeiro. É económico. E uma das causas mais influentes dessa paralisia está no vício que o senhor Presidente da República identificou no discurso de posse: "Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia." Este é o bloqueio que, mais que tudo, imobiliza a nossa economia. Só se fala do árbitro. Aqui, como também sabem, são as grandes empresas as principais responsáveis.

 

Portugal já viveu crises bastante graves. Muitos de vós gerem empresas que sobreviveram a esses tempos difíceis. Em certos casos até foram os vossos avós, pais e tios que tiveram então a responsabilidade de guiar essas companhias nas tempestades. A presente borrasca é menos séria que as piores, mas tem inegável gravidade. Hoje, como então, os políticos deixam a desejar. A economia precisa de liderança, iniciativa e criatividade. Sem vós, não está cá mais ninguém para dar isso.

 

João César das Neves

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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

O discurso encantatório

Todas as semanas terá de haver o anúncio de mais uma dádiva ou de mais um programa que vai fazer Portugal avançar para o futuro. Tudo sempre num frenesi, com apresentações cheias de efeitos especiais e desenhos de ruas, cidades e paisagens virtuais. Para preencher os tempos mortos há que inventar causas que encenem o ambiente de luta entre os progressistas, nós, e os retrógados, eles.

 

Nós damos. Eles tiram. Não podemos dar tanto quanto gostaríamos -nós por nós daríamos tudo - mas vamos agora dar escolas. Vamos dar uma caixa de correio electrónico a cada português. Vamos apoiar o carro eléctrico, a cultura e os painéis solares. Vamos ter o MIT, os PIN, TGV e muitos Magalhães. E diplomas das Novas Oportunidades para todos.

 

Quando alguém tem dúvidas, é tratado como um herege e apresentado como um excêntrico. Reage-se sempre atacando: desmente-se categoricamente o que se diz ser absolutamente falso e rotundamente errado e que verdadeiramente só é dito por reaccionarismo, antipatriotismo, bota-abaixismo ou tremendismo.

O tempo é como que acelerado. Leis em catadupa, anúncios que se contradizem, programas que nunca ninguém viu... nada disso interessa, porque aquilo que conta é que não existe tempo para dúvidas. Nunca se pode parar para reflectir.

 

Foi este o guião de José Sócrates. Ou melhor, foi esta a estrutura do discurso encantatório que lhe permitiu ganhar eleições. O discurso encantatório é incompatível com uma simples hora de bom governo, mas é fantástico para conquistar o poder. Numa primeira fase, a do optimismo, porque as pessoas de facto querem acreditar que não existe diferença entre o anunciado e o possível. Numa segunda fase, que é aquela em que agora nos encontramos, porque essas mesmas pessoas vivem sob o medo de perder o que ainda têm.

 

Note-se que nesta segunda fase o discurso encantatório é ainda mais perigoso, porque o medo de perder o que já se sabe escasso é um sentimento muito mais poderoso do que o optimismo da conquista. Esse medo da perda é hoje omnipresente nas conversas, sejam elas de rua ou de gabinete, e nos olhos de muitos dos que desfilaram na manifestação do passado sábado.

 

E sobretudo anos de discurso encantatório tornaram os portugueses um povo domesticado e temeroso de iniciativas. Houve um tempo não muito distante em que os portugueses acreditavam que podiam mudar a sua vida para melhor. Faziam empresas. Emigravam. Acreditavam que o seu destino dependia em boa parte da sua determinação. Agora, após anos e anos de discurso encantatório, sabem que o seu sucesso depende não tanto de si mesmos, mas sim do director-geral, do secretário de Estado, do vereador e do presidente do instituto que vão analisar o seu projecto. Ou então intuem que a sua sobrevivência está nas mãos da funcionária da Segurança Social que lhes anuncia se o sistema aceita ou não a sua inscrição para os apoios cujos beneficiários são cada vez menos.

 

No dia-a-dia as pessoas passaram a exprimir-se numa língua estranha em que os factos são referidos de forma inversa - as coisas não correm mal, correm sim menos bem - e onde, seja quando testemunham uma agressão no meio da rua ou são confrontados com o apagão do sistema informático aquando das últimas eleições, nunca ninguém assume ser responsável por nada.

 

O discurso encantatório só perde a eficácia perante a absoluta evidência da realidade. Aí deixa de ser encantatório e passa a patético, como esta semana se constatou durante a entrevista de Sócrates à SIC. Por isso Sócrates precisa de partir rapidamente para campanha eleitoral.

 

José Sócrates quer ir para eleições não só porque essa é a sua possibilidade de vencer Passos Coelho, humilhar Cavaco Silva e manter o seu poder sobre o PS, mas também porque, agora que a crise já não é passível de ser negada nem justificada pelas circunstâncias internacionais, uma campanha eleitoral é o tempo-espaço-palco que lhe permitirá recuperar o discurso encantatório, desta vez centrado no medo de perder e não no anúncio do dar.

 

Vamos ter semanas de "nós reduzimos salários mas eles reduzem ainda mais" e de "nós fechamos escolas mas eles querem desmantelar a escola pública". Por isso a saída desta crise não é possível com Sócrates, pois só sairemos da crise quando se assumir que o discurso encantatório é um logro com resultados trágicos para os mais pobres e um perigoso auto-engano para as instituições, empresas e sociedade civil. E Sócrates, seja como primeiro-ministro seja como líder do PS, não existe sem esse discurso. Nem para lá dele.


Helena Matos

Ensaísta

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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

O início do fim da Rota dos Móveis

Rota dos Móveis I. Nesta edição, damos conta do – quase certo – fim da Mostra de Mobiliário, a feira de mobiliário da Rota dos Móveis. Importa mencionar que foi com a Parmóvel que Paredes iniciou o seu percurso na realização de feiras de mobiliário, um projecto lançado pelo então presidente da câmara Jorge Malheiro, que decorreu entre 1984 e 1990. Em 2006, Celso Ferreira retomou o modelo, mudou-lhe o nome, mas manteve a contagem que vinha da Parmóvel.

 

Rota dos Móveis II. Afinal, porque vai acabar a Mostra de Mobiliário? Será pela falta de interesse dos expositores? Não será certamente, porque, como afirmou Celso Ferreira em 2009, “o número de expositores triplicou nas últimas três edições”. Na mesma altura, o actual presidente da associação empresarial local dizia, sobre o modelo da feira, que “há cem por cento de satisfação por parte dos expositores”. Como se vê, havia expositores e estavam satisfeitos. Será a falta de público na feira? Também não me parece, porque, segundo a autarquia, o número de visitantes tem aumentado de ano para ano, ultrapassando os 30 mil. O presidente da autarquia atestou sempre a qualidade da mostra, chegando mesmo a afirmar que “esta feira é apenas e só a melhor de mobiliário do norte do país”. Ou seja, não só havia público como era a melhor das feiras.

 

Rota dos Móveis III. Convém recordar que em 2009, em plena pré-campanha autárquica, a oposição afirmava que a feira corria o risco de terminar, a não ser que fosse subsidiada pela câmara. Em resposta, Celso Ferreira disse que “quem for eleito não pode prescindir deste instrumento de valorização do concelho”. A confirmar-se o encerramento da feira, a oposição acabou por ter razão e Celso Ferreira fez o contrário do que afirmou. Os mais de 2,5 milhões de euros que a câmara investiu na promoção da Rota dos Móveis no último mandato merecem outro cuidado.

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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Sugestão de Leitura: Novembro

Autor:  Vitor Burity da Silva
Editor: Porto Editora
Preço: €11,50

 


Intitula-se Novembro, aborda os trinta e cinco anos de independência de Angola  e é a nova obra do angolano.

 

A caminhada destes trinta e cinco anos, desde os primeiros tiros ao dia em que senti o seu fim, a caminhada pelas fugas, pelas matas, as mortes, o desespero, o amor de meninos que sonhavam enquanto corriam, a força de um pai que disfarça a verdade buscando justificações, enquanto um filho o questiona sobre o que se passa e este lhe responde dizendo: "São relâmpagos, filho".

 


Viagem interior e de esperança, a reflexão pelo tempo, pelas paisagens, pela longa luta, o sangue, a fome, as perdas, a vitória.

 

Este livro assinala os trinta e cinco anos da independência de um povo, recuando nas memórias e correndo para um futuro que surge todos os dias na planície vermelha de um país. Angola.

 

Vítor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 28 de Dezembro de 1961. Estudou Jornalismo em Lisboa, vive entre o Porto e Luanda.

É autor do livro Rua dos anjos, do qual se extraiu parte do texto para manuais escolares angolanos (a obra também é estudada no ensino superior cabo-verdiano), e de Este Lago Não Existe. Participou em várias colectâneas de prosa poética: Poiesis, (2007), Intemporal, (2008), A Arte pela Escrita, (2008).

Publicou em jornais e revistas, tendo obtido vários prémios e menções honrosas.

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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Sugestão de Leitura: As onze palavras

Autor: Kevin Hall

Editora: Pergaminho

Preço: €14,50

As palavras são os instrumentos que usamos para construir as nossas vidas. É através delas que estabelecemos relações, gerimos sentimentos, exprimimos opiniões e reconfortamos aqueles que amamos. Contudo, se usarmos as palavras erradas (ainda que inconscientemente), podemos criar situações indesejadas, ferir sentimentos e até destruir relacionamentos.

As palavras têm o poder de atrair ou de repelir; de liderar ou de constringir; de curar ou de magoar; de criar ou de destruir.

Esta narrativa inspiradora relata o percurso de Kevin Hall à descoberta do poder oculto das palavras. Ao longo de várias viagens, e recorrendo a diversos exemplos, histórias pessoais e anedotas, o autor revela as lições de vida que podemos obter a partir das onze palavras-chave que nos fazem crescer espiritualmente e nos conduzem ao sucesso.

Um livro inesquecível que lhe oferece o vocabulário indispensável para atingir a verdadeira felicidade.

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Sábado, 12 de Março de 2011

Editorial de 11 de Março de 2011.

Vencedores. A equipa de infantis do FC Cête tem o melhor registo, no seu escalão, de toda a Associação de Futebol do Porto. Em 22 jogos alcançou outras tantas vitórias, marcou 155 golos e sofreu apenas sete. Se tivermos em conta que este pequeno clube de Paredes tem apenas 126 atletas e, por isso mesmo, recebe da câmara municipal, por atleta, aproximadamente metade do que recebe o Paredes, Rebordosa e Aliados, o feito é ainda maior. Interessa esclarecer que, em Paredes, os clubes não recebem o mesmo por cada atleta, mas sim em função do número de praticantes. Ou seja, um clube com mais inscritos, recebe mais por cada atleta. Este critério faz com que clubes mais pequenos ou com modalidades menos populares que o futebol saiam prejudicados.

 

Sem computadores. O centro de saúde de Paço de Sousa está há três semanas sem sistema informático. Tudo porque s computadores avariaram com a trovoada. Enquanto ninguém repara o equipamento informático, que deve ser complicadíssimo tendo em conta o tempo que levam avariados, há mais de nove mil utentes que não conseguem marcar consultas, nem que o seu processo clínico seja analisado pelos médicos. Mais: o pessoal administrativo tem que se deslocar aos centros de saúde vizinhos para inserir na base de dados informação exigida pelo Ministério da Saúde. “Quem paga é o utente”, garante um dos médicos ouvidos pelo VERDADEIRO OLHAR. É este o país do choque tecnológico e dos Simplex’s.

 

Forais de Penafiel. Este vinho vai voltar a ser comercializado. A apresentação da colheita de 2010 foi apresentada no último sábado, num evento que foi apenas o início de uma campanha promocional para tornar este vinho um produto identificativo do concelho penafidelense e da região do Vale do Sousa. O projecto do vinho Forais de Penafiel tem também a particularidade de ter permitido a recuperação de 6,5 hectares de vinha abandonada, efectuada por dois jovens vitivinicultores que, este ano, já vão colocar no mercado entre 40 a 50 mil garrafas. O objectivo é, dentro de cinco anos, aumentar este número até às 200 mil unidades.

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Sexta-feira, 04 de Março de 2011

Vergonhoso. Prove. Mau jornalismo.

Vergonhoso. Em Paredes, a Assembleia Municipal é sempre uma diversão para uma parte dos deputados, uma lavagem de roupa suja para outros e uma vergonha para o concelho. Não há reunião daquele órgão autárquico em que não se assista à troca de insultos e a comportamentos absolutamente vergonhosos. Desta vez, perante o olhar permissivo do presidente da assembleia, dois deputados municipais tiveram tempo para lavar roupa suja, falarem das relações extra-conjugais, nos desfalques, nos roubos e diabo a quatro. Tudo, sem que o presidente da assembleia municipal se tenha dado ao trabalho de manter a dignidade mínima que se exigia a quem dirige aquele órgão. Tudo, sem que os outros deputados, à excepção de Cristiano Ribeiro, se tivessem insurgido contra aquele comportamento pouco sério, indigno e intolerável. Uma absoluta vergonha!

 

Prove. Esta semana, a Rede Europeia de Desenvolvimento Rural destacou como projecto do mês o PROVE, um projecto que envolve pequenos agricultores da região que, semanalmente, disponibilizam os seus produtos através de um cabaz. O PROVE promove uma relação directa entre quem produz e quem consome, cria hábitos alimentares saudáveis, melhora o escoamento da produção hortofrutícola de pequenos agricultores e incentiva a produção biológica tradicional. Para além do preço convidativo, os consumidores têm a vantagem de consumir produtos frescos, oriundos de hortas próximas da sua área de residência.

 

Mau jornalismo. A RTP, exibiu uma reportagem sobre um padre católico que pratica exorcismo. A jornalista deu como certo que o tal Humberto Gama era padre, católico e exorcista. Se a jornalista fosse séria, se a RTP estivesse interessada em prestar um verdadeiro serviço público, teria dito que esse tal padre, afinal não é padre e muito menos exorcista. Em 2006 a diocese de Vila Real fez um comunicado a informar isso mesmo, esta semana foi a diocese de Leiria-Fátima. Se a jornalista fosse decente, teria dito que, em tribunal, correm vários processos de assédio sexual e burla contra o tal padre. Se a jornalista fosse séria, teria dito que o que diferencia “padre” Gama do Professor Karamba é a cor da pele.

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Quinta-feira, 03 de Março de 2011

Diocese Leiria-Fátima denuncia falso exorcista

Declaração sobre as actividades de Exorcismo por parte de Humberto Gama

 

Na sequência de um programa televisivo e de notícias aparecidas nos meios de comunicação social sobre as actividades de exorcismo realizadas por Marcelino Humberto Gama, mais conhecido por “padre Humberto Gama”, chegaram ao Santuário de Fátima e à secretaria episcopal de Leiria queixas e pedidos de informação sobre a pessoa em causa.

 

 Tendo recolhido as devidas informações, no intuito de corresponder ao interesse geral e, em especial, das pessoas tentadas a solicitar os serviços “religiosos” do referido senhor, levamos ao conhecimento dos interessados o seguinte:

 

 1. Humberto Gama, cujo nome completo é Marcelino Humberto Gama, foi efectivamente membro da Congregação religiosa dos Marianos da Imaculada Conceição, tendo sido ordenado sacerdote no Convento de Balsamão, no concelho de Macedo de Cavaleiros, em 1965.

 

2. Foi enviado para Inglaterra, onde esteve integrado na comunidade religiosa da referida Congregação. Mas, em 1972, por motivos graves, o governo geral da mesma Congregação demitiu-o. Esta decisão de expulsão da congregação religiosa de que era membro foi confirmada pelo Vaticano, através da Congregação dos Religiosos e Institutos Seculares.

 

3. Desde então, na Igreja Católica, não se reconhece ao senhor Humberto Gama qualquer legitimidade para as actividades religiosas ou de exorcismo que realiza, sendo abusivos o título de “padre” com que se apresenta, o uso de vestes sacerdotais e a prática de ritos religiosos. É igualmente abusiva a divulgação de uma sua fotografia com o Papa João Paulo II, para tentar legitimar e provar a sua condição de padre e para servir de cartão de visita para ser contactado nos arredores de Fátima.

 

4. A quem se encontra em dificuldades que julga serem espirituais, aconselha-se o recurso a uma prática cristã regular e a solicitar a ajuda de quem mereça confiança para o poder fazer e tenha o reconhecimento da Igreja, quer seja um sacerdote, um religioso ou religiosa ou mesmo um cristão leigo.

 

5. Recomenda-se, por outro lado, aos sacerdotes e a outros fiéis cristãos capazes de ajudar pessoas em dificuldade psico-espiritual que as acolham com caridade, as escutem com paciência e inteligência, façam oração por elas e, conforme as situações, as encaminhem para outros apoios adequados ao caso em questão.

 

Leiria, 28 de Fevereiro de 2011.

O Vigário Geral, Padre Jorge Manuel Faria Guarda 

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Quarta-feira, 02 de Março de 2011

Sugestão de Leitura: Actividades para o Desenvolvimento da Inteligência Emocional nas crianças

A inteligência emocional é considerada uma das capacidades mais importantes de uma pessoa, pois fomenta as relações com os outros e consigo mesmo, melhora a aprendizagem, facilita a resolução de problemas e favorece o bem-estar pessoal e social.

 

Nesta obra são abordadas cinco áreas de competências emocionais: consciência emocional; controlo emocional; autonomia emocional; habilidades sócio-emocionais; e habilidades de vida e bem-estar emocional. Em cada capítulo são propostos inúmeros exercícios e actividades para ajudar os educadores a desenvolver a inteligência emocional das crianças.

 

Adquirir e ensinar inteligência emocional não é fácil – é necessário treino e muita prática. Actividades para o Desenvolvimento da Inteligência Emocional nas Crianças é uma ferramenta fundamental para os educadores e para os pais, onde podem encontrar exemplos de como abordar e avançar na educação emocional das crianças entre os 8 e os 12 anos de idade.

 

Actividades para o Desenvolvimento da Inteligência Emocional nas crianças
Autor: GROP
Editor: Arte Plural
Preço: €17,50

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Terça-feira, 01 de Março de 2011

Sugestão de Leitura: Camarate - Um Caso Ainda em Aberto

Já aqui sugeri um outro livro sobre o Camarate. Numa altura em que o assunto volta à Assembleia da República, nada melhor que ler este livro de Freitas do Amaral.

 

Num livro que revela novos dados sobre o Fundo do Ultramar, o ex-ministro publica a sua versão sobre a forma como decorreram as investigações em torno do acidente-atentado em que morreu Francisco Sá Carneiro, de quem era então vice-primeiro-ministro, e Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa e número dois do CDS.

 

Freitas do Amaral, que já tinha prefaciado o livro “O Crime de Camarate”, do advogado Ricardo Sá Fernandes, esclarece nesta sua obra alguns factos que, após três décadas e oito comissões parlamentares de inquérito, ninguém foi capaz de esclarecer.

 

Este livro é um documento que se debruça e levanta novas questões sobre um dos casos mais enigmáticos e mediáticos da História portuguesa recente, pela mão de uma das figuras de maior prestígio do panorama político e social português

 

Camarate - Um Caso Ainda em Aberto

Autor: Diogo Freitas do Amaral

Editor: Bertrand Editora

Preço: €12,50

 

 

 

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